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Publicado em: 30 de junho de 2026
As palpitações cardíacas podem surgir em momentos de ansiedade, após consumo excessivo de café ou em situações de estresse intenso. Embora muitos casos sejam benignos, alguns episódios podem indicar alterações no ritmo cardíaco e precisam de investigação médica.¹
As palpitações são definidas como a percepção anormal dos batimentos cardíacos. Algumas pessoas sentem o coração “pulando”, outras relatam sensação de batidas rápidas, fortes ou irregulares no peito, pescoço ou garganta. Segundo o Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue, dos Estados Unidos, os episódios podem durar segundos, minutos ou mais tempo, aparecendo tanto em repouso quanto durante atividades físicas.²
Fatores emocionais estão entre os principais gatilhos para palpitações. Situações de tensão aumentam a liberação de adrenalina, hormônio que acelera os batimentos cardíacos e prepara o organismo para responder ao estresse.³
Além da ansiedade, outros hábitos cotidianos também podem favorecer episódios de coração acelerado. Entre os fatores mais associados às palpitações estão: ²,⁴
Segundo especialistas do Centro Nacional para Informação de Biotecnologia dos Estados Unidos, a maior parte das palpitações não está relacionada a doenças graves, mas identificar a causa é essencial para evitar complicações cardiovasculares.⁴
Embora muitos episódios sejam passageiros, alguns sintomas merecem atenção imediata. Dados do Ministério da Saúde alertam que palpitações acompanhadas de dor no peito, falta de ar, tontura ou desmaio precisam de avaliação médica.¹
As palpitações também podem estar associadas às arritmias cardíacas, que são alterações no ritmo normal do coração. Nessas situações, os batimentos podem ficar acelerados, lentos ou irregulares. Em alguns casos, as arritmias não provocam sintomas, mas determinadas alterações aumentam o risco de complicações cardiovasculares.⁵
Segundo o cardiologista Dr. Jairo Lins Borges (CRM-SP 46977 | RQE 132337), a frequência dos episódios contribui para definir a necessidade de investigação. “Uma palpitação isolada depois de um susto ou excesso de cafeína geralmente não representa gravidade. O problema é quando o sintoma se torna recorrente, acontece durante exercícios ou vem acompanhado de outros sintomas”, destaca.
Os principais sinais de alerta incluem: ¹,²,⁵
Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), as doenças cardiovasculares continuam entre as principais causas de morte no mundo. Por isso, sintomas persistentes relacionados ao coração não devem ser ignorados.⁶
A avaliação começa com uma conversa detalhada sobre os sintomas, histórico de saúde e hábitos de vida. O médico costuma investigar quando as palpitações surgem, quanto tempo duram e se existem fatores desencadeantes associados.⁴
Entre os exames mais utilizados para investigação estão: ⁴,⁷
A escolha dos exames depende da frequência dos sintomas, da idade do paciente e da presença de fatores de risco cardiovasculares.⁷
Os dados reunidos pelas instituições de saúde mostram que hábitos saudáveis ajudam a diminuir episódios de palpitações em pessoas com ou sem doenças cardíacas.²,⁶
Entre as principais recomendações estão: ²,⁶
De acordo com o Dr. Jairo, algumas mudanças costumam trazer bons resultados. “O organismo responde diretamente ao estresse físico e emocional. Sono inadequado, excesso de estimulantes e ansiedade criam um ambiente favorável para palpitações”, afirma.
As palpitações são relativamente comuns e muitas vezes não têm maior gravidade. Ainda assim, episódios frequentes, prolongados ou acompanhados de outros sintomas precisam de avaliação médica para descartar arritmias e doenças cardiovasculares.¹,²,⁶
Em vez de ignorar os sintomas ou recorrer ao autodiagnóstico, o mais indicado é observar os sinais do corpo e buscar orientação profissional quando necessário. Identificar corretamente a origem das palpitações é o primeiro passo para evitar complicações e manter a saúde cardiovascular em dia.⁴,⁷
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Conteúdo elaborado em junho/2026
Texto: Juliana Stern, jornalista pós-graduada em Jornalismo Científico pelo Labjor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com experiência em reportagens de saúde, especialmente nos setores de oncologia, cardiologia e odontologia, além de passagens pela National Geographic Brasil e UOL.
Médico consultor: Dr. Jairo Lins Borges (CRM-SP 46977; RQE 132337), cardiologista clínico, professor e pesquisador da disciplina de Cardiologia na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).
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