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Publicado em: 23 de setembro de 2026
A incontinência urinária é a perda involuntária de urina. Embora possa acontecer em qualquer idade e tem diversas causas, mais de 50% das mulheres pós-menopausa sofrem com ela nessa etapa da vida.¹
A menopausa é marcada por alterações metabólicas que afetam a saúde da mulher como um todo, causando muitos sintomas desagradáveis que pioram a qualidade de vida de muitas mulheres, especialmente no início dessa transição, chamado de climatério.¹
Exemplos desses sintomas, geralmente resultado de alterações hormonais e metabólicas, são os calorões característicos, secura vaginal, ganho de peso, entre outros.¹
No caso da incontinência, a queda nos níveis de estrogênio durante a menopausa enfraquece os músculos e tecidos que sustentam a bexiga e a uretra.² Com isso, fica mais difícil controlar o xixi, principalmente durante atividades que aumentam a pressão abdominal, como tossir, rir, levantar peso ou fazer exercício. Também pode surgir aquela vontade repentina e urgente de urinar.²
Existem cinco tipos principais de incontinência urinária. Na menopausa, os mais frequentes são1,2:
Ainda que a idade, infecções e outras condições de saúde sejam relacionadas à incontinência na pós-menopausa, esse sintoma pode ser um indicativo de algo mais complexo. ³
A frequência do problema para essa etapa da vida é porque ele pode estar associado à Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM), um conjunto de sintomas causados pela queda do estrogênio que afeta a saúde genital e urinária.³
A SGM é caracterizada por ressecamento vaginal, ardência, dor nas relações sexuais, urgência urinária, aumento do número de infecções urinárias e, claro, a incontinência³.
Diferente de outros sintomas da menopausa, que costumam marcar o climatério e desaparecer com o tempo, a SGM tende a piorar se não for tratada e afeta de forma significativa a autoestima, os relacionamentos, a vida sexual e a rotina.³
O primeiro sinal costuma ser a perda leve de urina em forma de escapes. Com o tempo, esses escapes se tornam mais frequentes, e acompanham sintomas como4:
A boa notícia é que existem várias formas de tratar a incontinência urinária na menopausa. O primeiro passo é procurar orientação profissional para que o tipo de incontinência e causa sejam identificados.
A fisioterapia é uma das principais indicações para o controle da incontinência em mulheres pós-menopausa. Exercícios direcionados para fortalecer os músculos do assoalho pélvico trazem benefícios para fortalecer os músculos do assoalho pélvico em até 80% dos casos de incontinência leve ou moderada.¹
Outras formas de controlar o sintoma são²:
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Conteúdo elaborado em outubro/2025
Texto: Juliana Stern, jornalista pós-graduada em Jornalismo Científico pelo Labjor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com experiência em reportagens de saúde, especialmente nos setores de oncologia, cardiologia e odontologia, além de passagens pela National Geographic Brasil e UOL.
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