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Publicado em: 28 de outubro de 2025
Será que faz tanta diferença assim saber se o diabetes é tipo 1 ou tipo 2? No fim das contas, diabetes é diabetes, não é? Um problema em que o corpo que não consegue processar a glicose.
Bom, não exatamente.
Entender qual tipo de diabetes você (ou alguém próximo) tem é fundamental para saber o que está acontecendo com o corpo, por que está acontecendo e, o mais importante, como tratar a condição da forma certa. Cada tipo tem suas particularidades que devem ser compreendidas para um tratamento e controle eficaz da doença.
Mas, primeiro, vamos entender o que é o diabetes.
Veja também: Doenças cardiovasculares: como detectar precocemente? Alimentos que ajudam a controlar o colesterol
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Nosso corpo usa a glicose, um tipo de açúcar, como principal fonte de energia. Esse açúcar vem principalmente da alimentação e da produção feita pelo fígado em momentos necessários para equilibrar os níveis de glicose no sangue. ¹
Uma vez na corrente sanguínea, a glicose fica disponível para todas as outras células do corpo, que a usam para performar todas as suas funções. No entanto, para que a glicose saia do sangue e chegue até as células, o corpo precisa da insulina, um hormônio fabricado pelo pâncreas¹.
A insulina é fabricada por células pancreáticas chamadas de islet cells. Em condições normais, o pâncreas produz insulina na medida certa, ajudando a glicose a entrar nas células e manter os níveis de açúcar equilibrados. ¹
Quando essas células param de funcionar, o corpo deixa de produzir o hormônio corretamente, causando o diabetes.¹
A principal diferença entre o diabetes tipo 1 e tipo 2 é o motivo pelo qual o pâncreas deixa de produzir a insulina2-3.
O diabetes tipo 1 representa cerca de 8% dos casos e está relacionada a uma resposta autoimune do corpo. Isso significa que o próprio sistema imunológico da pessoa ataca e destrói as islet cells responsáveis pela insulina³.
Sem insulina, a glicose fica no sangue, sem conseguir entrar nas células, causando hiperglicemia, fraqueza, cansaço e outros sintomas².
Por conta da característica autoimune, essa versão da doença costuma aparecer na infância ou adolescência, embora possa surgir em qualquer idade³.
No tipo 2, que representa 90% dos casos, o corpo até produz insulina, mas não o suficiente. Além disso, as células do organismo passam a não responder bem ao hormônio. É o que chamamos de resistência à insulina².
Essa versão da doença se desenvolve ao longo de vários anos e está frequentemente relacionada ao estilo de vida, como sedentarismo e alimentação rica em açúcares e carboidratos³.
Mesmo assim, em ambos os tipos de diabetes o resultado é o mesmo: excesso de glicose no sangue e risco para a saúde. O que muda são as causas, os sintomas e as formas de tratar.1
Os fatores de risco para diabetes tipo 1 ainda não são totalmente conhecidos. Mas sabe-se que histórico familiar, idade (especialmente infância e adolescência) e fatores genéticos aumentam as chances de desenvolver o tipo 1².
Já no diabetes tipo 2, os fatores de risco estão mais bem definidos²:
Além disso, pessoas com diabetes tipo 1 não estão imunes ao tipo 2. De acordo com o cardiologista Dr. Jairo Lins Borges (CRM 46977), um estilo de vida com uma alimentação desbalanceada e sedentarismo pode levar à pessoa a desenvolver resistência à insulina, obesidade e, por fim, diabetes.
Os sintomas do diabetes tipo 1 costumam surgir de forma rápida. Já no tipo 2, eles aparecem de forma mais lenta e, muitas vezes, passam despercebidos³.
Entre os sinais mais comuns dos dois tipos da doença estão¹:
No tipo 2, também podem surgir¹:
A longo prazo, as complicações do diabetes tipo 1 e tipo 2 são semelhantes, mas, no curto prazo, o tipo 1 oferece mais riscos imediatos, como a hipoglicemia severa².
Quando não tratada, a diabetes pode causar um acúmulo de glicose no sangue, o que prejudica órgãos vitais como vasos sanguíneos, coração, rins, olhos e nervos, podendo levar à falência dessas estruturas. ¹
Além disso, esse descontrole pode desencadear uma condição grave chamada cetoacidose diabética, um desequilíbrio metabólico que ocorre quando o corpo, sem acesso à glicose, passa a usar gordura como fonte de energia. Isso gera a produção de ácidos chamados cetonas, que se acumulam no sangue e podem levar ao coma e, em casos graves, à morte. ¹
Os principais sintomas da cetoacidose incluem náuseas, vômitos, dor abdominal, desidratação, sonolência, respiração acelerada e profunda, boca e pele secas, hálito com odor frutado, pulso rápido e pressão arterial baixa.¹
Uma das complicações mais comuns e incapacitantes do diabetes é a neuropatia periférica, condição em que os nervos que ligam o cérebro e a medula ao resto do corpo são danificados. Isso acontece porque a glicemia elevada compromete o metabolismo celular e reduz a capacidade do organismo de eliminar radicais livres, afetando especialmente os neurônios.4-5
A neuropatia pode causar perda de sensibilidade, especialmente, como o nome diz, dos membros periféricos: braços, mãos, pernas e pés. Sintomas dessa condição incluem formigamento, dores, diminuição da mobilidade e até isolamento social, afetando de forma profunda a qualidade de vida.4-5
Estima-se que essa complicação seja responsável por cerca de dois terços das amputações não traumáticas, ou seja, aquelas que não são causadas por acidentes ou fatores externos.4
Além disso, o diabetes mal controlado favorece o desenvolvimento da doença arterial periférica, que reduz o fluxo sanguíneo nas extremidades do corpo, como os pés. Quando combinada com a perda de sensibilidade provocada pela neuropatia, essa condição aumenta o risco de lesões que, se despercebidas, evoluem para infecções e podem levar a amputações. 4
“O diabetes é uma doença sem cura, mas que pode ser controlada de forma muito efetiva com o acompanhamento médico adequado e ajustes no estilo de vida”, afirma o Dr. Jairo Lins Borges.
Por terem causas diferentes, os dois tipos de diabetes também são tratados de formas distintas. No tratamento do diabetes tipo 1 o uso diário de insulina é uma exigência. Isso inclui o controle da alimentação (principalmente carboidratos e açúcares) e o ajuste constante das doses de insulina para manter a glicemia sob controle.³
No diabetes tipo 2, o tratamento pode variar. Em casos leves, o controle pode ser feito apenas com mudanças no estilo de vida, como na alimentação, prática de exercícios e controle do peso²,3.
À medida que o tempo passa, o pâncreas pode reduzir ainda mais a produção de insulina, agravando a doença. Nesses casos, o uso de medicamentos orais ou injeções de insulina pode se tornar necessário².
Por ser uma doença autoimune e ter causas ainda pouco conhecidas pela medicina, não há formas de prevenir o diabetes tipo 1. ³
O tipo 2, no entanto, pode ser prevenido e até colocado em remissão com mudanças consistentes de hábitos³.
Algumas formas de reduzir o risco incluem³:
Mesmo quando a condição não pode ser evitada, “o diagnóstico precoce e o tratamento correto ajudam a manter a qualidade de vida e prevenir complicações”, completa o Dr. Borges.
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