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Você tem medo de fazer reposição hormonal? Segundo a Dra. Rebeca Gerhardt, médica ginecologista, este medo é causado pela desinformação sobre tratamentos hormonais o que prejudica diretamente quem precisa do tratamento, seja durante a menopausa ou em outro momento da vida.

Em geral, os óvulos que a mulher vai liberar ao longo da vida já estão presentes no corpo feminino desde o nascimento. Essa reserva é usada da primeira menstruação (menarca) até a última (menopausa). As mulheres não formam novos folículos ao longo da vida e quando todos eles morrem, os ovários chegam ao fim. Nessa etapa, as concentrações dos hormônios femininos – estrogênio e progesterona – caem de forma permanente.1,2 E é aí que TH (terapia hormonal da menopausa) entra. Durante a transição menopausal, que é essa fase em que a mulher começa a sentir as mudanças provocadas pelo declínio hormonal, podem surgir alguns sintomas, como:

• Ondas de calor ou fogachos, com episódios súbitos de sensação de calor no rosto, pescoço e na parte superior do tronco. Geralmente, podem vir acompanhados de vermelhidão no rosto, suores, palpitações no coração, vertigens e cansaço muscular;1,2,3

• Manifestações como, dificuldade para esvaziar a bexiga, dor, perda de urina, infecções urinárias e ginecológicas, ressecamento vaginal, dor na penetração e diminuição da libido;1,2,3

• Aumento da irritabilidade, instabilidade emocional, facilidade para chorar, depressão, distúrbios de ansiedade, melancolia, perda da memória e insônia;1

• Alterações na distribuição da gordura corporal, que passa a se concentrar mais na região abdominal;3

• Perda de massa óssea característica da osteoporose e da osteopenia;3

• Risco aumentado de doenças cardiovasculares.3

Neste cenário, a reposição hormonal aparece como uma importante alternativa para a qualidade de vida. É essencial lembrar que mulheres com trombose, câncer hormônio-dependente como de mama e endométrio e doenças cardiovasculares como infarto e AVC não devem fazer a reposição.1,3,4

Lembrem-se: seu ginecologista é seu maior aliado na prevenção de doenças e na manutenção da sua saúde íntima. Nada substitui a consulta com um profissional de confiança.

Referências:

1. SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL. Saúde da mulher: saiba em quais casos a reposição hormonal é recomendada. Disponível em: https://www.saude.df.gov.br/web/guest/w/sa%C3%BAde-da-mulher-saiba-em-quais-casos-a-reposi%C3%A7%C3%A3o-hormonal-%C3%A9-recomendada. Acesso em: 2 jul. 2024.

2. FEDERAÇÃO BRASILEIRA DAS ASSOCIAÇÕES DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA. Posicionamento Febrasgo sobre Terapia de Reposição Hormonal. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/images/pec/posicionamentos-febrasgo/FPS-N5-Maio-2022-portugues.pdf. Acesso em: 2 jul. 2024.

3. SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDOCRINOLOGIA E METABOLOGIA. Brazilian Archives of Endocrinology and Metabolism. Disponível em: https://www.scielo.br/j/abem/a/bnhD8LVvNT9P5yWFvhzfvBc/. Acesso em: 2 jul. 2024.

4. Associação Brasileira de Climatério (SOBRAC). Consenso Brasileiro de Terapêutica Hormonal do Climatério da SOBRAC 2024. [internet]. 2024. Acesso em: 30 ago. 2024.