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Publicado em: 21 de novembro de 2024
Caneta, medicamento oral (monoterapia e combinação), insulina e alimentação – cardiologista explica as indicações e como cada um funciona.
O número de jovens entre 19 e 39 anos diagnosticados com diabete tipo 2 no mundo aumentou drasticamente em 30 anos, chegando à marca de 56% de incremento, de acordo com análise sistemática do Global Burden of Disease (GBD), publicada no British Medical Journal1. No Brasil, são quase 16 milhões de adultos com a doença2. Com o aumento no número de casos, a carência de informação à população sobre os cuidados necessários e os tipos de tratamento disponíveis é uma preocupação para os médicos, já que a mudança de estilo de vida é essencial para se ter mais saúde e melhor qualidade de vida a médio e longo prazo3.
De acordo com o cardiologista Jairo Borges, atualmente crianças, adolescentes e jovens adultos enfrentam a obesidade e a gordura no fígado (esteatose hepática), por causa de um estilo de vida inadequado, o que ele aponta como uma das causas de esse perfil de pessoas desenvolver diabete tipo 24. “Mesmo que o paciente seja jovem ou recém-diagnosticado, a doença se torna fator de risco 2 a 4 vezes5 maior para desenvolver problemas cardiovasculares do que em pessoa sem diabete”. E explica: “Se alimentar mal, principalmente com uma rotina de consumo frequente de alimentos ultraprocessados, ricos em gordura e em açúcar, e não praticar exercícios físicos regularmente faz com que tenha muita glicose circulando no sangue, o que ‘obriga’ o pâncreas a liberar uma alta quantidade de insulina como forma de compensação. Com o tempo, acaba ocorrendo um mau funcionamento do órgão. Quem é diabético já perdeu pelo menos 40-50% da função das células beta do pâncreas produtoras de insulina,6 e precisa focar em preservar o restante”.
Apesar de o diagnóstico ser um alerta importante para cuidar melhor da saúde, a adesão ao tratamento adequado, sempre com orientação médica, e a mudança de estilo de vida podem proporcionar ao paciente um envelhecimento saudável e sem complicações 7.
Jairo, que é médico consultor da Libbs Farmacêutica, elenca 5 formas de tratamento para o diabete tipo 2:
1 – Mudança no estilo de vida. É a primeira linha de cuidado para pacientes diabéticos e para a remissão ao pré-diabetes. A atividade física regular ajuda a reduzir a glicose no sangue e melhora a ação da insulina. Para se ter uma ideia, pesquisa publicada no New England Journal of Medicine apontou que a mudança intensiva do estilo de vida reduziu em cerca de 58% o risco de desenvolver diabetes tipo 2 em 3 anos, concluindo esta análise que a intervenção no estilo de vida foi significativamente mais eficaz do que o uso isolado de um medicamento oral único8.
2 – Medicamento único (monoterapia). É o tipo mais prescrito pelos médicos por ter valor acessível nas farmácias e por estar disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). É indicado para pacientes sem sintomas como urinar muito, sede intensa ou fome exagerada. Entre os benefícios esperados estão a potência para diminuição da glicemia, não causar hipoglicemia, reduzir os níveis de triglicerídeos de 10 a 15% e do LDL-colesterol, aumentando o HDL. Pode causar uma diminuição de peso de dois a três quilos durante os primeiros seis meses de tratamento 7.
3 – Medicamento combinado (que une dois princípios ativos). É indicado desde o diagnóstico, com potencial para controlar melhor a glicemia de forma a estabilizá-la, além de agir de forma mais rápida e contínua. Dependendo dos medicamentos definidos pelo médico não causa hipoglicemia- selecionados. Outro ponto é que existem opções que contribuem para proporcionar proteção renal 9.
4 – Canetas (agonistas do receptor de GLP-1). Esse tipo de medicação injetável se popularizou nos últimos tempos pelo potencial em promover perda de peso, mas o custo muito elevado, em média quase um salário mínimo por trimestre10, faz com que seja uma opção inviável para a grande parte da população.
5 – Insulina. Comumente indicada para pacientes com diabetes tipo 1, é utilizada em diabéticos tipo 2 quando o nível de açúcar no sangue está muito elevado de forma persistente e, como regra, juntamente com a medicação oral 7.
*Parágrafos não referenciados correspondem à opinião e/ou prática clínica do médico consultor.
Referências
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