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Publicado em: 8 de maio de 2025
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Você é do tipo que sente cansaço nas pernas no dia a dia? Se sim, é preciso ter atenção! Afinal, é possível que esse seja um dos sintomas da Doença Arterial Periférica (DAP).1 Já ouviu falar sobre essa condição?
A Doença Arterial Periférica, também conhecida pela sigla DAP, é uma condição cardiovascular que afeta milhões de pessoas. O portador dessa doença pode ter um risco aumentado de eventos cardiológicos graves, como o infarto e até mesmo morte.1
Ou seja, é importante saber mais sobre o assunto! Continue a leitura e confira a postagem que preparamos em parceria com a Dra. Fernanda Mazza, consultora do time Libbs. Vamos lá?
A Doença Arterial Periférica é uma condição causada pelo acúmulo de placas de gordura (aterosclerose) nas artérias que levam sangue para as pernas e outras partes do corpo. Isso reduz o fluxo sanguíneo e pode causar sintomas como dor nas pernas ao caminhar (claudicação intermitente).1,2
No entanto, atenção: muitas pessoas com DAP não apresentam sintomas, o que torna a doença subdiagnosticada e subtratada. Por isso, ela pode ser ainda mais perigosa!1
Também é importante ter em mente que a Doença Arterial Periférica não é apenas um problema nas pernas, sendo considerada uma condição de alto risco cardiovascular.1
Pessoas com DAP têm um risco elevado de sofrer eventos graves, como infarto do miocárdio (ataque cardíaco) e Acidente Vascular Cerebral (AVC), também conhecido como derrame.1
Por se tratar de uma condição em que as artérias das pernas ficam estreitas ou bloqueadas, dificultando o fluxo de sangue para os músculos, a DAP pode causar dor ao caminhar (claudicação, ou seja, o ato de mancar) e, em casos graves, feridas que não cicatrizam ou até risco de amputação.2
De modo geral, a claudicação intermitente (que vai e volta) é um dos sinais clássicos da DAP e se manifesta como dor, cãibras ou fadiga nas pernas durante caminhadas, que melhoram com o repouso. Isso ocorre devido à redução do fluxo sanguíneo para os membros inferiores.3
Por conta disso, um dos sintomas mais graves é a dor no repouso. Isso indica uma progressão da condição, que não pode ser negligenciada.3
Alguns fatores aumentam a probabilidade de desenvolver a Doença Arterial Periférica, como:1
Além disso, homens têm maior probabilidade de desenvolver DAP, assim como as pessoas negras.1
O diagnóstico da DAP envolve a combinação de história clínica detalhada, exame físico e exames complementares. O objetivo é confirmar a presença da doença, determinar sua gravidade e descartar outras condições que possam causar sintomas semelhantes.3
Assim, depois das perguntas, vem o exame físico, que é fundamental para avaliar os sinais clínicos da DAP.
Agora, vamos falar sobre o tratamento da doença! Nesse caso, duas ações são muito importantes:1,2
Confira mais explicações a seguir!
Os medicamentos usados geralmente incluem:1,2
O uso desses remédios pode ser arriscado, já que aumenta o risco de sangramento. Por isso, os médicos avaliam cada caso com cuidado antes de prescrever, para se certificar da necessidade.1,2
Em pessoas com DAP, cuidar bem dos pés é essencial para evitar feridas ou infecções. Isso inclui:2
O uso de estatinas, especialmente de alta intensidade, é recomendado para reduzir o colesterol “ruim” a níveis abaixo de 70 mg/dL, podendo contribuir para melhora da saúde cardiovascular e da circulação sanguínea nos membros.2
Inibidores da ECA e bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA) podem ser eficazes em pacientes com DAP.2
Parar de fumar é fortemente recomendada para reduzir a progressão da DAP e a ocorrência de complicações nos membros inferiores.2
Terapias farmacológicas e não farmacológicas otimizadas, como agonistas GLP-1 e inibidores de SGLT-2, mostraram redução do risco de eventos cardiovasculares em pacientes com diabetes e DAP.2
Os exercícios físicos auxiliam na melhora do desempenho na caminhada, na funcionalidade e na qualidade de vida. Por meio de adaptações musculares, a terapia com exercícios pode melhorar a função endotelial, responsável pela regulação da circulação sanguínea, e contribuir para a redução de inflamações.2
A revascularização em pacientes com DAP é indicada em cenários específicos, dependendo da gravidade e dos sintomas da doença. Ela será sugerida, por exemplo, quando os sintomas de claudicação intermitente não responderem ao tratamento farmacológico e à terapia com exercícios.4
Além disso, para pacientes com Isquemia Crítica do Membro, a revascularização é a primeira linha de tratamento.4 Se o paciente faz uma revascularização, o uso de remédios antiplaquetários e anticoagulantes podem ajudar a evitar novos bloqueios, sendo que esses remédios não são indicados para quem tem alto risco de sangramento ou já teve AVC.2
Já deu para perceber que diagnosticar e tratar a Doença Arterial Periférica é muito importante, certo? Por isso, não ignore sinais simples que o seu corpo passa, como o cansaço nas pernas. Até mesmo os sintomas mais básicos podem ser muito importantes na identificação da DAP e outras condições!1
Para mais informações, dicas e orientações sobre como cuidar da saúde do seu coração, acesse o blog A Vida Plena. Até a próxima!
Conteúdo elaborado em: 20 fev. 2025.
Parágrafos não referenciados correspondem à opinião e/ou prática clínica do autor.
As opiniões emitidas pelo(a) especialista são independentes e, necessariamente, não refletem a opinião da Libbs.
Referências:
1. Mandaglio-Collados D, Marín F, Rivera-Caravaca JM. Peripheral artery disease: Update on etiology, pathophysiology, diagnosis and treatment. Med Clin (Barc). 2023 Oct 27;161(8):344-350.
2. Gornik HL, Aronow HD, Goodney PP, Arya S, Brewster LP, Byrd L, et al. 2024 ACC/AHA/AACVPR/APMA/ABC/SCAI/SVM/SVN/SVS/SIR/VESS Guideline for the Management of Lower Extremity Peripheral Artery Disease: A Report of the American College of Cardiology/American Heart Association Joint Committee on Clinical Practice Guidelines. Circulation. 2024 Jun 11;149(24):e1313-e1410.
3. Campia U, Gerhard-Herman M, Piazza G, Goldhaber SZ. Peripheral Artery Disease: Past, Present, and Future. Am J Med. 2019 Oct;132(10):1133-1141.
4. Iida O, Takahara M, Mano T. Evidence-Experience Gap and Future Perspective on the Treatment of Peripheral Artery Disease. J Atheroscler Thromb. 2021 Dec 1;28(12):1251-1259.
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