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Você sabia que existem pílulas com regimes de tomada diferentes?

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Desde o seu surgimento, em 1960, o contraceptivo oral passou por muita história.1 Inclusive, atualmente, existem 3 diferentes tipos de tomada.2

Cíclico: existe desde a década de 1960 e envolve dois regimes de pausa a depender da pílula especificamente: tomar uma pílula por 21 dias fazendo uma pausa de 7 dias após; ou tomar por 24 dias seguidos de pausa de apenas 4 dias.2,3

Contínuo: introduzido no início dos anos 2000, elimina a pausa programada, permitindo que as mulheres tomem uma pílula todos os dias sem interrupção, evitando assim o sangramento mensal programado.2,3

Estendido: é a opção mais moderna e flexível. Com este regime, as mulheres tomam uma pílula por dia, mas têm a liberdade de escolher quantas vezes ao ano vão fazer as pausas.2,3

Mas ficar sem menstruar é perigoso?

Muitas mulheres se perguntam se é seguro ficar sem menstruar. O que muita gente não sabe é que o sangramento mensal que ocorre nas pausas da pílula não é fisiológico, não é uma menstruação de verdade.4,5 O regime de pausas foi criado, pois muitas mulheres culturalmente preferiam ter um sangramento programado que simula uma menstruação, mas isso não é obrigatório.3,5

Quais as particularidades do regime estendido?

Para muitas mulheres, o sangramento mensal torna-se um grande inconveniente, por conta de sintomas como dor de cabeça, cólicas, irritação, indisposição e sangramentos intensos.4,6

Sendo assim, o regime estendido planejado pode ser um aliado para as mulheres que não desejam lidar com complicações como essas mensalmente.4,7 A flexibilidade de poder escolher quantas vezes menstruar ao longo do ano proporciona às mulheres mais controle e conforto sobre sua rotina.7

A escolha é sua! Consulte seu ginecologista para tirar todas as suas dúvidas sobre o uso de contraceptivos e obter uma orientação personalizada para o seu caso.

Referências:

1. Burkman R, Bell C, Serfaty D. The evolution of combined oral contraception: improving the risk-to-benefit ratio. Contraception. 2011;84(1):19-34.

2. Benson LS, Micks EA. Why Stop Now? Extended and Continuous Regimens of Combined Hormonal Contraceptive Methods. Obstet Gynecol Clin North Am. 2015;42(4):669-681.

3. Faculty of Sexual and Reproductive Healthcare. FSRH Guideline: Combined Hormonal Contraception (January 2019, amended October 2023). [Acesso em 13Jun2024]. Disponível em: https://tinyurl.com/25hvtudm

4. Szarewski A, von Stenglin A, Rybowski S. Women’s attitudes towards monthly bleeding: results of a global population-based survey. Eur J Contracept Reprod Health Care. 2012;17(4):270-283.

5. Nash Z, Thwaites A, Davies M. Tailored regimens for combined hormonal contraceptives. BMJ. 2020;368:m200.

6. Nappi RE, Kaunitz AM, Bitzer J. Extended regimen combined oral contraception: A review of evolving concepts and acceptance by women and clinicians. Eur J Contracept Reprod Health Care. 2016;21(2):106-15.

7. Lete I, Calleja J, Pérez-Campos E, de la Viuda E, Lertxundi R, Martínez M, et al. Cross-sectional evaluation of the impact of information on flexible extended regimens of oral contraceptives in the choices made by women seeking contraceptive counselling: the FLEXO study. Eur J Contracept Reprod Health Care 2018;23:260-264.