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Publicado em: 9 de maio de 2023
Assuntos abordados
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Como você se sente consigo mesmo? As respostas para essa pergunta são as mais variadas possíveis. Há aquelas pessoas que se sentem bem na própria pele, mas muitas acabam respondendo que, se pudessem, mudariam muitas coisas em seus rostos e corpos.
Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Kantar, do IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), mostra que 20% das mulheres sofre com problemas de autoestima. A mesma publicação mostra que, entre os homens, o número é de apenas 3%.1
Detalhes como esse mostram a importância de movimentos como o body positive, tema de nosso bate-papo de hoje. Continue a leitura, saiba mais sobre o assunto e confira alguns pontos que podem estar minando a sua autoestima e prejudicando a sua qualidade de vida. Vamos lá!
Para definirmos o que é a autoestima, nada melhor do que usarmos a explicação do dicionário, certo? Afinal, a partir dela é que podemos começar a discutir melhor esse conceito.
De acordo com o Michaelis, o significado da palavra é:2
Sentimento de satisfação e contentamento pessoal que experimenta o indivíduo que conhece as suas reais qualidades, habilidades e potencialidades positivas e que, portanto, está consciente de seu valor, sente-se seguro com o seu modo de ser e confiante em seu desempenho.
Agora, é hora de destrinchar esse significado! De acordo com a definição da palavra, autoestima é o mesmo que gostar de si mesmo. Assim, a pessoa estaria satisfeita e confortável com as suas características, sejam elas físicas, emocionais ou psicológicas, além de habilidades e outros detalhes.
O principal problema enfrentado por pessoas com baixa autoestima está relacionado à saúde mental. Esse tipo de situação é conhecida por afetar fortemente o emocional, aumentando as chances de desenvolvimento de problemas psicológicos, como a depressão, a ansiedade e outros transtornos.3,4
Alguns autores, inclusive, mostram a importância da autoestima para o tratamento de doenças como o câncer e outros problemas crônicos. De acordo com eles, é possível que essas pessoas saibam lidar melhor com essas condições, enfrentando-as de cabeça erguida e tendo resultados mais promissores.5,6
Por fim, a autoestima baixa pode contribuir negativamente para as interações sociais, fazendo com que as pessoas afetadas sejam mais introvertidas e se isolem. Isso pode, a longo prazo, trazer prejuízos para a socialização e até mesmo fazer com que esses indivíduos percam oportunidades ao longo de suas vidas.6,7
A autoestima é afetada por muitos fatores. O principal deles é a relação das pessoas com o ambiente em que vivem, por conta de fatores culturais e expectativas que são colocadas em nossa imagem e desenvolvimento pessoal.
Além disso, as marcas e a mídia têm uma importante participação em como as pessoas percebem o seu próprio corpo, rosto e valor. Essas entidades são responsáveis por ditar tendências, padrões, e fazer com que, muitas vezes, as pessoas se sintam inferiores ao que “deveriam ser”.8
É claro que, na prática, isso é uma grande falácia. No entanto, é um problema sério e que é retratado em estatísticas. Uma delas é a pesquisa conduzida pela empresa Dove, que mostra que 84% das meninas de 13 anos utilizam filtros para mudar a sua aparência em fotos e vídeos na internet.9 Ou seja: temos um grande problema de autopercepção.
O conceito body positive está relacionado ao modo como vemos o nosso próprio corpo, ou seja, a imagem corporal que temos de nós mesmos. A ideia é que ele seja um movimento para estimular a autoimagem positiva.
Ou seja: aqui, o foco é amar a si mesmo, independentemente de como seja o seu corpo. E, claro, entender que cada um de nós é diferente. E que mesmo assim, somos todos igualmente especiais e bonitos, à nossa própria maneira.
Um dos objetivos desse movimento é não só permitir que a beleza seja vista em pessoas de todos os tamanhos e formas, mas também garantir que a influência da mídia deixe de ser tão presente em nosso cotidiano.
Eliminar “padrões de beleza” também está entre os objetivos dessa movimentação, que tem como um de seus objetivos fazer com que pessoas diferentes sejam representadas em filmes, novelas, séries e propagandas para, assim, estimular a mudança da percepção do outro sobre os próprios corpos e, também, o de terceiros.
De modo geral, os pilares do movimento body positive são:
Aderir ao movimento body positive é muito simples. Você não precisa fazer parte de um clube secreto, pagar uma assinatura ou ter uma carteirinha. É preciso, apenas, mudar a sua atitude em relação a si mesmo e aos outros!
Isso começa a partir do autoconhecimento e da aceitação de suas próprias falhas, imperfeições e, claro, pontos positivos. Entender que nenhum de nós é perfeito é um longo caminho. Lidar com situações do passado, medos e traumas, também.
Por isso, uma ótima sugestão é investir em terapia. Assim, você pode acessar os próprios sentimentos, lidar com eles e se valorizar cada vez mais, sem perder a humildade. Com isso, também se tornará uma pessoa mais empática e respeitosa em relação ao próximo.
E é claro que outras atitudes também podem ajudar muito na autoestima. Fazer atividades físicas, investir em rotinas de autocuidado e passar um tempo extra com pessoas que você ama são apenas algumas das estratégias envolvidas nesse contexto.
Por fim, pessoas que fazem parte do movimento são, também, aquelas que espalham amor e positividade. Converse com outros indivíduos, mostre como você os valoriza e faça com que essa corrente nunca pare de crescer.
Gostou de saber mais sobre o movimento body positive? A gente espera que sim! Agora que você já tem todas essas informações, é importante cuidar bem de sua saúde mental e ficar, enfim, em paz com a sua própria imagem. Com isso, mais felicidade e qualidade de vida estarão em seu caminho!
Antes de ir embora, compartilhe este conteúdo com os seus amigos, amigas e também nas redes sociais. Assim, essa mensagem poderá chegar em muito mais gente e, quem sabe, transformar positivamente a rotina dessas pessoas. É o seu primeiro passo dentro do movimento!
Referências:
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