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O diabetes é uma condição que a gente conhece há muito, muito tempo — há registros de milhares de anos atrás! Um médico da antiguidade chamado Aretaeus da Capadócia fez uma descrição bem interessante: ele dizia que as pessoas com diabetes pareciam “se desfazer em líquido” porque tudo que bebiam saía rapidamente do corpo, como se fosse por um sifão.¹ 

Aliás, a palavra “diabetes” vem do grego e significa exatamente isso: sifão. Hoje, com a medicina moderna, entendemos que aqueles sintomas que ele observou, como muita sede, muita urina, desidratação, perda de peso e fome excessiva, são características típicas do Diabetes tipo 1.¹

Quando o nível de açúcar no sangue fica muito alto, o corpo precisa de mais água para ajudar a eliminar esse excesso de açúcar pela urina. É como se o organismo ficasse sobrecarregado e precisasse de uma ajuda extra para funcionar direito.²

Por isso, é importante beber bastante água, que é sempre a melhor opção para se manter hidratado. Outros líquidos sem açúcar também ajudam, mas o mais importante é evitar a desidratação, que pode complicar ainda mais a situação da pessoa diabética.²

Neste artigo aprofundaremos este assunto, mostrando como a desidratação acontece em quem tem diabetes e o que é possível fazer para manter a hidratação em dia. Continue a leitura e confira!

Como a desidratação acontece em pessoas com diabetes?

“Quando o diabetes não está bem controlado, o nível de açúcar no sangue pode ficar muito alto. Isso faz com que o corpo tente eliminar esse excesso de açúcar pela urina. O problema é que, ao fazer isso, ele também acaba perdendo muita água, o que pode deixar a pessoa desidratada”, explica Dr. Afonso Esteves Penazzo, CRM 190299, otorrinolaringologista e consultor da Libbs.

As disfunções da bexiga afetam mais da metade das pessoas com diabetes. Isso mesmo, mais de 50%!³

Essas questões podem incluir uma série de sintomas desconfortáveis, como: ³

  • urgência para ir ao banheiro;
  • aumento da frequência urinária — inclusive aquelas idas noturnas ao toalete;
  • incontinência urinária.

Muitas vezes, esses sintomas são silenciosos, o que significa que os pacientes não percebem que algo está errado.³

No entanto, quando falamos de diabetes, a disfunção urinária pode ser um pouco mais complicada. Por exemplo, as infecções do trato urinário são bem comuns e podem ocorrer até três a quatro vezes mais do que em quem não tem diabetes.³

No caso dos homens, eles também enfrentam problemas, como a hiperplasia prostática benigna, que traz sintomas como dificuldade para começar a urinar ou jato fraco.³

Já para as mulheres, a incontinência urinária se torna uma preocupação maior, com uma prevalência que pode ser de 50% a 200% em comparação com mulheres que têm níveis normais de glicose no sangue.³

No geral, é importante ter em mente que as disfunções urinárias são mais comuns entre pessoas com diabetes. Portanto, é essencial que tanto pacientes quanto profissionais de saúde fiquem atentos a esses sintomas.³

O que fazer para melhorar a hidratação?

Confira as dicas que separamos para você que vão te ajudar a manter a hidratação em dia.

Hidratação adequada

A água é fundamental para o nosso corpo, pois ajuda em quase tudo o que acontece dentro dele. Ela é responsável por:4

  • regular nossa temperatura;
  • ajudar nas reações químicas;
  • manter o volume de sangue adequado;
  • transportar nutrientes;
  • eliminar toxinas. 

Quando não bebemos água suficientemente, nosso organismo pode ficar “fora de equilíbrio”, e isso pode prejudicar nossa saúde de várias formas.4 

Sem a quantidade de água ideal, sentimos mais cansaço, nossa pele pode ficar ressecada e até mesmo nosso raciocínio fica mais lento. Além disso, os órgãos internos, como rins e intestinos, podem ter mais dificuldade para funcionar corretamente, o que aumenta o risco de problemas a longo prazo.4

Hidratação nasal 

“Essa falta de água no corpo pode até ressecar as mucosas do nariz, que são as partes internas das narinas responsáveis por manter o ambiente úmido e protegido. Por isso, é muito importante manter os níveis de açúcar sob controle e beber bastante água para evitar esses problemas”, destaca Dra Maura Neves.

A lavagem nasal é uma prática interessante. Ela pode parecer algo complicada, mas na verdade é bem simples, segura e até bem aceita até mesmo pelas crianças! 5

Você pode fazer isso de várias maneiras: usando jatos nasais ou seringas. Basicamente, você dará um “banho no nariz”!5

Nos últimos anos, as pessoas começaram a perceber os benefícios dessa prática para prevenir e tratar problemas nasais, como rinossinusites e rinites, além de ajudar nas questões de olfato e de sangramento.5

A lavagem nasal ajuda a manter a mucosa do nariz hidratada, especialmente em lugares em que o ar é seco ou poluído.5

Da mesma forma, a hidratação com gel nasal é ainda mais eficaz para prevenir o ressecamento. Isso acontece porque o gel adere à mucosa nasal, proporcionando uma hidratação duradoura.6

Maxidrate®, por exemplo, é um gel nasal que ajuda a prevenir e tratar o ressecamento da mucosa nasal, promovendo mais hidratação e conforto na respiração. É útil em várias situações, como resfriados, alergias, climas secos, poluição e ambiente com ar condicionado.7

Entre os seus principais benefícios podemos citar:7

  • hidratação da mucosa nasal ressecada e irritada, tanto em crianças quanto em adultos;
  • auxilia na prevenção de formação de crostas e sangramentos causados pelo ressecamento;
  • possibilidade de ser usado diariamente para manter a hidratação nasal e auxiliar na prevenção de doenças respiratórias. Vale destacar que a frequência das aplicações pode ser ajustada conforme necessário.

“Entender a relação entre diabetes e a desidratação é fundamental para que os pacientes adotem hábitos que ajudam a se manter hidratados todos os dias e garantir o seu bem-estar geral. Cuidando do consumo de água, é possível diminuir o desconforto e o risco de complicações relacionadas” finaliza Dra Maura Neves.

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* Parágrafos não referenciados correspondem à opinião e/ou prática clínica do autor.

*As opiniões emitidas pelo(a) especialista são independentes e, necessariamente, não refletem a opinião da Libbs.

Artigo elaborado em 09 de Janeiro de 2025.

Referências:

1. Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). A saga dos adultos com glicemia descontrolada [internet]. Disponível em: https://diabetes.org.br/a-saga-dos-adultos-com-glicemia-descontrolada/. Acesso em 09 jan 2025.

2. American Diabetes Association (ADA). Caring for People with Diabetes in Emergency Situations [internet]. Disponível em: https://diabetes.org/tools-resources/disaster-relief/caring-people-diabetes-emergency. Acesso em 09 jan 2025.

3. Oliveira SKPD, Assunção JDS, Silveira ABMD, Pinho VA. PRINCIPAIS DISFUNÇÕES URINÁRIAS EM PACIENTES COM DIABETES MELLITUS [Internet]. Disponível em: https://anais.sobest.com.br/cpe/article/view/128. Acesso em 09 jan 2025.

4. Liska D, Mah E, Brisbois T, Barrios PL, Baker LB, Spriet LL. Narrative Review of Hydration and Selected Health Outcomes in the General Population. Nutrients. 2019 Jan 1;11(1):70.

5. Roithmann, R. et al. MANUAL DE LAVAGEM NASAL NA CRIANÇA E NO ADULTO [internet]. Disponível em https://aborlccf.org.br/wp-content/uploads/2022/11/1669816618_Manual_de_lavagem_nasal-v2.pdf. Acesso em 09 jan 2025.

6. Neves MCD, Romano FR, Filho SG. New Ringer’s Lactate Gel Formulation on Nasal Comfort and Humidification. Braz J Otorhinolaryngol. 2018; 85(6):746-752.
7. Maxidrate®. São Paulo: Libbs Farmacêutica Ltda. Bula do medicamento. Disponível em: https://www.libbs.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Maxidrate_Paciente_V.12-24.pdf