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Ilustração de diversos corpos representando a autoaceitação.

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Não é de hoje que ouvimos falar de padrão de beleza e do quanto ele pode ser, de certa forma, opressor para quem não se enquadra (e muitas vezes até mesmo para quem se enquadra!). Além dos possíveis transtornos que afetam o comportamento alimentar e que podem desencadear efeitos negativos na saúde física e mental das pessoas, as consequências emocionais de viver sob a pressão de atender a um padrão midiático podem ser bem mais sérias do que a gente imagina. Esses comportamentos são destrutivos e podem prejudicar a aceitação própria e autoestima. Alguns desses transtornos alimentares são anorexia, bulimia, compulsão alimentar e obesidade. É claro que os transtornos alimentares não são desencadeados apenas pelas pressões sociais, mas essas podem ser um gatilho e também fator de manutenção dos mesmos para aqueles indivíduos que são suscetíveis.

A pressão para se encaixar no tal “padrão ideal” acontece porque a única referência de beleza é aquela que está sendo exposta na mídia, todos os dias. E, com isso, muitas pessoas sentem a necessidade de ter um corpo, rosto ou cabelo de acordo com a referência para se sentirem bem. Dessa forma, é comum ouvir relatos de pessoas que deixam de sair de casa, de se divertir com os amigos e familiares, por não estarem felizes consigo próprias.

Insegurança, padrão de beleza e a saúde mental

Parece que algo está errado quando a aparência nos impede de realizar atividades do nosso dia a dia, não é mesmo?

insegurança com relação à aparência faz parte da realidade de muitas pessoas ao redor do mundo. Uma pesquisa realizada em 2016 pela Dove, com 6.800 mulheres, apontou que 8 em cada 10 mulheres já evitaram algum compromisso social por não se sentirem bem com seu próprio corpo.

Além do mal estar consigo, que por si só já, impede a execução de atividades corriqueiras, atrapalhando a vida da pessoa, a busca pelo corpo ideal requer sacrifícios.

Dietas restritivas, exercícios físicos em excesso, uso de medicações sem orientação médica e, ainda, em casos mais críticos, a indução do vômito (bulimia) e a não ingestão de alimentos fazem parte da rotina de quem tenta, obsessivamente, atender ao padrão.

A crescente pressão por parte da mídia para atingir o padrão de beleza irreal pode ser uma causa importante para desencadear ansiedade, frustração e depressão.

Em que momento pedir ajuda emocional?

Algumas pessoas podem apresentar sinais de sofrimento emocional associado aos comportamentos, como distúrbios alimentares ou a falta de autocontrole e tentativas de dietas frustradas. Assim, a assistência médica e/ou psicológica pode se fazer necessária.

Procurar ajuda de um profissional pode auxiliar na identificação das crenças do paciente, como os modos de pensar sobre si mesmo e sobre os outros, para modificar pensamentos distorcidos e disfuncionais que causam emoções negativas como ansiedade e angústia, que podem  levar à compulsão alimentar.

Ter vontade de mudar, procurar ajuda profissional e manter a calma e a positividade, são algumas estratégias de extrema importância para o resgate da autoestima.

Autoaceitação, movimentos body positive e a internet

A internet deu voz pra muita gente e, nos dias atuais, já é possível encontrar pessoas que falam sobre uma filosofia body positive e sobre autoaceitação. Os movimentos body positive dizem respeito, ao pé da letra, a um corpo positivo: um corpo olhado de maneira carinhosa, leve e sem as pressões de padrões inatingíveis e opressores.

Ao contrário do que muitos pensam, não se trata de um termo criado apenas para que pessoas “acima do peso” se sintam melhor. Trata-se de buscar um novo olhar para o corpo, um olhar que quebra paradigmas do que é verdadeiramente belo ou saudável e para a descoberta do nosso próprio corpo, com suas qualidades e milhares de possibilidades.

Após anos vivendo sob a luz de um padrão imposto pela mídia, hoje, é possível encontrar movimentos que propõem um novo olhar sobre o corpo. Afinal, se experimentar o corpo que vivemos é uma circunstância existencial, por que não optar pela aceitação e o amor-próprio?