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Publicado em: 7 de fevereiro de 2025
Assuntos abordados
Ei, você já se pegou adiando aquela tarefa importante enquanto dá uma olhadinha em algo mais interessante (ou nem tão interessante assim)? Se sim, calma, você não está sozinho — a gente precisa falar sobre procrastinação, um comportamento que pode trazer impactos negativos para a sua vida.1
O ato de procrastinar pode estar diretamente relacionado à saúde emocional, pois pode ser um reflexo de problemas emocionais e, ao longo do tempo, agravar o estresse, contribuindo para a piora do seu bem-estar mental.1 E não para por aí, uma vez que esse comportamento também pode afetar o seu corpo.1
Está procrastinando mais do que deveria recentemente? Neste post, vamos abordar como a procrastinação está relacionada com a saúde emocional. Confira!
A procrastinação é algo que todos nós já experimentamos em algum momento, basicamente, é adiar uma tarefa mesmo sabendo que isso pode gerar impactos indesejados no futuro.1
Às vezes, a gente deixa para depois não porque somos preguiçosos, mas porque temos dificuldade de lidar com as emoções difíceis que certas atividades nos causam, como ansiedade ou frustração.1
Esse comportamento, que pode ser um traço da nossa personalidade ou uma maneira de enfrentar o desconforto emocional, tem sido estudado há bastante tempo.1 E embora a procrastinação seja conhecida por prejudicar nossa produtividade, seus efeitos vão muito além disso.1 Afinal, no decorrer do tempo, ela pode acarretar males físicos e mentais.1
Pode-se dizer que a procrastinação acontece quando há uma diferença entre o que a gente planeja fazer e o que realmente acaba fazendo.2 É como quando você promete ir dormir mais cedo, mas acaba se enrolando e fica acordado até mais tarde, mesmo sabendo que deveria descansar.2
Comportar-se dessa forma pode ser um sinal de dificuldade em se controlar e gerenciar nossos próprios comportamentos, o que afeta a capacidade de agir conforme nossas intenções.2
No caso da procrastinação na hora de dormir, por exemplo, ela costuma estar ligada a uma falha na autorregulação, que é quando a gente não consegue manter o controle sobre o que precisamos fazer, ainda que isso prejudique nossa saúde.2
O ato de procrastinar pode estar ligado à forma como lidamos com nossas emoções.2 Quando entramos em estados emocionais negativos, como ansiedade ou frustração, é comum que adiemos tarefas, especialmente as que consideramos desconfortáveis.2
Geralmente, isso pode acontecer porque, em momentos de emoções difíceis, nossa mente pode priorizar o alívio imediato da dor emocional em vez de focar em objetivos de longo prazo.2
Essa busca por alívio de curto prazo pode nos levar a evitar atividades desafiadoras, criando uma lacuna entre o que planejamos fazer e o que realmente fazemos.2
O adiamento de compromissos pode ser uma tentativa de ‘’reparar’’ nossas emoções negativas, como uma forma de autorregulação mal-sucedida.2 No lugar de lidarmos com o desconforto emocional diretamente, optamos por procrastinar como uma maneira de se distanciar temporariamente deles.2
Contudo, esse ‘’reparo’’ de curta duração pode prolongar a frustração e, muitas vezes, perpetuar o ciclo de procrastinação, tornando-se um comportamento difícil de quebrar.2 O problema é que, enquanto tentamos evitar o estresse de uma tarefa, criamos mais estresse a longo prazo, já que os afazeres adiados tendem a se acumular.2
A ansiedade e a depressão podem desempenhar papéis importantes no padrão de adiamento.2 As pessoas que enfrentam ansiedade, por exemplo, podem procrastinar mais, sobretudo na hora de dormir.2
A preocupação constante e o medo de não conseguir realizar as tarefas podem nos fazer procrastinar ainda mais, o que, por sua vez, pode intensificar os sintomas da ansiedade.2
Em muitos casos, procrastinar também pode o bem-estar físico, a capacidade de socialização e a performance no trabalho.3 Isso porque procrastinadores podem apresentar comportamentos inadequados para a sua saúde, como dormir pouco, adiar consultas médicas e odontológicas.4
Você percebe um aumento do seu estresse depois de procrastinar algo? A procrastinação e o estresse andam de mãos dadas.4 Se você adia seus compromissos, seja por medo de não fazer bem-feito, seja por simplesmente não querer enfrentá-los, tende a sentir-se mais estressado.4
A procrastinação está ligada a diversos estados negativos de saúde mental.4 Embora procrastinar inicialmente possa aliviar o estresse, com observado, isso tende a se agravar com a proximidade dos prazos a serem cumpridos, resultando em maior estresse, sintomas de doenças e problemas.4
Altos níveis de procrastinação e estresse podem estar relacionados a pior saúde mental.4 As pessoas que procrastinam também tendem apresentar um impacto negativo no seu funcionamento cognitivo.4
Procrastinar ainda pode estar associado ao perfeccionismo, que pode causar danos à autoestima.3 Na busca por padrões de desempenho excessivamente altos e irreais, muitas pessoas acabam se esforçando constantemente para atingi-los.3
Quando não conseguem alcançá-los, elas começam a se autocriticar, o que pode resultar em uma redução da sua autoestima.3 Dessa maneira, surge uma dinâmica negativa, pois, com medo de falhar, as pessoas acabam procrastinando, adiando suas responsabilidades, a fim de evitar a sensação de inadequação.3
Cansou de procrastinar e posteriormente ter que lidar com as consequências desse ato? Quando a procrastinação se torna um hábito, pode ocasionar diversos efeitos, como baixo desempenho acadêmico e profissional, condicionamento físico ruim, prejuízos ao bem-estar e até mesmo complicações financeiras.5 Veja, a seguir, o que fazer para evitar esse comportamento.
Trabalhe a ansiedade
Conforme mencionamos, a ansiedade e a frustração são fatores relevantes no estabelecimento da procrastinação.2 Nesse sentido, é importante adotar métodos que podem ajudar na redução do estado ansioso.2
Há diversas técnicas que podem ser utilizadas com essa finalidade, como:²
Mantenha a motivação e o foco
O combate à procrastinação vai muito além de simplesmente tentar se forçar a agir.3 É recomendado trabalhar a motivação e a autorregulação, o que pode ser feito por meio de métodos psicoeducacionais, como:³
Ao focar no que realmente nos motiva e entender melhor como organizar nossas ações, a procrastinação perde a força.3
Faça terapia
Se você tem dificuldade em controlar pensamentos negativos e preocupações, uma boa dica é a reestruturação cognitiva.2 De modo simplificado, pode-se dizer que ela ajuda a transformar aquelas ideias que fazem a procrastinação parecer a única opção em pensamentos mais positivos e realistas.2
Nesse contexto, a terapia cognitivo-comportamental (TCC) pode ser uma grande amiga.3 Afinal, ela ajuda a identificar maneiras de pensar que levam ao adiamento das tarefas, oferecendo formas práticas de agir.3
Esteja consciente sobre a importância do sono
Costuma procrastinar na hora de dormir? Saiba que mudar o modo como você enxerga a importância do sono pode fazer toda a diferença.2 Estudos mostram que entender melhor a relevância do descanso ajuda a tomar decisões mais saudáveis sobre ele.2
As pessoas que valorizam o sono ficam mais determinadas a priorizá-los, o que contribuir com a ansiedade e ajudar a evitar aquela enrolação no momento de ir para a cama.2
Os efeitos da procrastinação podem impactar de forma direta ou indireta a sua saúde mental.3 Sendo assim, é fundamental praticar o autocuidado para a manutenção do seu equilíbrio emocional.3
Apesar de dormir bem ser importante para o desenvolvimento físico e mental, muitas pessoas, especialmente jovens, não dormem o suficiente.3 Portanto, é imprescindível adotar uma boa rotina de sono.3
Você é do time que procrastina para ficar no celular? A tecnologia tem um peso significativo relacionado à procrastinação, pois as pessoas passam cada vez mais tempo online, postergando atividades como dormir ou exercícios físicos.3
“Atualmente, o uso adequado e moderado dos dispositivos eletrônicos também pode ser considerado uma estratégia de autocuidado essencial para uma mente mais saudável, porém, é preciso cuidar para não ultrapassar o limite”, destaca o Dr. Rogério Onofre, médico psiquiatra e consultor da Libbs Farmacêutica.
Procrastinar ainda pode estar associado ao abuso de substâncias, como álcool.3 O comportamento procrastinador pode aumentar o risco de dependência e problemas psicológicos relacionados a elas, criando um ciclo prejudicial para a sua saúde.3 Por isso, recomenda-se evitar ou moderar o consumo dessas substâncias.3
Por último, vale destacar que quem procrastina tende a se exercitar menos, o que impacta o seu bem-estar físico e mental.3 Então já sabe, nada de deixar para depois: mexa-se e cuide do seu corpo e mente!
A procrastinação pode ocorrer quando adiamos tarefas por dificuldade em lidar com emoções como ansiedade ou frustração.1 A repetição desse comportamento pode ser maléfica tanto para a sua saúde física quanto emocional.3 Sem falar que pode comprometer o seu futuro, principalmente quando você adia compromissos acadêmicos e profissionais.3
Reconhecer esse problema como um sinal de questões emocionais e buscar ajuda de um profissional de saúde mental, como o psicólogo ou psiquiatra, é o primeiro passo para identificar as suas causas e adotar medidas preventivas eficazes.3
Quer viver de forma mais saudável e equilibrada? Confira outras publicações no blog A Vida Plena com as melhores dicas para aumentar sua qualidade de vida!
Artigo elaborado em 08 de dezembro de 2024.
* Parágrafos não referenciados correspondem à opinião e/ou prática clínica do autor: Dr. Rogério Onofre, médico psiquiatra e consultor da Libbs Farmacêutica.
* As opiniões emitidas pelo(a) especialista são independentes e, necessariamente, não refletem a opinião da Libbs.
Referências
1. Monaghan C, de Andrade Moral R, Power JM. Procrastination and preventive health-care in the older U.S. population. Prev Med. 2025;190:108185. 2. Liu N, Wang J, Zang W. The Impact of Sleep Determination on Procrastination before Bedtime: The Role of Anxiety. International Journal of Mental Health Promotion. 2024;26(5):377-387.3. Pérez-Jorge D, Hernández-Henríquez AC, Melwani-Sadhwani R, Gallo-Mendoza AF. Tomorrow Never Comes: The Risks of Procrastination for Adolescent Health. Eur J Investig Health Psychol Educ. 2024 ;14(8):2140-2156.4. Stead R, Shanahan MJ, Neufeld RW. “I’ll go to therapy, eventually”: Procrastination, stress and mental health. Personality and individual differences. 2010;49(3):175-180.5. Li K, Zhang R, Feng T. Functional connectivity in procrastination and emotion regulation. Brain Cogn. 2024;182:106240.
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