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Como a depressão e a ansiedade se relacionam? Descubra as diferenças e semelhanças!

Muito se fala sobre depressão, ansiedade e outras condições associadas à saúde mental. No entanto, muitas pessoas não entendem muito bem como elas podem estar interligadas.

Se você faz parte desse grupo, não se preocupe! Nos próximos minutos, vamos explicar um pouco sobre como a depressão e a ansiedade se relacionam, abordando os sintomas, causas e tratamentos de cada uma delas. Boa leitura!

O que é depressão?

A depressão é um transtorno que traz sintomas como tristeza profunda, falta de interesse ou prazer em atividades por longos períodos. Mas não se engane: ela é diferente das mudanças normais de humor e pode impactar seriamente a vida de uma pessoa, afetando relacionamentos, trabalho e estudos.1

Essa doença — isso mesmo, não tem nada a ver com frescura! — pode afetar qualquer pessoa, mas é mais comum entre aquelas que passaram por situações traumáticas ou de grande estresse. Além disso, as mulheres têm mais chances de desenvolver depressão do que os homens.1

Ao todo, estima-se que 5% dos adultos em todo o mundo sofram de depressão e, apesar de existirem tratamentos eficazes, muitos não recebem ajuda. No geral, isso infelizmente ocorre devido à falta de investimento em saúde mental, escassez de profissionais capacitados e o preconceito.1

Quais são os sintomas da depressão?

Um dos sintomas mais comuns durante os episódios depressivos é a tristeza profunda, que pode ser acompanhada de irritabilidade. Além disso, os pacientes podem perder o interesse por atividades das quais costumavam gostar bastante.1

Outro detalhe importante é que esse estado vai além das oscilações normais de humor, sendo constante durante a maior parte do dia, por pelo menos 2 semanas.1

Outros sinais podem surgir, como:1

  • dificuldade de se concentrar nas tarefas;
  • sentimentos de culpa exagerada ou baixa autoestima;
  • percepção pessimista sobre o futuro;
  • pensamentos recorrentes sobre morte ou até mesmo ideações suicidas, que são sentimentos de contemplação do fim da própria vida;
  • distúrbios no sono;
  • mudanças no apetite ou peso;
  • cansaço extremo e falta de energia.

“Esses sintomas podem afetar diferentes áreas da vida, como o trabalho, os estudos e os relacionamentos pessoais.Por isso, é importante que entenda que você não está só nessa jornada. Busque ajuda e comece o seu tratamento!”.

O que é ansiedade?

Agora, vamos falar sobre outra condição muito comum: a ansiedade. Uma pessoa se sentir ocasionalmente ansiosa é normal, especialmente quando fica preocupada com questões de saúde ou dinheiro. Mas, em alguns casos, esse sentimento se torna constante e intenso.2

Existem diferentes tipos de transtornos de ansiedade, como ansiedade generalizada, ataques de pânico, fobia social e outros tipos de fobias. Fatores genéticos e eventos negativos vividos ao longo da vida podem aumentar o risco de desenvolver essas condições.2

Na maioria das vezes, as pessoas com ansiedade:2

  • se sentem desconfortáveis ou ansiosas em novas situações desde crianças;
  • passam por situações de grande estresse ou traumas;
  • têm familiares com histórico de transtornos de ansiedade.

Além disso, problemas de saúde, como alterações na tireoide, ou o uso de substâncias como a cafeína, podem piorar os sintomas de ansiedade.2 Por isso, é importante ficar de olho!

Quais são os sintomas da ansiedade?

Os transtornos de ansiedade envolvem mais do que preocupações temporárias, podendo atrapalhar a vida diária.2

No Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), por exemplo, a pessoa vive constantemente ansiosa por meses ou até anos, sentindo-se inquieta, cansada e com dificuldade de concentração. Ela também pode apresentar sintomas físicos, como dores e problemas de sono.2

O transtorno do pânico, por sua vez, envolve ataques repentinos de medo intenso, com sintomas como coração acelerado, suor, tremores e sensação de descontrole. Esses ataques podem ocorrer sem aviso e levar a um medo constante de novas crises.2

Já a pessoa com ansiedade social, ou fobia social, pode manifestar um medo extremo de ser observada e julgada pelos outros, o que afeta o seu comportamento em situações sociais.2

Por fim, a agorafobia é o medo de estar em locais onde sair pode ser difícil, como em multidões ou transportes públicos. Em casos extremos, pode impedir a pessoa de sair de casa.2

Esses transtornos são tratáveis, com abordagens como terapia e, em alguns casos, medicação, ajudando a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.2

Como diferenciar depressão de ansiedade?

Como a depressão e a ansiedade se relacionam? Descubra as diferenças e semelhanças!

Como você viu, a depressão e a ansiedade são condições diferentes, embora possam compartilhar alguns sintomas e ocorrer juntas. A principal diferença está no tipo de sentimento predominante e nos sintomas associados.1,2

A depressão envolve sentimentos persistentes de tristeza, vazio ou perda de interesse em atividades que antes eram prazerosas.1 Já a ansiedade está mais relacionada a preocupações excessivas e persistentes.2

Como depressão e ansiedade podem ocorrer juntas?

Mesmo com as diferenças, as duas condições muitas vezes ocorrem juntas. A ansiedade geralmente surge mais cedo, enquanto a depressão tende a aparecer mais tarde, na adolescência ou no início da vida adulta.3

Quando as duas condições estão presentes ao mesmo tempo, os sintomas de uma podem agravar a outra. Por exemplo, a preocupação constante da ansiedade pode piorar os sentimentos de desesperança da depressão.3

Como consequência, isso torna o tratamento mais difícil, podendo levar a sintomas mais graves e a um risco maior de pensamentos suicidas. No entanto, o tratamento simultâneo das condições também costuma ser eficaz e aumenta as chances de uma boa recuperação.3

O que é depressão ansiosa?

A depressão ansiosa é quando a pessoa tem sintomas de depressão e ansiedade ao mesmo tempo. Isso pode dificultar a recuperação, com maior risco de pensamentos suicidas e problemas no trabalho ou em casa.4

O tratamento pode incluir antidepressivos, ansiolíticos e terapias, mas o processo costuma ser mais lento, exigindo ajustes nas doses e mais tempo de cuidado. Terapias como psicoterapia também podem ajudar no tratamento dessa condição.4

Quais são os critérios diagnósticos para depressão e ansiedade?

Não há um teste específico para detectar a depressão. Por isso, os médicos fazem exames de sangue e outros testes para garantir que não há problemas médicos que possam causar os sintomas.5

Para diagnosticar um transtorno mental, o processo inclui:6

  • primeira avaliação, com análise dos sintomas e queixas do paciente;
  • verificação de possíveis fontes de estresse, problemas na vida social e questões de desenvolvimento pessoal;
  • avaliação do histórico médico;
  • exames adicionais (como testes de hormônios, glicose e outros), para garantir que os sintomas não sejam causados por problemas físicos;
  • aplicação de alguns questionários para ver como o paciente pontua e, com isso, ter um diagnóstico mais preciso.

Como é feito o diagnóstico de depressão ansiosa?

Agora, vamos falar sobre o diagnóstico da variação ansiosa da doença! Nesse caso, o médico ou psicólogo também examina os sintomas que a pessoa está experimentando. Para bater o martelo, é importante que a pessoa tenha sintomas significativos tanto de ansiedade quanto de depressão.7

Ou seja: os sintomas não devem atender aos critérios de apenas um transtorno, como o transtorno de ansiedade generalizada ou depressão, mas precisam representar uma combinação de ambos.7

Qual é a importância de procurar ajuda médica para depressão e ansiedade?

“Todos temos o direito de nos sentirmos bem”, diz [NOME]. “E o mais importante: há alternativas para fazer com que o seu sofrimento seja diminuído. Por isso, não hesite em procurar ajuda. Você não está só!”, completa.

De modo geral, o tratamento adequado melhora a inteligência emocional, a autoestima e o gerenciamento do estresse, além de promover relacionamentos mais saudáveis.8

Quais são os tratamentos disponíveis para depressão e ansiedade?

Mas afinal, quais são os tratamentos existentes? É hora de falarmos sobre isso!

O tratamento de ambas as doenças é bem parecido e pode ser feito de forma concomitante.1,6 Continue conosco para tirar as suas dúvidas!

Terapia

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma das abordagens mais eficazes para tratar depressão e ansiedade, uma vez que ajuda o paciente a identificar e modificar pensamentos e comportamentos disfuncionais.1,6

Medicamentos

O tratamento medicamentoso deve ser considerado para casos moderados a graves. Os medicamentos mais comumente prescritos são:1,6

  • antidepressivos, que ajudam a melhorar o humor e reduzir a ansiedade;
  • antipsicóticos, que podem ser utilizados como forma de potencializar o efeito dos antidepressivos.

Estilo de vida

Além do tratamento, é importante mudar alguns hábitos no dia a dia, como:1,6

  • evitar cafeína;
  • reduzir o consumo de álcool;
  • parar de fumar;
  • melhorar o sono;
  • diminuir o estresse, entre outros.

Como você pode perceber, a relação entre depressão e ansiedade pode ser mais comum do que se imagina. Por isso, não deixe de buscar auxílio profissional caso note algum dos sintomas mencionados ao longo do nosso bate-papo.

Antes de ir, não deixe de conferir as outras postagens do blog A Vida Plena! Assim, você pode ficar por dentro de muito mais dicas para manter a sua saúde mental sempre em dia. Pode contar com a gente! 

Referências:

1. World Health Organization. Depressive disorder (depression) [Internet]. World Health Organization. 2023. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/depression. Acesso em: 16 de set. 2024.

2.National Institute of Mental Health. Anxiety disorders [Internet]. Bethesda: NIMH; 2023. Disponível em: https://www.nimh.nih.gov/health/topics/anxiety-disorders. Acesso em: 16 de set. 2024.

3.Kalin NH. The Critical Relationship Between Anxiety and Depression. Am J Psychiatry. 2020 May 1;177(5):365-367.

4. Rao S, Zisook S. Anxious depression: clinical features and treatment. Curr Psychiatry Rep. 2009 Dec;11(6):429-36.

5. Bains N, Abdijadid S. Major Depressive Disorder. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2024. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK559078/. Acesso em: 10 de out. 2024.

6. Munir S, Takov V. Generalized Anxiety Disorder. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2024. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK441870/. Acesso em: 10 de out. 2024.

7. Möller HJ, Bandelow B, Volz HP, Barnikol UB, Seifritz E, Kasper S. The relevance of ‘mixed anxiety and depression’ as a diagnostic category in clinical practice. Eur Arch Psychiatry Clin Neurosci. 2016 Dec;266(8):725-736.

8. Sociedade Brasileira de Psicologia. A importância do acompanhamento clínico na saúde mental [Internet]. São Paulo: SBP; 2023. Disponível em: https://www.sbponline.org.br/2023/09/a-importancia-do-acompanhamento-clinico-na-saude-mental. Acesso em: 10 de out. 2024.

Data de elaboração do conteúdo: 16/09/24.