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Publicado em: 8 de agosto de 2023
O colesterol é essencial para o funcionamento do organismo, mas níveis elevados aumentam o risco de doenças cardiovasculares. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, 40% dos adultos brasileiros têm colesterol alto.1 Esse cenário reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e da conscientização.1
O que leva ao aumento do colesterol?
O colesterol é essencial para o organismo. Ele integra a estrutura das células de diferentes órgãos e tecidos e participa da formação da vitamina D, dos ácidos biliares e de hormônios.2 O problema ocorre quando seus níveis estão elevados, o que pode estar relacionado a fatores genéticos e alimentares.2
Uma parte do colesterol é produzida pelo fígado.2 No entanto, algumas pessoas produzem essa gordura em excesso, mesmo mantendo uma alimentação saudável.3 Nesses casos, o colesterol alto tem origem familiar.2
Como parte do colesterol que circula no sangue também é proveniente da alimentação, seu excesso pode estar relacionado ao consumo de alimentos ricos em gordura.3
O colesterol alto não está relacionado apenas ao sobrepeso ou à obesidade. Pessoas magras também podem apresentar essa condição.2
Quais são os sintomas quando o colesterol está alto?
Na maioria dos casos, o colesterol alto não causa sintomas.3
Em casos graves, podem surgir xantomas, pequenas protuberâncias amareladas na pele causadas pelo excesso de gordura no organismo.4
O excesso de colesterol favorece a formação de placas de gordura nas artérias, podendo provocar seu entupimento.5 Quando isso ocorre nas artérias do coração, pode causar infarto.6 Se atingir as artérias do cérebro, pode desencadear um acidente vascular cerebral (AVC) .6
Também pode provocar obstrução das artérias das pernas, aumentando o risco de trombose, e comprometer a retina, podendo causar cegueira precoce.6
É possível reverter o colesterol alto?
A prática de atividade física e a adoção de uma alimentação equilibrada são fundamentais para ajudar a reduzir os níveis de colesterol no sangue. ¹⁻³
A caminhada é uma grande aliada nesse processo. Cerca de 30 minutos por dia, cinco vezes por semana, já podem trazer benefícios.3
Na alimentação, recomenda-se reduzir o consumo de gorduras e priorizar frutas, verduras, carnes magras, laticínios com baixo teor de gordura e óleos vegetais insaturados, como canola, gergelim e azeite de oliva.3
Em alguns casos, mudanças no estilo de vida não são suficientes para controlar o colesterol, sendo necessário o uso de medicamentos.6 Isso ocorre principalmente em pessoas com histórico familiar de colesterol alto, mas não se limita a esse grupo.6
Qual é o nível de colesterol preocupante?
A Sociedade Brasileira de Cardiologia estabeleceu diretrizes para a classificação das dislipidemias, incluindo o colesterol. Elas definem valores de referência e metas terapêuticas de acordo com o risco cardiovascular e o estado alimentar.6
As dislipidemias são caracterizadas pelo aumento dos lipídios, sendo encontradas nas formas de aumento do colesterol LDL, redução do colesterol HDL ou níveis elevados de triglicérides, podendo ocorrer de forma isolada ou mista. Essas alterações aumentam o risco cardiovascular.6
O risco cardiovascular depende dos hábitos de vida e das características de cada pessoa. Sedentarismo, obesidade e tabagismo, por exemplo, aumentam esse risco. Por essa razão, é importante procurar um médico para avaliar o nível de LDL, considerando as individualidades de cada paciente.3
Também é importante lembrar que não existe apenas um tipo de colesterol. O LDL e o HDL desempenham funções diferentes e seus níveis precisam estar em equilíbrio, já que um ajuda a proteger o organismo, enquanto o outro pode trazer complicações.2
Quais são os tipos de colesterol?
Níveis elevados de colesterol LDL (lipoproteína de baixa densidade), conhecido como colesterol “ruim”, estão associados às doenças cardiovasculares. Já níveis mais altos de HDL (lipoproteína de alta densidade), conhecido como colesterol “bom”, ajudam a aumentar a proteção contra essas doenças.7
Embora falemos em tipos de colesterol, trata-se da mesma gordura. A diferença está na lipoproteína à qual o colesterol está associado, que modifica o seu meio de transporte.7 Essas lipoproteínas podem ser de baixa ou alta densidade e, por isso, desempenham funções diferentes.7
Alimentos que aumentam o colesterol
Alguns alimentos devem ser evitados para prevenir o acúmulo excessivo de gorduras na corrente sanguínea.
É importante observar essa lista, pois muitos desses alimentos fazem parte da alimentação das famílias brasileiras. Além disso, crianças a partir dos 10 anos também devem iniciar o acompanhamento dos níveis de colesterol.2
Entre esses alimentos estão os embutidos, como mortadela, salsicha e linguiça.3 Também é recomendado reduzir o consumo de carnes gordurosas, manteiga, creme de leite, chantilly, sorvetes e outros laticínios com alto teor de gordura.3 Produtos feitos com farinha de trigo refinada, como bolachas, biscoitos, tortas, bolos e roscas, também devem ser consumidos com moderação.3
Adotar hábitos saudáveis é fundamental para prevenir o colesterol alto e outros tipos de dislipidemia. Níveis elevados de gordura no organismo podem levar a problemas cardíacos.3 Faça consultas médicas periódicas e mantenha uma alimentação equilibrada e um estilo de vida saudável.
Perguntas frequentes
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Conteúdo elaborado em agosto/2023
Atualizado em agosto/2026
Informações não referenciadas correspondem à opinião ou prática clínica do profissional da saúde entrevistado.
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