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Publicado em: 3 de junho de 2025
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Antes de falar sobre a ação dos anticoagulantes, vamos entender um pouco como a coagulação funciona no nosso organismo?
O nosso corpo tem um sistema natural de defesa contra sangramentos chamado coagulação.¹
Quando você se machuca, o sangue forma um coágulo para estancar o sangramento, o que é essencial para a cicatrização. No entanto, quando essa coagulação acontece dentro dos vasos sanguíneos sem necessidade, pode levar a um quadro chamado trombose, que pode ser perigoso para a saúde.¹
Por isso, em algumas condições, como tromboembolismo venoso, problemas nas válvulas do coração ou fibrilação atrial, é necessário usar anticoagulantes. Esses medicamentos ajudam a evitar a formação de coágulos que poderiam levar a complicações graves, como Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou embolia pulmonar.¹
É importante lembrar que os anticoagulantes interagem com outros medicamentos, como anti-inflamatórios não hormonais e anticoncepcionais, além de álcool e certos alimentos. Isso significa que, se você precisar de atendimento médico de urgência, o profissional que lhe atender precisa saber que você faz uso desses medicamentos. Assim, ele pode evitar interações que possam trazer riscos.¹
Com isso em mente, elaboramos este artigo para mostrar a você como os anticoagulantes agem no tratamento cardíaco. Vamos lá?
Os anticoagulantes funcionam bloqueando pontos específicos no processo de coagulação, ou seja, eles ajudam a evitar a formação de novos coágulos e impedem que um coágulo já existente cresça mais.2
Aqui vai um alerta: os anticoagulantes não conseguem dissolver coágulos que já estão formados, mas auxiliam o corpo a lidar com eles de forma mais segura.2
Atualmente, existem medicamentos chamados anticoagulantes orais diretos (DOACs). Eles são mais práticos, têm menos risco de interação com outros medicamentos e são mais previsíveis.2
Com o envelhecimento, o risco de ter fibrilação atrial, que é um tipo de arritmia cardíaca, aumenta consideravelmente. Em pessoas com mais de 80 anos, esse problema pode afetar até 9% da população.3
Um dos aspectos mais perigosos da fibrilação atrial é que ela aumenta o risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC), também conhecido como derrame. Isso acontece porque, quando o coração bate de forma irregular, o sangue pode se acumular e formar coágulos dentro do coração, que podem se deslocar para o cérebro e causar um derrame.3
Agora, temos uma alternativa mais moderna: os novos anticoagulantes orais, que chamamos de DOACs. Esses medicamentos foram desenvolvidos para superar algumas das limitações de outros medicamentos comumente usados.3
Eles apresentam menos interações com alimentos ou outros remédios e começam a agir mais rápido. Isso significa que podem ser mais práticos para muitos pacientes.3
No entanto, como todo medicamento, os DOACs também têm seus pontos a considerar. Além de serem mais caros, ainda não se tem tanta experiência com eles em algumas situações, como quando precisamos reverter seus efeitos rapidamente.3
Também não sabemos qual deles é o melhor para a maioria das pessoas, porque os estudos não os compararam entre si.3
Mesmo assim, estudos mostram que os DOACs são eficazes para prevenir derrames e, em alguns casos, podem até reduzir mais o risco de certos tipos de sangramentos.3
Atualmente, existem vários medicamentos que ajudam a prevenir e tratar problemas de coagulação do sangue, especialmente em pacientes internados em estado grave.¹
O acompanhamento médico é muito importante, pois somente esse profissional pode oferecer as orientações necessárias para que o tratamento seja, de fato, eficiente.
Quando falamos em anticoagulantes, sabemos que existem várias opções, cada uma com seus pontos fortes e fracos. Esses medicamentos são especialmente importantes para pessoas que têm fibrilação atrial, uma forma de arritmia cardíaca comum que aumenta o risco de problemas como o AVC (derrame cerebral).3
No entanto, como qualquer remédio, eles têm riscos. Em média, de 2% a 8% dos pacientes podem apresentar algum tipo de sangramento ao longo do ano. Já entre 1% e 3% podem ter falhas no tratamento. Por isso, é fundamental que o médico avalie bem o momento certo de iniciar o uso e faça ajustes na dose, quando necessário.4
Esses medicamentos exigem um acompanhamento mais rigoroso, tanto clínico quanto laboratorial, para garantir que estão funcionando corretamente sem causar complicações. 4
Vale destacar que um dos pontos mais importantes para o sucesso do tratamento é seguir as orientações corretamente. Quando um paciente não toma o remédio como indicado, isso pode comprometer os resultados, aumentar os riscos de complicações e até gerar custos desnecessários com internações ou tratamentos emergenciais.4
Estudos mostram que pacientes que recebem mais informações e aprendem a monitorar melhor o uso do anticoagulante têm menos complicações — isso é especialmente importante para quem tem uma válvula cardíaca mecânica, já que o uso desses medicamentos será contínuo, por toda a vida.4
Entender o papel dos anticoagulantes no tratamento cardíaco é fundamental para garantir uma abordagem segura e eficaz na prevenção e no manejo de condições graves. Esses medicamentos são indispensáveis para equilibrar a coagulação do sangue, reduzindo o risco de complicações como infarto e derrame, sem causar sangramentos excessivos.
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Artigo elaborado em: 06 Jan de 2024.
*Parágrafos não referenciados correspondem à opinião e/ou prática clínica do autor.
*As opiniões emitidas pelo(a) especialista são independentes e, necessariamente, não refletem a opinião da Libbs.
Referências
1. Borlina LP, Silva ELC, Ghislandi C, Timi JRR. Conhecimento sobre anticoagulantes orais e seu manejo por médicos de pronto atendimento. Jornal Vascular Brasileiro. 2010;9:24-28.
2. Myers K, Lyden A. A Review on the New and Old Anticoagulants. Orthop Nurs. 2019 Jan/Feb;38(1):43-52.
3. López-López JA, Sterne JAC, Thom HHZ, Higgins JPT, Hingorani AD, Okoli GN, Davies PA, Bodalia PN, Bryden PA, Welton NJ, Hollingworth W, Caldwell DM, Savović J, Dias S, Salisbury C, Eaton D, Stephens-Boal A, Sofat R. Oral anticoagulants for prevention of stroke in atrial fibrillation: systematic review, network meta-analysis, and cost effectiveness analysis. BMJ. 2017 Nov 28;359:j5058.
4. Esmerio FG, Souza EN, Leiria TL, Lunell R, Moraes MA. Uso crônico de anticoagulante oral: implicações para o controle de níveis adequados. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. 2009;93:549-554.
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