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Publicado em: 23 de dezembro de 2025
Os excessos fazem parte da vida. Quem nunca comemorou demais em um casamento, se refugiou na comida durante um Natal complicado ou aproveitou cada impulso festivo do carnaval? Embora naturais em momentos de celebração, esses exageros podem trazer riscos¹.
O consumo elevado de sal, álcool e gorduras interfere diretamente na saúde cardiovascular2-5 e merece atenção “em qualquer idade”, explica o cardiologista Dr. Jairo Lins Borges (CRM-SP 46977). Entender esses efeitos é essencial para quem busca controlar a pressão alta, o colesterol e cuidar do coração mesmo nos momentos de festa.
Segundo o Dr. Jairo, comer demais coloca uma carga significativa sobre o coração e aumenta o risco de doenças cardíacas, insuficiência cardíaca e danos vasculares.
Se um hábito, esse excesso favorece o ganho de peso e desencadeia uma série de mudanças que afetam o coração direta e indiretamente. Entre essas alterações estão o aumento da pressão arterial, transformações estruturais no coração, processos inflamatórios e maior risco de insuficiência cardíaca, arritmias e aterosclerose2,3.
Outro ponto preocupante da alimentação exagerada é a ingestão elevada de sódio. O sódio em excesso aumenta a pressão arterial e pode provocar efeitos cardiovasculares prejudiciais4.
Além disso, o aumento da pressão também afeta negativamente os vasos sanguíneos, coração, rins e pode interferir em tratamentos4. “Para quem já tem problemas para controlar a pressão, a ingestão exagerada de sódio pode reduzir o efeito de medicamentos anti hipertensivos, colocando a pessoa em risco”, alerta o médico.
Estudos mostram que o período do Natal e Ano Novo está associado a um aumento de mortes por problemas cardiovasculares, um fenômeno chamado pelos cientistas de “Christmas Holiday Effect” – “Efeito do Feriado de Natal”, em tradução livre¹.
O fenômeno representa um risco aumentado de infarto agudo do miocárdio (IAM), o tipo mais comum de ataque cardíaco, no período. Em um estudo observacional sueco, foi apontado um aumento no risco geral de IAM de 15% durante as festas6.
Esse cenário tem múltiplas explicações, mas os pesquisadores apontam principalmente fatores típicos do período, como mudanças no padrão alimentar e aumento no consumo de bebidas alcoólicas6.
Os efeitos do álcool sobre a saúde têm sido estudados por décadas, e hoje há consenso científico: não existe uma quantidade considerada segura para o consumo5.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), qualquer dose já é suficiente para gerar algum nível de impacto no organismo. Isso significa que o risco começa no primeiro gole, e aumenta conforme a ingestão cresce. Para quem busca se proteger, a relação é clara: quanto menos se bebe, mais segura é a escolha5.
No sistema cardiovascular, esses efeitos aparecem de diferentes maneiras, especialmente quando o consumo aumenta durante festas e comemorações¹. Os impactos do álcool no coração incluem7:
Em casos de consumo muito elevado, o Dr. Jairo também alerta para o risco crescente de morte súbita por infarto. Por conta dos diversos efeitos nocivos do álcool no coração, o médico orienta: “beber com moderação é crucial para cuidar da saúde cardiovascular em momentos de festas, quando a ingestão tende a aumentar pelos encontros sociais, principalmente para quem já convive com condições cardíacas.”
Em momentos de comemorações, é comum que as pessoas abusem da comida e bebidas alcoólicas¹. Excessos que, como vimos, são potenciais inimigos da saúde cardiovascular1-7. Por isso, o médico destaca algumas orientações para aproveitar os momentos especiais sem descuidar do coração.
A primeira recomendação, segundo o Dr. Jairo, é evitar o consumo excessivo desses alimentos e priorizar preparações com verduras, legumes, raízes, grãos e carnes mais magras. “Comer tudo de uma vez também sobrecarrega o organismo. Além de maneirar em alimentos gordurosos, procure fazer refeições mais espaçadas e em porções menores para ajudar a reduzir o impacto.” Pular refeições também não é indicado, pois favorece exageros posteriores, diz o médico.
No caso do álcool, a moderação deve sempre estar em foco. “Intercalar cada dose com água é essencial. Contribui para manter a hidratação e reduz os efeitos do álcool no coração.” Além disso, o médico recomenda dormir bem e praticar atividade física antes e depois das festas, o que ajuda o organismo a manter um equilíbrio importante para a saúde cardiovascular.
“É possível aproveitar o fim de ano e outras celebrações sem abrir mão dos cuidados essenciais com o coração”, completa o Dr. Jairo.
*Parágrafos não referenciados correspondem à opinião e/ou prática clínica do autor
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