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Publicado em: 25 de julho de 2022
Verdade: a pressão arterial tende a aumentar continuamente com o avanço da idade, especialmente quando as pessoas não se cuidam desde muito cedo. Manter o peso ideal, comer alimentos saudáveis, praticar atividade física regularmente, controlar o estresse emocional, não fumar e restringir o consumo de bebidas alcoólicas, ajudam a retardar o aumento progressivo da pressão arterial.
Mito: cada vez que alguém fuma um cigarro, o coração acelera e a pressão arterial se eleva por 15 minutos. Como em média, as pessoas fumam 20 cigarros por dia, isso significa que, por até cinco horas de cada 24 horas, a pressão se mantém artificialmente elevada por conta do tabagismo. Além disso, o cigarro lesiona a parede das artérias, impedindo que esses vasos possam se dilatar normalmente para facilitar o fluxo de sangue pelo corpo, isso aumenta a pressão arterial e faz o coração ter de fazer mais esforço para bombear sangue.
Verdade: o excesso de peso faz com que a pressão arterial continue a se elevar progressivamente. Quanto mais tempo a pessoa permanecer com o peso acima do normal, mais a pressão vai subir, e isso, além de lesar órgãos como o coração e as grandes artérias, como a aorta, vai tornando cada vez mais difícil o controle efetivo da hipertensão arterial (pressão alta).
Mito: não é a menopausa em si que leva ao aumento da pressão arterial, mas as demais alterações que costumam acompanhar o processo, como ganho de peso, estresse emocional e sedentarismo, além de abuso de sal e de alimentos ricos em açúcares de absorção rápida e em gordura saturada ou de origem animal. Mulheres que cultivam um estilo de vida saudável tendem a não sofrer elevação significativa da pressão arterial relacionada à menopausa por si só.
Verdade: é necessário que tenhamos uma noite de sono reparador, porque é muito importante que a pressão arterial caia muito enquanto estamos dormindo. E o estresse tende a fazer com que a pessoa durma mal, o que dificulta a queda noturna natural dos níveis da pressão arterial.
Verdade: como a pressão arterial vai subindo progressivamente com o passar do tempo, o corpo tende a se habituar aos novos valores mais elevados da pressão, o que não impede que os vasos sanguíneos, o coração, o cérebro, os rins e a visão sejam acometidos pela hipertensão arterial. Por isso, é tão importante medir periodicamente a pressão arterial e visitar o médico regularmente. Quanto mais cedo a pressão alta for identificada, mais facilmente poderá ser bem controlada.
Mito: as medidas de modificação de estilo de vida (MEV), representadas principalmente por dieta, exercício físico, perda de peso, restrição do consumo de sal, controle do estresse e abandono do tabagismo, são muito importantes para todos e devem ser mantidas ao longo da vida, quer alguém tenha, quer não pressão alta (hipertensão arterial). No entanto, isoladamente, as medidas de MEV dificilmente vão conseguir manter a pressão arterial bem controlada por muito tempo, exceto se a pessoa tiver desenvolvido hipertensão há bem pouco tempo e for muito disciplinada. Desse modo, ir ao médico regularmente é muito importante para que ele possa identificar o melhor momento para introduzir medicação para tratar a hipertensão. Quanto mais cedo a medicação for bem indicada, menos medicamentos serão necessários para manter a pressão arterial bem controlada por muito mais tempo.
Mito: atualmente, as sociedades médicas ao redor do mundo têm desestimulado o consumo de álcool porque, além de não haver comprovação de benefício para a saúde, o álcool tende a ser consumido em escala cada vez maior e de forma mais abusiva quando o sistema de saúde desenvolve tolerância, e esse hábito se espalha pela população. Os mais vulneráveis são os jovens e as pessoas menos escolarizadas. No entanto, o consumo ocasional de pequena quantidade de álcool não aumenta a pressão arterial. Por outro lado, o alcoolismo é uma das grandes causas de acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca e cirrose hepática. O efeito do álcool na mulher tende a ser ainda mais devastador que no homem.
Mito: exercício físico pesado, especialmente do tipo que implica em uso de muita força, como, por exemplo, o halterofilismo, aumenta a pressão arterial e deve ser desaconselhado. No entanto, exercícios aeróbios como caminhar, nadar e andar de bicicleta, e mesmo o uso moderado de exercícios de resistência com algum peso, podem e devem ser praticados e, quando feitos regularmente, contribuem, inclusive, para melhorar o controle da hipertensão arterial.
Mito: embora todos devamos restringir ao máximo o uso de sal em casa, entre 70% e 80% do sal que consumimos estão contidos em alimentos processados industrialmente, que são muito populares hoje em dia por serem práticos, agradáveis ao paladar e por terem preparo fácil e rápido. O ideal é consumirmos ao máximo alimentos saudáveis, à base de frutas, verduras, legumes, grãos e peixes,preparados em casa é claro, é importante não ter saleiro na mesa. Fontes alternativas ao sal e que tornam a comida mais saborosa são: alho, cebola, cheiro-verde, limão, vinagre e óleo de oliva. As pessoas que não tiverem problema renal ou tendência para aumentar os níveis de potássio no sangue podem substituir o sal comum pelo sal light/diet (dietético), que está disponível nos supermercados e tem 50% menos sódio e 50% mais potássio que o sal comum. O potássio ajuda a baixar a pressão arterial. No entanto, pergunte antes ao seu médico se você pode efetuar essa troca.
Verdade: especialmente entre as pessoas emocionalmente sensíveis, que tendem a se assustar ou se agitar com facilidade. Esse efeito é conhecido como “hipertensão do avental” ou “do jaleco branco”. Por essa razão, o médico tem procurado medir cada vez mais a pressão arterial fora do consultório, idealmente por meio da MAPA de 24 horas ou da MRPA. Em ambos os procedimentos, o paciente leva o aparelho de pressão para casa, onde a pressão avaliada tende a ser mais fidedigna, porque é medida no próprio ambiente natural da pessoa.
Mito: a forma mais importante e eficaz de controlar a pressão alta ou a hipertensão arterial é pelo uso de medicamentos específicos denominados anti-hipertensivos. Esses remédios precisam ser tomados diariamente de forma ininterrupta, geralmente, ao longo de toda a vida. O abandono do tratamento aumenta o risco de morte, de infarto do coração e de AVC (acidente vascular cerebral), e diminui a expectativa de vida. Somente o médico, em situações específicas, está autorizado a diminuir ou retirar os medicamentos indicados para o tratamento da hipertensão arterial.
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