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Barriga inchada e prisão de ventre: qual a relação entre eles?

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Será que barriga inchada ou estufada e prisão de ventre são problemas associados?  

De modo geral, embora sejam situações distintas, muitas vezes elas estão interligadas e podem compartilhar causas e sintomas similares.1 Nesse contexto, é crucial compreender melhor esses problemas digestivos e buscar estratégias eficazes para aliviar o desconforto.

Neste conteúdo, vamos analisar mais de perto a relação entre inchaço abdominal e prisão de ventre. Você vai descobrir os sintomas, as causas e as melhores maneiras de prevenir esse problema para ter mais bem-estar. Siga em frente e saiba mais!

O que é a prisão de ventre?

Também conhecida como constipação intestinal, a prisão de ventre é uma condição gastrointestinal. Ela é caracterizada pela dificuldade persistente em evacuar, bem como por fezes endurecidas e menos frequentes do que o habitual. Geralmente, é causada por uma combinação de fatores, sendo a ingestão insuficiente de fibras um dos principais.2

Para você manter um bom funcionamento intestinal e prevenir a prisão de ventre, é essencial que atenda a três elementos-chave:

  • ingestão adequada de água;2
  • consumo suficiente de fibras;2
  • prática regular de atividade física.2

Esses fatores combinados são fundamentais para evitar a constipação. Isso porque as fibras alimentares favorecem a formação do bolo fecal e, em conjunto com a atividade física regular e o consumo ideal de água no dia a dia, estimulam a atividade muscular do intestino.2

Quais são os sintomas da prisão de ventre?

Os sintomas da prisão de ventre são bem característicos. Continue a leitura para conhecer os principais!

Menos de três evacuações por semana

Uma pessoa com prisão de ventre pode ter menos evacuações do que o considerado normal, que é em torno de uma a três vezes por dia até três vezes por semana. Quando as evacuações são menos frequentes do que isso, pode indicar uma diminuição na motilidade intestinal.3

Alteração na consistência e no formato das fezes

As fezes na constipação intestinal tendem a ser mais duras e secas do que o normal. Elas podem ser difíceis de passar e muitas vezes têm uma consistência semelhante a pequenas bolinhas, devido à falta de água e à absorção excessiva de líquido pelo cólon.3

Dificuldade ou dor ao evacuar

O esforço para evacuar pode ser difícil e doloroso para pessoas com prisão de ventre. Isso ocorre porque as fezes endurecidas e secas são mais difíceis de serem eliminadas pelo corpo.3

Sensação de que nem tudo foi eliminado

Mesmo depois de evacuar, muitas pessoas com prisão de ventre ainda têm a sensação de que não conseguiram eliminar completamente as fezes. Isso pode ser devido à presença de material endurecido no cólon ou ao funcionamento lento do intestino.3

Barriga inchada e prisão de ventre: qual a relação?

A relação entre barriga inchada e prisão de ventre é direta, já que a constipação intestinal pode ser uma das principais causas do inchaço abdominal. Quando uma pessoa está constipada, o trânsito intestinal pode se tornar mais lento, o que pode resultar na acumulação de fezes no intestino.1

Assim, é possível que haja um aumento da pressão dentro do intestino, causando distensão abdominal e sensação de inchaço na região. Além disso, a constipação pode causar acúmulo de gases, contribuindo ainda mais para o inchaço abdominal e o desconforto.1

Há outras causas para inchaço na barriga? Quais?

Barriga inchada e prisão de ventre: qual a relação entre eles?

A constipação não é a única causa para o inchaço abdominal. Ele também pode acontecer por outras razões, que variam desde situações menos complexas até outras que são consideradas graves. Agora que você já sabe que prisão de ventre causa inchaço na barriga, confira outros fatores por trás desse problema!

Intolerância alimentar

Certos alimentos podem desencadear uma reação adversa no sistema digestivo de algumas pessoas, resultando em inchaço abdominal. Lactose, glúten e certos aditivos alimentares são exemplos comuns que podem causar intolerância alimentar.1,4

Doença celíaca

É uma condição autoimune em que o consumo de glúten leva a danos no revestimento do intestino delgado, resultando em sintomas como inchaço abdominal, dor abdominal, diarreia e fadiga.1,5

Síndrome do intestino irritável (SII)

É um distúrbio gastrointestinal funcional que pode causar dor abdominal, inchaço, cólicas, diarreia e/ou constipação. Os sintomas da SII podem ser desencadeados por certos alimentos, estresse ou alterações hormonais.1,6

Período menstrual

Algumas mulheres experimentam inchaço abdominal antes e durante o período menstrual devido a mudanças nos níveis hormonais e à retenção de líquidos.1,7

É importante salientar que o inchaço abdominal persistente que não melhora com medidas simples de autocuidado pode ser um sinal de uma condição mais séria, como câncer de ovário.1

Portanto, se o inchaço abdominal for frequente, severo ou acompanhado de outros sintomas preocupantes, é essencial buscar avaliação médica para um diagnóstico preciso e o tratamento adequado.3

Como reduzir o inchaço abdominal?

Por fim, é hora de conhecer algumas medidas recomendadas para reduzir o inchaço abdominal:

  • pratique atividades físicas regularmente para melhorar sua digestão;
  • mastigue com a boca fechada para evitar engolir ar;1
  • beba bastante água para manter seu corpo hidratado e ajudar na digestão;
  • consuma alimentos ricos em fibras se estiver constipado, pois elas ajudam a promover movimentos intestinais regulares;1
  • opte por refeições menores e mais frequentes, em vez de refeições grandes;
  • modere o consumo de bebidas gaseificadas, álcool e cafeína (presente no café e em chás);1
  • evite alimentos conhecidos por causar gases, como repolho, feijão e lentilhas;
  • não faça grandes refeições antes de dormir nem coma de forma relaxada;
  • reduza o consumo de alimentos processados, açucarados, picantes ou gordurosos.1

Como é possível ver, há uma relação direta entre barriga inchada e prisão de ventre. Sendo assim, é fundamental buscar auxílio médico para identificar as causas desse problema e descobrir o melhor tratamento para o seu caso.

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Referências:

1. National Health Service (NHS). Bloating [internet]. 2022. [Acesso em 10Jun2024]. Disponível em: https://tinyurl.com/yc8546s9

2. Brasil. Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual em Saúde. Constipação intestinal [internet]. Brasília. 2007. [Acesso em 10Jun2024]. Disponível em: https://tinyurl.com/46km3w7f

3. National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases (NIDDK). Symptoms & Causes of Constipation [internet]. 2018. [Acesso em 10Jun2024]. Disponível em: https://tinyurl.com/y6n3na49

4. National Health Service (NHS). Food intolerance [internet]. 2022. [Acesso em 10Jun2024]. Disponível em: https://tinyurl.com/3ybcy276

5. National Health Service (NHS). Coeliac Disease [internet]. 2023. [Acesso em 10Jun2024]. Disponível em: https://tinyurl.com/2zuwszbr

6. Safaee A, Moghimi-Dehkordi B, Pourhoseingholi MA, Vahedi M, Habibi M, Pourhoseingholi A, et al. Bloating in irritable bowel syndrome. Gastroenterol Hepatol Bed Bench. 2011;4(2):86-90.

7. Oh H, Ehrenpreis ED, Tu FF, Dillane KE, Garrison EF, Leloudas N, et al. Menstrual Cycle Variation in MRI-Based Quantification of Intraluminal Gas in Women With and Without Dysmenorrhea. Front Pain Res (Lausanne). 2022;3:720141.

Parágrafos não referenciados correspondem à opinião e/ou prática clínica do autor.