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Publicado em: 9 de dezembro de 2021
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Uma dor se torna crônica quando persiste por mais de três meses, segundo a Sociedade Brasileira de Estudos da Dor. Já imaginou sentir dor a todo momento, todos os dias, por longos períodos? Bem mais comum do que a gente pensa, a dor crônica é um problema que afeta cerca de 37% dos brasileiros e pode ter graves consequências relacionadas à saúde mental, biológica e até mesmo social dos indivíduos.
Geralmente associadas às disfunções no sistema nervoso e/ou disfunções nas fibras nervosas do local afetado pela dor, as dores crônicas também podem surgir em decorrência de alguma doença crônica, como artrite reumatoide, artrose, fibromialgia ou câncer.
Em outros casos, as queixas mais frequentes são de dores na região lombar da coluna, nas articulações, enxaquecas, dores no pescoço e dores de cabeça em geral. Cada uma delas exige um tratamento específico, o que muitas vezes não acontece quando o paciente, que sente dor o tempo todo, recorre à automedicação. Dessa forma, analgésicos, relaxantes musculares e anti-inflamatórios entram em cena e podem até mascarar sintomas que apontam para um problema mais grave.
A dor é um dos maiores causadores de sofrimento e existem três tipos distintos. A dor aguda é caracterizada por períodos curtos de dor associada a lesões, inflamações, traumas e outros. A dor crônica, por sua vez, é de longa duração, podendo persistir por anos e causar danos que incapacitam os pacientes e comprometem sua qualidade de vida. Já a dor recorrente é presente em períodos curtos de duração, que se repetem durante vários momentos da vida de um indivíduo.
A dor crônica e a depressão estão intimamente ligadas. A depressão pode surgir em decorrência de longos períodos de dores crônicas, assim como as dores crônicas podem surgir em decorrência de uma depressão. Por esse motivo, é sempre importante o acompanhamento de um profissional de saúde mental no tratamento de casos de dores crônicas, e o mesmo vale para quando a dor é causada pela depressão (é preciso o acompanhamento de um especialista).
O tratamento de dores crônicas é específico para cada tipo de dor e deve ser sempre supervisionado por um médico. Dessa forma, se houver a persistência da dor, é indispensável a procura por atendimento e tratamento médico, para a avaliação do quadro, num geral. Sendo um tratamento específico e personalizado de acordo com o histórico de cada um, de maneira geral, o tratamento consiste no uso de remédios, bem como no acompanhamento terapêutico.
Quer saber mais sobre a dor crônica? Baixe o livro “Lidando melhor com minhas dores crônicas”, escrito pela psicóloga Adrianna Loduca com apoio da Libbs.
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