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Já ouviu falar em fibromialgia? Apesar de muito comum, esse distúrbio, caracterizado pela dor musculoesquelética crônica e generalizada, ainda é desconhecido por muitas pessoas.

A fibromialgia é uma síndrome que amplifica as sensações dolorosas do corpo e os seus casos são mais comuns em mulheres com idade entre 35 e 50 anos. Essas dores interferem no dia a dia dos pacientes com a doença.

Mulher sofrendo com dores no pescoço decorrentes da fibromialgia.

Quer saber se você sofre com a fibromialgia? Reconheceu alguém que sente dores com frequência? Veja se é o caso!

Conheça os sintomas e as causas da fibromialgia

Os principais sintomas são:

  • cansaço;
  • depressão;
  • ansiedade;
  • fadiga muscular;
  • disfunções intestinais;
  • alterações de memória;
  • dificuldades de manter a atenção;
  • distúrbios de sono (como insônia e sono não reparador);
  • dores generalizadas pelo corpo, que geralmente duram mais de três meses;
  • aumento da sensibilidade da pele ao toque e à compressão da musculatura por terceiros.

Segundo uma publicação do Estado de São Paulo de 2020, mais de 4 milhões de pessoas sofrem com a doença no Brasil. As causas que levam ao desenvolvimento da síndrome podem ser muitas, podendo surgir em decorrência de um trauma físico, psicológico ou até mesmo de infecções graves.

Um artigo publicado pela Sociedade Brasileira de Reumatologia chama atenção para o fato de que os pacientes com fibromialgia são mais sensíveis à dor.

É como se o cérebro dessas pessoas estivesse com o sistema nervoso sempre “em alerta”, ativo para responder com grande intensidade a cada estímulo doloroso.

Antigamente, muito se discutia a respeito da dor ser real ou não. Atualmente, graças à tecnologia e à pesquisa, é possível observar a ocorrência de atividade cerebral indicando a existência de estímulos dolorosos, mesmo sem nenhum indício de lesões pelo corpo que pudessem explicar a dor.

Esse entendimento permitiu a conclusão de que essa dor constante é decorrente da ativação crônica do sistema nervoso que interfere no sono, no funcionamento intestinal e muito mais.

Fibromialgia, saúde mental e diagnóstico

O mesmo artigo citado anteriormente, publicado pela Sociedade Brasileira de Reumatologia, aponta que a depressão está presente em 50% dos casos de fibromialgia – afinal, esse mal-estar generalizado e de longo prazo pode afetar a saúde psicológica e emocional das pessoas.

Os pesquisadores ainda discutem que a fibromialgia e a depressão são doenças que compartilham os mecanismos de desenvolvimento patológicos, ou seja, sofrem alterações em redes neuronais semelhantes, e por isso é tão frequente que apareçam juntas no mesmo indivíduo.

É muito comum que o tratamento das dores crônicas decorrentes da fibromialgia esteja atrelado ao tratamento da depressão e também da ansiedade, porque além de tudo, esses transtornos pioram o cansaço, dificultam ainda mais o sono e diminuem a disposição para a prática de atividades físicas – passo importante no tratamento da fibromialgia.

De qualquer forma, o diagnóstico deverá ser feito sempre por um profissional especializado e, se você sentir algum dos sintomas citados anteriormente, deve procurar orientação médica com um reumatologista.