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Publicado em: 21 de agosto de 2024
Assuntos abordados
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Quando o assunto é o coração, um dos dispositivos mais famosos é o marca-passo. Você já ouviu falar sobre ele? Se sim, sabe do que se trata e quais são as suas funções para a saúde? Se as respostas forem negativas, não se preocupe: é hora de descobrir!
Logo de cara, adiantamos que o marca-passo é um dispositivo utilizado para o tratamento de arritmias cardíacas.1 No entanto, temos muito para falar sobre esse assunto. Afinal, informação é poder, contribuindo para você ser protagonista da própria saúde.
Continue a leitura para tirar as suas dúvidas e entenda como funciona o marca-passo, quais são os objetivos do dispositivo e como é feita a sua implantação no organismo dos pacientes. Vamos lá?
Marca-passos são dispositivos utilizados para o tratamento de arritmias. Durante esse tipo de episódio, o coração do paciente pode bater de maneira diferente da considerada normal, seja mais rápido, mais devagar ou de forma irregular.1
Assim, a função do aparelho de marca-passo é enviar impulsos elétricos para o coração, guiando a forma como ele deve bater. O marca-passo também pode ser útil para sincronizar as batidas em diferentes áreas do órgão, chamadas de câmaras. Com isso, o bombeamento do sangue se torna mais eficiente.1
Vale a pena ressaltar que nem sempre os marca-passos são permanentes. Em alguns casos, eles podem ser usados temporariamente, a fim de ajudar o coração do paciente por um período determinado.1
Agora, vamos entender quais tipos de irregularidades cardíacas podem fazer com que o uso do marca-passo seja indicado. Confira!
O nó sinusal é uma parte importante do coração que regula o ritmo dos batimentos cardíacos. Quando não funciona corretamente, pode causar batimentos cardíacos muito lentos, muito rápidos ou irregulares.2
Isso pode levar a sintomas como tonturas, desmaios e fraqueza. O uso de marca-passo ajuda a regular o ritmo cardíaco e aliviar esses sintomas.2
A síndrome do seio carotídeo ocorre quando há uma resposta anormal do corpo a certos estímulos no seio carotídeo (localizado no pescoço), resultando em desmaios.2
Um marca-passo pode ser recomendado para evitar esses desmaios, principalmente quando o tratamento conservador (como evitar a estimulação do seio carotideo) não é eficaz e os episódios de desmaios são frequentes e incapacitantes.2
Essas síndromes são causas comuns de desmaios, especialmente em pessoas sem problemas cardíacos ou neurológicos aparentes. Geralmente, são desencadeadas por estresse ou certas situações.2
O implante de um marca-passo pode ser considerado em casos graves, especialmente se houver uma resposta cardioinibitória envolvida nos desmaios.2
Os bloqueios atrioventriculares são distúrbios na condução elétrica entre as câmaras superiores e inferiores do coração. Dependendo da gravidade, eles podem causar sintomas como tonturas e desmaios.2
O implante de um marca-passo pode ser recomendado para regularizar a condução elétrica do coração e prevenir esses sintomas nos bloqueios atrioventriculares avançados.2
Um marca-passo funciona enviando pulsos elétricos de baixa energia para controlar o ritmo e a frequência dos batimentos cardíacos, conforme já vimos. Eles podem ser divididos em diferentes categorias, como você confere a seguir.1 Vamos lá?
Também chamados de transvenosos, os marca-passos tradicionais têm três partes principais:1
Quando o ritmo cardíaco está mais lento que o normal, os eletrodos enviam impulsos elétricos para que o coração bata normalmente. O gerador fica fora do coração, geralmente no peito ou no abdômen, e está conectado aos eletrodos por fios.1
São menores do que os tradicionais e todo o sistema (gerador de pulsos e eletrodos) fica dentro de uma câmara do coração, inserido através de um pequeno tubo em uma veia, eliminando a necessidade de cirurgia.1
Eles são usados quando há um ritmo cardíaco lento ou bloqueio elétrico entre as câmaras do coração. Dependendo do tipo, podem detectar os sinais do átrio direito, o que ajuda a sincronizar os batimentos cardíacos.1
Existem também marca-passos em que os eletrodos são colocados na superfície do coração, e não no centro. Esse tipo de marca-passo exige cirurgia, da mesma forma que o tradicional.1
A cirurgia para colocar um marca-passo é geralmente feita em duas formas principais: implantação transvenosa e implantação epicárdica.3
A primeira é o método mais comum. Nela, o cardiologista faz uma pequena incisão, geralmente abaixo da clavícula, e insere os fios do marca-passo em uma veia. Usando exames de raio-x, os fios são guiados até a câmara correta do coração e fixados no tecido cardíaco.3
O gerador do marca-passo é colocado sob a pele do peito. A cirurgia é feita com anestesia local, então o paciente estará acordado, mas a área ficará dormente.3
Menos comum, o segundo método é realizado em casos específicos, como em crianças ou pessoas que precisam realizar outra cirurgia cardíaca simultaneamente.3
Nesses casos, o fio é conectado à superfície externa do coração através de uma incisão abdominal. O gerador do marca-passo é colocado sob a pele do abdômen. Esta cirurgia é feita com anestesia geral, então você estará dormindo durante o procedimento.3
Fez a cirurgia de implantação do marca-passo? Agora, você precisará se recuperar do procedimento. O período de observação hospitalar, ou seja, o momento em que você fica no hospital antes de ser ter alta, pode variar de algumas horas para alguns dias.1
Durante a sua observação, pode ser indicado você se levantar e caminhar ao redor do quarto para ajudar na recuperação. No dia seguinte ao procedimento, é provável que você faça um raio-x para verificar se o marca-passo e os fios estão no lugar correto.1
Além disso, pode ser realizado um eletrocardiograma para avaliar o ritmo cardíaco. A equipe médica também garantirá que o dispositivo esteja programado corretamente antes de receber alta. Os profissionais também podem configurar o dispositivo para enviar dados remotamente para acompanhamento médico.1
Por fim, você receberá instruções detalhadas sobre como cuidar do seu marca-passo enquanto se recupera em casa. Isso pode incluir informações sobre medicamentos a tomar, atividades a evitar e como prevenir movimentos que possam deslocar os fios do dispositivo.1
Geralmente, você recebe orientação de evitar dirigir, levantar peso ou praticar atividades físicas intensas por pelo menos uma semana. A maioria das pessoas retoma suas atividades diárias regulares alguns dias após a cirurgia.1
De todo modo, não se esqueça de tirar as suas dúvidas com a equipe em seu pós-operatório e antes do procedimento. Afinal, ter informação é o melhor caminho para uma recuperação plena!
Antes de falarmos sobre os cuidados que uma pessoa com marca-passo deve ter, é importante ressaltarmos as possíveis complicações associadas a esse procedimento.1 Elas incluem:1
No entanto, de modo geral, o procedimento é considerado seguro.1 Ainda assim, é importante conversar com o seu médico sobre as possíveis complicações associadas ao seu quadro e sobre o que pode ser feito para contorná-las, caso aconteçam.
Quem passa pelo procedimento de implantação do marca-passo precisa investir em alguns cuidados no dia a dia. Confira alguns dos principais a seguir!
A primeira dica é manter o corpo ativo, já que o marca-passo não deve interferir na prática de atividades físicas. Por isso, invista em práticas que você goste e com as quais se sinta confortável. Isso pode incluir caminhadas curtas, por exemplo.4
Apesar disso, respeite os seus limites e pare antes de se cansar. A quantidade certa de atividade deve fazer você se sentir melhor, não pior.4 Tome cuidado!
Os seus banhos continuam como de costume, tudo bem? A sua rotina de banhos pode ser retomada cerca de 2 dias após o procedimento. Não precisa ter medo de molhar o dispositivo.4
Outro aspecto muito importante da nossa vida é o lazer. Assim, sinta-se à vontade para viajar como quiser. Trajetos de carro, trem ou avião não devem representar perigo.4
Outra dica importante é se lembrar de informar às pessoas que você tem um marca-passo. Por isso, certifique-se de que todos os seus médicos, dentistas, enfermeiros, fisioterapeutas, técnicos de saúde e outros profissionais estejam cientes disso!4
O retorno às atividades sexuais pode variar de acordo com alguns fatores. Sendo assim, tire as suas dúvidas diretamente com o seu cardiologista, tudo bem?4
Outra mudança e cuidado na vida de quem tem marca-passo envolve as visitas a alguns lugares, como bancos ou aeroportos. Ao passar por detectores de metal, informe aos agentes de segurança que você tem o dispositivo, já que ele poderá ser detectado pelos sensores.4
Para fechar o nosso bate-papo, é hora de você conhecer alguns dos principais mitos (e também algumas verdades!) sobre o marca-passo. Tudo pronto? Continue para saber mais!
Dispositivos com campos magnéticos fortes ou eletrônicos específicos podem interferir no funcionamento do marca-passo. No entanto, a maioria dos aparelhos eletrônicos de uso cotidiano não causa problemas significativos, como é o caso de celulares e eletrodomésticos gerais.5
Sobre os celulares, a dica é usá-los no lado oposto do marca-passo.1 Além disso, há alguns marca-passos mais modernos que podem ser utilizados até mesmo em ressonâncias magnéticas.5
De modo geral, os marca-passos duram por muitos e muitos anos, mas algumas partes precisam ser substituídas com o passar do tempo. Um exemplo disso é a bateria.1,4
A saúde da bateria do seu dispositivo pode ser verificada em suas consultas de rotina, que costumam acontecer a cada 6 ou 12 meses, dependendo das necessidades da sua saúde e das recomendações médicas. Nelas, o profissional usará um dispositivo que verifica se a bateria precisa ou não ser trocada.4
Embora seja incomum, existe uma pequena chance de que um marca-passo pare de funcionar corretamente. Isso ocorre porque estamos lidando com um dispositivo eletrônico que, infelizmente, está sujeito a falhas.3
Algumas razões para esse evento são o deslocamento do cabo, falhas na bateria, problemas associados à exposição aos campos magnéticos e programação inadequada do dispositivo.3
Mas afinal, como identificar esse tipo de problema? Alguns sinais que indicam que o seu marca-passo está com problemas são alterações nos batimentos cardíacos, que podem ficar mais lentos ou mais rápidos que o normal, tonturas, soluços e sensação de desmaio. Em alguns casos, o desmaio pode chegar a acontecer.3
Ter um marca-passo não significa que você precise evitar atividades físicas. Na verdade, o exercício moderado é frequentemente recomendado para melhorar a saúde cardiovascular. No entanto, é essencial seguir algumas orientações para garantir que o exercício seja seguro e benéfico.6
Após a implantação do marca-passo, é aconselhável iniciar com caminhadas leves. Essa é uma forma excelente de começar a se exercitar.6 Não tenha pressa. A recuperação é feita um dia de cada vez!
À medida que se sentir mais confortável, aumente gradualmente o tempo e, posteriormente, a velocidade da caminhada. Até a 4ª ou 6ª semana, tente caminhar por 15-20 minutos de cada vez.6
Se caminhar não é viável ou você deseja variar os tipos de exercício, considere as seguintes opções (com a aprovação do seu profissional de saúde): natação ou hidroginástica. Atividades aquáticas são excelentes porque não sobrecarregam as articulações e proporcionam um exercício de corpo inteiro.6
Mas, atenção: antes de iniciar qualquer novo regime de exercícios, é crucial consultar seu cardiologista ou profissional de saúde. Ele pode fornecer orientações específicas baseadas na sua condição individual e no tipo de marca-passo que você tem.6
De todo modo, a recomendação é sempre conversar com o seu médico sobre os possíveis tratamentos para a sua condição. Ele poderá explicar as alternativas e mostrar como você pode lidar com o problema no dia a dia.
Gostou de saber mais sobre o marca-passo? A saúde do coração é fundamental para o nosso bem-estar, então, não deixe de se consultar regularmente com seu cardiologista!
Para mais informações e conteúdos sobre Cardiologia, temos um convite: acesse o blog A Vida Plena e veja as nossas outras postagens sobre o assunto!
Referências:
1. National Heart, Lung, and Blood Institute; NIH. Pacemakers [internet]. 24 mar. 2022. Disponível em: <https://www.nhlbi.nih.gov/health/pacemakers>. Acesso em: 7 jun. 2024.
2. Rey, N. A. Marcapasso cardíaco: indicações. Revista da Sociedade de Cardiologia do Rio Grande do Sul. Ano XVI, nº12, set./out./nov./dez. 2007. Disponível em: <http://sociedades.cardiol.br/sbc-rs/revista/2007/12/MARCAPASSO_CARDIACO_INDICACOES.pdf>. Acesso em: 7 jun. 2024.
3. NHS. Pacemaker implantation [internet]. 26 jul. 2022. Disponível em: <https://www.nhs.uk/conditions/pacemaker-implantation/what-happens/>. Acesso em: 7 jun. 2024.
4. American Heart Association. Living With Your Pacemaker [internet]. 28 nov. 2022. Disponível em: <https://www.heart.org/en/health-topics/arrhythmia/prevention–treatment-of-arrhythmia/living-with-your-pacemaker>. Acesso em: 7 jun. 2024.
5. BVS Atenção Primária em Saúde. Um usuário de marca-passo pode ter uma vida normal [internet]? 5 jul. 2016. Disponível em: <https://aps-repo.bvs.br/aps/um-usuario-de-marca-passo-pode-ter-uma-vida-normal/>. Acesso em: 7 jun. 2024.
6. British Heart Foundation. How do I start exercising again after a heart attack or heart surgery [internet]? Disponível em: <https://www.bhf.org.uk/informationsupport/heart-matters-magazine/activity/first-exercise-steps>. Acesso em: 7 jun. 2024.
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