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Publicado em: 16 de janeiro de 2025
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Sentiu que o seu coração está batendo um pouco diferente sem fazer esforço? Então, é possível que você tenha o que é chamado de arritmia cardíaca, uma condição que altera os padrões dos batimentos desse órgão.1,2
A arritmia, assim como outras alterações cardíacas, exige atenção e tratamento, pois pode gerar consequências graves para a saúde caso seja deixada de lado.1 Então, vamos lá: é hora de entender mais sobre o assunto!
Continue a leitura para saber o que é a arritmia, quais são as causas dessa condição, como é feito o diagnóstico e muito mais!
A arritmia cardíaca é um distúrbio na frequência ou no ritmo dos batimentos cardíacos, em que o coração pode bater muito rápido (taquicardia), muito devagar (bradicardia) ou de forma irregular. Embora seja normal que o coração acelere durante atividades físicas e desacelere em repouso, uma irregularidade frequente pode comprometer o bombeamento de sangue pelo corpo.1,2
De modo geral, as arritmias ocorrem devido a problemas nos sinais elétricos que regulam o ritmo do coração.1
Esses sinais controlam a frequência dos batimentos cardíacos, e qualquer falha no sistema elétrico do coração pode resultar em batimentos irregulares.1
Isso pode acontecer se:1
Alguns fatores de risco aumentam a chance de desenvolver arritmias. Vamos conhecê-los?
O envelhecimento pode causar alterações no coração, como cicatrizes, além de aumentar a probabilidade de desenvolver condições crônicas, como hipertensão e diabetes, que favorecem as arritmias.1
Arritmias podem ser hereditárias, ou seja, ter familiares próximos com a condição podem aumentar o risco.1
Hábitos como fumar, uso de drogas e consumo excessivo de álcool elevam o as chances de desenvolver esse problema de saúde.1
Alguns remédios, como aqueles para pressão alta ou certas medicações para alergias e resfriados, podem provocar arritmias.1
Doenças cardíacas, pulmonares, obesidade, apneia do sono e alterações hormonais (como problemas na tireoide) aumentam a vulnerabilidade a arritmias.1
Procedimentos cirúrgicos, principalmente os que envolvem o coração, pulmões ou garganta, podem elevar o risco temporário de arritmia.1
Em alguns casos, a arritmia é assintomática, ou seja, não causa qualquer tipo de sintoma perceptível pelo paciente. No entanto, é possível que as pessoas notem mudanças no ritmo cardíaco, como batimentos irregulares, lentos ou rápidos demais, ou até a sensação de que o coração está “falhando”. Esses sintomas são chamados de palpitações.1
Outros sintomas que podem aparecer são:1,3
“Uma dica é: tenha um diário de sintomas, no qual você anota tudo o que acontece com o seu corpo. Leve-o para o médico e permita que ele analise a frequência dos sinais e outros detalhes importantes. Isso ajuda muito!”, diz Dra. Edielle Melo, Médica Cardiologista pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM-UNIFESP).
Diagnosticar a arritmia não é algo simples, já que é preciso que o paciente passe por vários sintomas e etapas até que o médico possa “bater o martelo”.1
O primeiro passo é coletar informações sobre sintomas, estilo de vida e fatores de risco do paciente, e realizar um exame físico para verificar sinais como:1
Caso o médico suspeite que há algo errado, ele poderá solicitar alguns exames.1,4 Continue a leitura para saber quais são os mais comuns!
O “eletro” registra a atividade elétrica do coração e é o exame mais comum para detectar arritmias. Às vezes, é feito durante um teste de esforço para monitorar o coração sob esforço.1
Aparelhos como o monitor Holter, que o paciente usa por um período; ou o gravador implantável de loop, que é colocado sob a pele e transmite dados ao consultório, ajudam a capturar ritmos anormais no dia a dia.1
O médico usa um cateter para estimular eletricamente o coração, detectando arritmias e testando a eficácia de tratamentos.1
Avalia causas de desmaios, ao mudar a posição do paciente deitado para em pé, enquanto monitora o ritmo cardíaco e a pressão.1
Exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, permitem observar a estrutura e função cardíaca, verificando a presença de alterações diversas.1
Agora, é hora de entendermos como é feito o tratamento da arritmia! A melhor abordagem varia de acordo com o tipo e a gravidade da condição. Em alguns casos, uma combinação de medicamentos, procedimentos ou dispositivos pode ser necessária para controlar os sintomas e reduzir o risco de complicações.1
Saiba mais a seguir!
Medicamentos são comumente usados para controlar ritmos cardíacos lentos, rápidos ou irregulares. Contudo, o uso inadequado pode agravar a arritmia, por isso é essencial monitorar os sintomas e ajustar as doses conforme necessário.1
Se os medicamentos não forem eficazes, podem ser recomendados procedimentos ou dispositivos para restaurar e manter o ritmo cardíaco normal.1 Confira os mais comuns abaixo!
Um procedimento que aplica choques elétricos controlados para corrigir o ritmo cardíaco, feito em ambiente hospitalar com anestesia leve. É indicado para arritmias nas câmaras superiores do coração, como a fibrilação atrial.1
Esse procedimento usa ondas de radiofrequência, temperaturas frias ou laser para criar cicatrizes no tecido cardíaco, impedindo sinais elétricos anormais. Pode apresentar riscos, como sangramento e formação de coágulos.1
São dispositivos que detectam e corrigem arritmias perigosas, enviando impulsos elétricos ao coração. Os ICDs são implantados cirurgicamente e podem ser recomendados para pacientes com alto risco de morte súbita cardíaca.1
É um dispositivo que envia pulsos elétricos para manter o ritmo cardíaco normal. Eles podem ser temporários ou permanentes, ajudando a sincronizar os batimentos das câmaras cardíacas.1
Alguns tipos de condições de saúde são mais frequentes em pessoas que convivem com arritmias, como:1
Além disso, as arritmias não tratadas podem evoluir para casos mais graves do mesmo problema.1 Por isso, nada de deixar o seu tratamento de lado!
Estamos chegando ao fim do nosso bate-papo! Agora, é hora de você entender quais são os hábitos que devem fazer parte do seu dia a dia após o diagnóstico de uma arritmia cardíaca. Vamos lá?
Se você usa marcapasso ou desfibrilador implantável, evite esportes de contato que possam deslocar o dispositivo. Além disso, em geral, prefira atividades mais leves e sempre converse com o seu médico sobre o que quer praticar. Afinal, certas práticas podem sobrecarregar o coração.1
Uma dica é: reduza o consumo de café, chá, refrigerantes e chocolate, que podem piorar a arritmia. E, claro, evite ou limite o consumo de álcool e abandone o fumo, pois eles aumentam os riscos cardíacos.1
Deixe seu coração bem tranquilo! Por isso, pratique técnicas de manejo do estresse, como meditação e respiração profunda.1
Consulte sempre seu médico antes de usar suplementos, remédios para resfriado ou alergia, pois eles podem interferir no ritmo cardíaco.1
Escolha alimentos saudáveis para o coração, como frutas, legumes, grãos integrais e gorduras saudáveis (peixes, azeite).1
A rotina será a sua melhor amiga a partir de agora! Por isso, marque consultas de rotina para monitorar a condição e a eficácia do tratamento.1
Além disso, tome os medicamentos conforme a prescrição. Informe ao médico se tiver efeitos colaterais, como tontura ou palpitações — e nunca interrompa o uso sem orientação.1
A arritmia cardíaca é uma condição séria, mas que pode ser devidamente tratada e controlada com os cuidados certos. Por isso, garanta uma consulta com um cardiologista para ajustar o seu tratamento e se mantenha fiel às recomendações do profissional!
E não é só isso, hein? É importante que você se mantenha informado sobre a sua própria saúde! Sendo assim, confira o blog A Vida Plena e veja as nossas outras postagens sobre o sistema cardiovascular.
* Parágrafos não referenciados referem-se à prática clínica do autor.
*As opiniões emitidas pelo(a) especialista são independentes e, necessariamente, não refletem a opinião da Libbs.
Data de elaboração do artigo: 4 de novembro de 2024.
red:
1. National Heart, Lung, and Blood Institute. Arrhythmias [internet]. 2022. Disponível em: https://www.nhlbi.nih.gov/health/arrhythmias. Acesso em: 07 jan. 2025.
2. Tratamento de Arritmias [Internet]. www.gov.br. Disponível em: https://www.gov.br/pt-br/servicos-estaduais/tratamento-de-arritmias-1. Acesso em: 12 jan. 2025.
3. Heart Foundation. What is an arrhythmia? | Heart Foundation [Internet]. Heartfoundation.org.au. 2019. Disponível em: https://www.heartfoundation.org.au/your-heart/heart-arrhythmia. Acesso em: 12 jan. 2025.
4. Common Tests for Arrhythmia [Internet]. www.heart.org. Disponível em: https://www.heart.org/en/health-topics/arrhythmia/symptoms-diagnosis–monitoring-of-arrhythmia/common-tests-for-arrhythmia. Acesso em: 12 jan. 2025.
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