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Publicado em: 23 de agosto de 2024
Assuntos abordados
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Os batimentos cardíacos são um dos primeiros elementos verificados em qualquer consulta médica, e isso não é à toa! Quando o ritmo cardíaco não está corretamente regulado, o nosso coração não bombeia o sangue adequadamente, o que pode trazer problemas para diversos outros órgãos, como os pulmões e o cérebro.1
A esse ritmo irregular dos batimentos cardíacos é dado o nome de arritmia. Hoje, analisaremos um dos tipos de arritmia: a bradicardia, quando os batimentos cardíacos são lentos demais.2
Continue a leitura para saber o que é bradicardia, quais são os sintomas relacionados e as formas de tratamento, entre outras informações sobre essa condição de saúde. Continue a leitura!
A bradicardia é um tipo de arritmia cardíaca que se manifesta quando os batimentos do coração ficam lentos demais, geralmente abaixo de 60 batimentos por minuto (BPM).2
Vale ressaltar que um ritmo cardíaco baixo não necessariamente indica um problema: durante o sono profundo, por exemplo, não é incomum que a frequência cardíaca seja inferior a 60 BPM. Além disso, indivíduos muito ativos, como os atletas, podem apresentar uma frequência mais baixa durante o repouso sem necessariamente ter um problema de saúde.2
Uma frequência cardíaca muito lenta pode causar um fluxo sanguíneo insuficiente para o cérebro, levando a sintomas que incluem:2
Além disso, pessoas com bradicardia podem desencadear complicações, como desmaios frequentes. Em casos extremos, pode ocorrer uma parada cardíaca.2,3
Em regra, o coração humano apresenta um ritmo de 60 a 100 batimentos por minuto. Contudo, caso o compasso cardíaco esteja abaixo de 60 BPM ou acima de 100 BPM, existe a possibilidade de alguma condição de arritmia: bradicardia e taquicardia, além de outras arritmias cardíacas.4
A bradicardia pode ser causada por muitas condições. Algumas das causas mais comuns incluem:2,3
Quem tem bradicardia, mas não apresenta quaisquer sintomas, em muitos casos não demandará nenhum tratamento, mas precisará da avaliação médica. No entanto, se houver sintomas presentes, o plano de tratamento será baseado na causa provável do problema.5
Como cada caso é único, sendo necessária uma análise detalhada para determinar a melhor forma de tratamento. Para o diagnóstico, costumam ser realizados alguns exames, os principais sendo eletrocardiograma, teste ergométrico, holter e teste de atropina. O tipo de exames de detecção vai depender dos sintomas e das características do indivíduo.5
No geral, há três linhas de tratamento para a bradicardia: abordagem clínica, cardioneuroablação e implantação de marcapasso.5 Veja mais detalhes a seguir!
O tratamento clínico visa atuar nos fatores que levaram à condição. Diversas abordagens podem ser adotadas em função da situação de cada paciente.5
Se a origem for medicamentosa, o médico poderá interromper ou reduzir o uso dos medicamentos administrados que potencialmente vêm afetando a frequência cardíaca.5
Em alguns casos, uma opção de tratamento é a cardioneuroablação. Esse procedimento é uma cirurgia minimamente invasiva em que são feitas aplicações de radiofrequência com o objetivo de modular as fibras que afetam o ritmo cardíaco.5,6
Quando não houver resposta ao tratamento clínico ou quando a condição for definitiva, entre outras situações, uma alternativa é o marcapasso, que pode regular o ritmo cardíaco, controlando a frequência conforme necessário.5
O marcapasso, um dispositivo de aproximadamente 5 cm, requer cerca de 2 horas para ser implantado cirurgicamente. É possível que alguns cabos do marcapasso não possam ser inseridos no coração através da veia, tornando necessário o implante externo ao coração, conhecido como eletrodos epicárdicos.7
Há diversos fatores de riscos que podem contribuir para o aparecimento de uma bradicardia. Entre os principais, estão:8
O fato é que muitas pessoas têm dificuldade em reconhecer os sintomas de doenças cardiovasculares, já que frequentemente as patologias começam de forma leve. No entanto, essas doenças podem levar a complicações graves para a saúde.7
Por isso, caso você apresente algum dos sintomas mencionados, é crucial buscar um médico especialista, como o cardiologista, que é responsável por diagnosticar e tratar doenças do coração, incluindo a bradicardia.
Agora que você sabe o que é braquicardia e quais são os seus principais sintomas, aproveite para seguir a Libbs Farmacêutica nas redes sociais! Estamos no Facebook, LinkedIn, YouTube e Instagram!
Referências:
1. American Heart Association. What is an Arrhythmia? 11 nov. 2022. Disponível em: <https://www.heart.org/en/health-topics/arrhythmia/about-arrhythmia> Acesso em: 15 jun. 2024.
2. Mangrum JM, DiMarco JP. The evaluation and management of bradycardia. N Engl J Med. 2000 Mar 9;342(10):703-9.
3. Prakash ES, Madanmohan. When the heart is stopped for good: hypotension-bradycardia paradox revisited. Adv Physiol Educ. 2005 Mar;29(1):15-20.
4. Dos Santos, G. C.; Rodrigues, G. M. Bradicardia e marcapasso artificial implantável. Revista Liberum accessum, v. 9, n. 1, p. 27–33, 7 mar. 2021. Disponível em: <https://revista.liberumaccesum.com.br/index.php/RLA/article/view/91>. Acesso em: 15 jun. 2024.
5. Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas. Como avaliar e tratar a bradicardia no coração normal [internet]. 13 dez. 2023. Disponível em: <https://sobrac.org/conexao-sobrac-33-como-avaliar-e-tratar-a-bradicardia-no-coracao-normal/>. Acesso em: 15 jun. 2024.
6. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Cardiologia realiza procedimento pioneiro no SUS [internet]. 2022 Jul. Disponível em: <https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/julho/instituto-nacional-de-cardiologia-realiza-procedimento-pioneiro-no-sus>. Acesso em: 15 jun. 2024.
7. Dos Santos, G. C.; Rodrigues, G. M. Bradicardia e marcapasso artificial implantável. Revista Liberum accessum, v. 9, n. 1, p. 27–33, 7 mar. 2021. Disponível em: <https://revista.liberumaccesum.com.br/index.php/RLA/article/view/91>. Acesso em: 15 jun. 2024.
8. American Heart Association. Understand Your Risk for Arrhytmia [internet]. 15 nov. 2022. Disponível em: <https://www.heart.org/en/health-topics/arrhythmia/understand-your-risk-for-arrhythmia>. Acesso em: 15 jun. 2024.
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