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Publicado em: 15 de fevereiro de 2024
Assuntos abordados
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A dor é uma experiência com a qual todo mundo já lidou em algum momento da vida. A dor crônica, por exemplo é considerada como um problema de saúde pública.1
Quando acontece de forma crônica, ou seja, se estende por um período mais longo do que o esperado, a dor pode prejudicar a qualidade de vida.1 Pesquisas recentes apontam que, no Brasil, a dor crônica afeta em torno de 30% da população.2
Nesta publicação, vamos entender melhor o que é dor crônica, suas causas comuns, como ela afeta a saúde e quais são as opções de tratamento disponíveis.
A dor é uma sensação física desagradável que pode ocorrer em diferentes partes do corpo e que, geralmente, resulta de danos nos nossos tecidos, como lesões, inflamações e queimaduras. Alterações no sistema nervoso também podem desencadeá-las.3
Além disso, é relevante ressaltar que há uma relação entre o estado emocional de uma pessoa e a percepção da dor. A presença de ansiedade ou depressão pode influenciar a intensidade e a duração do desconforto. De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID)4, a dor crônica é aquela que ocorre por um tempo igual ou maior a seis meses.5
Em alguns casos, como quando temos dores frequentes na cabeça ou na região abdominal, pode ser difícil identificar as causas desses incômodos.6
Nessas circunstâncias, ocorre uma grande influência dos fatores psicológicos, que podem fazer a dor parecer ainda pior do que realmente é. Aliás, a dor crônica pode se associar a problemas psicológicos, como depressão e ansiedade.7
A dor crônica pode afetar a saúde do nosso corpo de várias maneiras. Ela provoca cansaço, diminui a qualidade do sono e o apetite, mudanças nos hábitos alimentares e pode comprometer o desempenho no trabalho. 8
Como é constante, é comum que os pacientes passem a se sentir deprimidos e ansiosos. Isso pode levar ao isolamento e ao afastamento de redes de apoio, como amigos e familiares.9
As dores crônicas podem fazer parte dos sintomas de diferentes tipos de doenças e condições de saúde, como é o caso da fibromialgia. Segundo pesquisas, essa doença afeta de 2% a 3% da população.10 Costuma atingir mais as mulheres. No entanto, com o avanço de critérios de diagnóstico, mais homens estão sendo diagnosticados.11
Apesar de não se saber exatamente como a fibromialgia surge, acredita-se que seja uma síndrome que envolve a hiperirritabilidade do sistema nervoso central. Isso significa que as vias que processam a dor ficam mais sensíveis e reagem exageradamente a estímulos.12
No Brasil, as queixas de dor são responsáveis por cerca de um terço da busca de pacientes por atendimento médico. Quando ocorrem de maneira crônica, as dores são consideradas problemas complexos que exigem tratamentos multifacetados e específicos para cada caso.13
Existem muitos tratamentos para o alívio da dor mais agudamente, como analgésicos e antiinflamatórios, porém na dor crônica é comum de analgésicos adjuvantes que agem como moduladores da dor, como é o caso de certos antidepressivos e anticonvulsivantes.14
Em muitos casos, é necessário usar mais de um tipo de analgésico para tratar a dor crônica. Analgésicos adjuvantes são frequentemente usados para tratar a dor neuropática.14
Analgésicos opioides são úteis para tratar a dor crônica em pacientes com câncer ou outras doenças terminais. No entanto, não há evidências suficientes para usar tais medicamentos a longo prazo para tratar a dor crônica em pacientes com doenças não terminais, pois podem gerar abuso. Geralmente, tratamentos não farmacológicos e não opioides são preferidos.14
Para pacientes que sofrem de dor crônica, diferentes formas de fisioterapia e terapia ocupacional podem ser muito benéficas. Técnicas como a estimulação física de pontos-gatilho miofasciais ou o uso de baixas correntes elétricas com uma oscilação de baixa frequência podem ajudar no alívio da dor.15
Na terapia cognitivo-comportamental (TCC) para o tratamento da dor crônica, o paciente aprende a lidar e a reduzir a dor por meio de técnicas de gestão da dor aliadas a outros tipos de intervenções, como as técnicas de relaxamento e de resolução de problemas. 16
É importante lembrar também que a dor crônica não é apenas um desconforto passageiro. Ela pode afetar bastante a qualidade de vida, levando a problemas emocionais e sociais. 16 Por isso, é essencial buscar tratamento adequado e formas de lidar com ela para aliviar o incômodo e, assim, melhorar a saúde e o bem-estar de modo geral.
E já que citamos uma condição que amplifica as sensações dolorosas pelo corpo, continue conosco e saiba tudo sobre a síndrome de fibromialgia!
Referências:
1. Revista de Enfermagem. Prevalência de dor crônica em adultos. 2006. Disponível em <https://www.scielo.br/j/reben/a/JTJhBrgCTsMYjPhKxK6tbXN/?lang=pt>. Acesso no dia 16 de agosto de 2023.
2. Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor, Cipriano, A., Benzecry De Almeida, D., & Vall, J. (n.d.). ARTIGO ORIGINAL. Recuperado de https://www.scielo.br/j/rdor/a/rXLPJwZj43Lb3yvqHcNCWGc/?lang=pt&format=pdf
3. Pires, F. de O., Pontes-Silva, A., Mostarda, C. T., Souza, S. A. R. de, Jesus, S. F. C. de, & Filho, A. V. D. (2022). Dor: abordagens biomédica e biopsicossocial. Editora CRV. Disponível em: https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=7aqJEAAAQBAJ&oi=fnd&pg=PT21&dq=A+dor+%C3%A9+uma+sensa%C3%A7%C3%A3o+f%C3%ADsica+desagrad%C3%A1vel+que+pode+ocorrer+em+diferentes+partes+do+corpo+e+que.
4. Braga, A. da C., & Souza, F. L. D. (2016). Transtornos psicológicos associados à disfunção temporomandibular. Psicologia e Saúde em Debate, 2(1), 100-120. https://doi.org/10.22289/2446-922x.v2n1a6.
5. Cad, S., Pública, R., & De, J. (2007). Prevalência e caracterização da dor crônica em idosos não institucionalizados Prevalence and characterization of chronic pain among the elderly living in the community. Cadernos de Saúde Pública, 23(5), 1151-1160. https://www.scielosp.org/pdf/csp/2007.v23n5/1151-1160/pt
6. Martins, R. C., Rodrigues, G. M., & Monteiro, E. M. (2021). Meditação como tratamento de dores crônicas. Revista Liberum Accessum, 10(2), 30-35. https://revista.liberumaccesum.com.br/index.php/RLA/article/view/126/111
7. Antonechen, A. C., & Dóro, M. P. (2016). Qualidade de vida, ansiedade e depressão em pacientes da hemato-onco com dor crônica. Saúde (Santa Maria), 42(1), 225. https://doi.org/10.5902/2236583419001
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9. GALVEZ-SÁNCHEZ, C. M.; REYES DEL PASO, G. A. Diagnostic criteria for fibromyalgia: Critical review and future perspectives. J Clin Med 9 (4): 1219, 2020.
10. Souza, D., & Da, F. (n.d.). O alarme que precisa ser “regulado”: fibromialgia, representações e conhecimento médico. Retrieved June 1, 2023, from https://www.snh2013.anpuh.org/resources/anais/27/1364483797_ARQUIVO_danielle-revisto.pdf.
11. Freitas, R. P. de A., Andrade, S. C. de, Spyrides, M. H. C., Micussi, M. T. A. B. C., & Sousa, M. B. C. de. (2017). Impacto do apoio social sobre os sintomas de mulheres brasileiras com fibromialgia. Revista Brasileira de Reumatologia, 57(3), 197-203. https://doi.org/10.1016/j.rbr.2016.05.002
12. Gomes, M. J. de A., Figueiredo, B. Q. de, Santos, B. D., Soares, C. A. V. D., Resende, G. B. de O., Carneiro, H. L., Cunha, I. A. M. F., Neto, J. C. da S., Oliveira, U. D. de, & Ribeiro, W. de C. (2022). Possíveis hipóteses fisiopatológicas da fibromialgia: uma revisão integrativa de literatura. Research, Society and Development, 11(7), e15911729806-e15911729806. https://doi.org/10.33448/rsd-v11i7.29806
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16. Daniela, P., & Gonçalves, B. (n.d.). Escola Superior de Enfermagem do Porto Curso de Mestrado em Enfermagem Médico-cirúrgica. Recuperado de https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/10875/4/Disserta%C3%A7%C3%A3o%20de%20Mestrado%20Patr%C3%ADcia%20Gon%C3%A7alves.pdf
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