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O que é ritmo cardíaco e qual é a importância? Saiba como acompanhar

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A avaliação do ritmo cardíaco é importante para monitorar a saúde do coração ou identificar precocemente problemas que necessitam de acompanhamento médico.1 Por isso, é crucial entender essas características e ter atenção ao menor sinal de arritmias.

Sabemos que o coração é um dos órgãos mais relevantes do nosso organismo. Afinal, é responsável por bombear sangue para alcançar todas as células, a fim de fornecer o aporte necessário de oxigênio.2

No entanto, para que funcione adequadamente, é importante que o ritmo cardíaco esteja dentro dos limites considerados normais, dentro da frequência e da velocidade ideais.1 Quer saber mais sobre o funcionamento do coração e do ritmo cardíaco? Continue a leitura!

Afinal, como funciona o coração?

Para entendermos sobre ritmo cardíaco, primeiramente, é interessante conhecer um pouco mais sobre o coração. Esse órgão muscular tem quatro cavidades internas, denominadas de átrio direito, ventrículo direito, átrio esquerdo e ventrículo esquerdo.1-2

Em condições normais, o coração tem três propriedades responsáveis pelo seu funcionamento:

  • contração (inotropismo);
  • frequência (cronotropismo);
  • condução (dromotropismo).1-2

A condução é o estímulo elétrico gerado no nó sinusal que, posteriormente, se “espalha” para os ventrículos para gerar a contração. Essa, por sua vez, “empurra” o sangue para as artérias, que seguirão para o pulmão e para os demais órgãos.1-2

Importante lembrar que, do lado direito do coração, o sangue tem maior concentração de gás carbônico. Por isso, vai para o pulmão após a contração ventricular direita para que seja oxigenado.2

O sangue que circula pelo lado esquerdo já passou por esse processo porque retornou do pulmão. Então, após a contração, será distribuído pela artéria aorta para a sobrevivência de todas as células do organismo.1-2

A frequência é o resultado final do processo de condução e contração, e determina quantas vezes o coração bombeia o sangue por minuto. Por isso, caso se desenvolva algum problema nessas três funções, o ritmo cardíaco é alterado.1-2

O que é ritmo cardíaco?

O ritmo cardíaco é a sucessão de contrações do coração em um ritmo regular e com frequência cardíaca nos limites normais ou podemos encontrar um ritmo não regular, que chamamos de arritmia cardíaca. As consequências do ritmo cardíaco acelerado resultam na chamada bradicardia e taquicardia.3

A bradicardia acontece quando o ritmo cardíaco está lento. Ela leva ao pouco fluxo de sangue ou à pouca pressão nos vasos sanguíneos. O resultado é fraqueza, tontura, falta de ar, problemas de concentração, etc.2

A taquicardia acontece quando o ritmo cardíaco está acelerado. Pode, assim, gerar mais pressão dentro dos vasos sanguíneos, excitabilidade, dor no peito, palpitação, dores de cabeça e outros sintomas.2

As duas situações caracterizam a arritmia cardíaca, pois o ritmo foi alterado dos padrões normais. Por isso, necessitam de intervenção médica imediata, caso não estejam relacionadas à prática de exercícios físicos.1-3

Como medir o ritmo cardíaco?

O que é ritmo cardíaco e qual é a importância? Saiba como acompanhar

Agora que entendeu o que significa ritmo cardíaco, saiba que existem técnicas para fazer a medição. A mensuração do ritmo cardíaco pelo eletrocardiograma é realizada com o paciente deitado. São inseridos eletrodos na parede torácica anterior (região frontal do peito), nos punhos e nos tornozelos.2-4

Em seguida, o profissional liga o aparelho e o paciente sente um pequeno formigamento entre os eletrodos situados nas extremidades. O exame dura, normalmente, entre 5 a 10 minutos.4

Qual é o ritmo cardíaco considerado normal?

O ritmo cardíaco considerado normal é o ritmo regular, sinusal, com a frequência cardíaca na faixa entre 60 a 100 bpm, com média de 70 bpm, para adultos. O profissional de saúde avaliará qual seria a faixa mais adequada para cada paciente.1-2-5

Abaixo de 60 bpm pode ser considerado bradicardia, e acima de 100 é classificado como taquicardia. Mas essas referências devem ser consideradas caso a caso. 1-2-3-5

Por isso, é preciso cautela ao medir a frequência cardíaca para não fazer diagnósticos incorretos ou imprecisos. Por exemplo, após a prática de atividade física, é comum uma leve taquicardia passageira, que é fisiologicamente normal.4-5

Em algumas situações, a pessoa pode ter uma bradicardia como consequência de uma hipotensão postural: aquele momento em que nos levantamos rapidamente, a visão fica turva e ocorre a moleza dos membros inferiores e superiores. Porém, em poucos minutos, o ritmo retorna ao usual.4-5

Considerando a faixa de normalidade para o ritmo cardíaco e a incidência das doenças do coração, é importante monitorar a saúde cardiovascular por meio de exames clínicos e laboratoriais periódicos.

Como manter o ritmo cardíaco normal?

Sabendo que as arritmias são problemas complexos e podem desencadear novas complicações — ou contribuir para o óbito —, é fundamental tomar algumas medidas para evitar essas alterações cardíacas. Para manter a saúde e o ritmo cardíaco normal, é crucial:5

  • manter uma dieta nutritiva e sem abuso das gorduras saturadas;
  • praticar exercícios físicos regulares com supervisão;
  • abandonar o cigarro e outros produtos fumígenos.5

Também vale incluir o cardiologista em sua rotina de check-up para fazer exames do coração, especialmente, após os 40 anos. Em casos de histórico familiar de doenças cardiovasculares, talvez sejam recomendados testes mais específicos.

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Referências:

1- Gomes, O. M. (2005). Fisiologia cardiovascular aplicada. Belo Horizonte: Edicor.

2- Branco, V. G. C., Borges, R. M., de Almeida Coelho, L. C., de Oliveira Amorim, R., & Ramos, L. M. (2018). Semiologia do aparelho cardiovascular. Anatomia e fisiologia. Cadernos da Medicina-UNIFESO, 1(1).

3- Vanderlei, L. C. M., Pastre, C. M., Hoshi, R. A., Carvalho, T. D. D., & Godoy, M. F. D. (2009). Noções básicas de variabilidade da frequência cardíaca e sua aplicabilidade clínica. Brazilian Journal of Cardiovascular Surgery, 24, 205-217.

4- Feldman, J., & Goldwasser, G. P. (2004). Eletrocardiograma: recomendações para a sua interpretação. Revista da SOCERJ, 14(4), 256.

5- PESARO, Antônio Eduardo et al. Arritmias cardíacas–principais apresentações clínicas e mecanismos fisiopatológicos. Revista de Medicina, v. 87, n. 1, p. 16-22, 2008.

6- Cabrera Rojo, I., Cabrera Santos, A., & Gallardo Montes de Oca, G. (1997). Variabilidad de la frecuencia cardíaca en el joven normal. Revista Cubana de Investigaciones Biomédicas, 16(2), 98-103.