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Publicado em: 24 de abril de 2026
A prisão de ventre é uma queixa comum e está entre os distúrbios intestinais frequentes, afetando cerca de 12% da população mundial. Embora seja tradicionalmente considerada uma condição crônica, muitas pessoas apresentam episódios mais curtos, especialmente quando viajam ou passam por algum fator que quebra a rotina intestinal¹.
“Muitas pessoas sofrem com a prisão de ventre quando têm uma quebra acentuada na rotina”, afirma o gastroenterologista Dr. Décio Chinzon (CRM-SP 49552 | RQE 11890) Além de viagens, situações de constipação ocasional são associadas a mudanças de alimentação, mobilidade e até ao uso de alguns medicamentos¹.
Para identificar, os sintomas mais comuns incluem a redução da frequência das evacuações, eliminação de fezes endurecidas, esforço excessivo para evacuar, sensação de bloqueio na região anal ou de evacuação incompleta¹.
Segundo explica o médico, muitos dos fatores que favorecem a constipação estão presentes justamente durante férias e viagens, o que reforça a ideia de que a quebra de rotina pode interferir no funcionamento do intestino.
Hábitos alimentares desorganizados e o adiamento do momento de evacuar estão entre os fatores mais frequentemente associados à constipação¹.
Com relação à alimentação, o aumento do consumo de alimentos industrializados, muito doces ou salgados é o mais associado aos sintomas de prisão de ventre, assim como a redução da ingestão de fibras. Noites mal dormidas também têm impacto, já que há uma forte associação entre insônia e constipação, com alterações no ritmo do trato gastrointestinal².
A baixa ingestão de água é outro fator relevante, pois facilita o ressecamento das fezes e dificulta sua eliminação². “Basicamente, a quebra de hábitos e da rotina, mudança de dietas, excessos, tudo o que nos permitimos quando estamos de férias ou viajando à lazer pode interferir na regulação intestinal”, afirma o Dr. Décio.
Além disso, o alerta é maior para adultos mais velhos já que a constipação se torna mais frequente com o avanço da idade: quase um em cada três adultos com mais de 60 anos apresenta episódios ocasionais de prisão de ventre².
A prevenção da constipação intestinal durante períodos de quebra de rotina envolve cuidados básicos que atuam diretamente no funcionamento do intestino. O bom funcionamento intestinal depende de três fatores que atuam de forma integrada: ingestão adequada de água, consumo suficiente de fibras e prática regular de atividade física³.
Algumas orientações práticas podem ajudar a reduzir o risco de prisão de ventre nesses períodos³:
Quando as medidas de prevenção não são suficientes, o Dr. Décio diz que o tratamento da constipação pode incluir intervenções medicamentosas e ajustes na alimentação.
Entre as opções estão os laxantes osmóticos, medicamentos considerados seguros que atuam atraindo líquido para o interior do intestino, amolecendo as fezes e aumentando a distensão da cavidade interna intestinal, o que estimula o movimento do cólon.1 Os princípios ativos desse tipo de laxante facilitam a passagem das fezes ao lubrificar o intestino, embora seu efeito possa levar de dois a quatro dias para ocorrer.²
Outra alternativa são os amolecedores de fezes, que aumentam a absorção de água pelo bolo fecal, tornando as fezes menos endurecidas e mais fáceis de eliminar. Esses produtos costumam começar a agir em um a dois dias².
Além do uso de medicamentos, recomenda-se aumentar o consumo de fibras por meio de frutas, legumes e verduras. Algumas opções de alimentos bem efetivos são mamão, laranja, ameixa, manga e folhas em geral, além de cereais integrais, sementes e farelos³.
Segundo o médico, a prática regular de atividade física e a ingestão abundante de água continuam sendo parte fundamental do tratamento, contribuindo para o bom funcionamento do trato intestinal.
Embora a constipação intestinal nem sempre seja motivo de preocupação, há situações em que a avaliação médica se torna importante. É recomendado buscar orientação profissional nos seguintes casos²:
Nessas situações, “a investigação médica pode ser essencial para identificar a causa do problema e orientar o tratamento mais adequado, evitando complicações e descartando condições que exigem acompanhamento específico”, ressalta o Dr. Décio.
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