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Publicado em: 9 de abril de 2026
O nascimento prematuro é uma realidade que afeta milhões de famílias em todo o mundo. Estima-se que 13,4 milhões de bebês tenham nascido antes de completar 37 semanas de gestação em 2020. Complicações no parto prematuro são a principal causa global de mortalidade infantil antes dos cinco anos de idade.1,2
No ranking mundial dos países com mais nascimentos prematuros, o Brasil ocupa o 10º lugar. Por isso, é natural que pais e responsáveis se preocupem com o desenvolvimento dos bebês que vieram cedo demais.3
À medida que crescem, os prematuros apresentam maior risco de enfrentar desafios de aprendizagem, deficiências motoras, infecções respiratórias crônicas e até doenças cardiovasculares ou diabetes, quando comparados a bebês a termo, isto é, aqueles nascidos no tempo previsto ou considerado normal.2
No Brasil, cerca de 340 mil bebês nascem prematuros todos os anos, o que equivale a 931 por dia, ou seis a cada dez minutos³.
De acordo com a definição médica, a idade gestacional dos bebês a termo é de 37 a 42 semanas2. Já os prematuros são considerados os bebês nascidos vivos antes das 37 semanas completas de gestação¹.
Existem subcategorias de prematuridade, conforme a idade gestacional:1
Os bebês podem nascer antes do tempo por diversos motivos. A maioria dos casos é espontânea, mas há situações em que o parto é antecipado por indicação médica, seja por infecções, complicações gestacionais ou condições de saúde da mãe, como hipertensão e diabetes¹. “Em muitos casos, a causa específica do parto prematuro não é identificada. Por isso, o mais importante nesse momento é que a mãe não sinta culpa e insegurança, podendo focar naquela nova vida que vai precisar de toda a atenção”, diz o ginecologista Dr. Vitor Maga (Vitor Henrique de Oliveira – CRM 185.033; RQE 92064).
Entre as principais diferenças dos bebês prematuros para os nascidos a termo estão:³,4
Segundo o Dr. Maga, o bebê irá apresentar ritmo de desenvolvimento equivalente ao grau da prematuridade, ou seja, quanto menos semanas de gestação, mais pode demorar para que alguns marcos de desenvolvimento sejam alcançados. Ainda assim, “é importante ressaltar que mesmo para crianças nascidas a termo ocorre variação na aquisição das habilidades, de acordo com o ritmo de cada criança, dentro do considerado normal”, explica o especialista.
O Ministério da Saúde orienta que, no caso de bebês prematuros, a avaliação do desenvolvimento deve ser feita com base na idade corrigida durante os dois primeiros anos de vida².
A idade corrigida ajusta a contagem de tempo de acordo com o grau de prematuridade. Por exemplo: se um bebê nasceu dois meses antes do previsto, ele será avaliado como se tivesse dois meses a menos. Dessa forma, a comparação do desenvolvimento considera o que seria esperado biologicamente para um bebê que completou a gestação completa.6
Conforme explica o Dr. Maga, “idade cronológica é a que considera a data de nascimento. A idade corrigida é ajustada pelo grau de prematuridade. Por exemplo: a criança que nasce no dia 1º de agosto, com 32 semanas de gestação, estará, em 1º de novembro, com três meses de idade cronológica e um mês de idade corrigida. Isso porque ela nasceu dois meses (oito semanas) antes da idade gestacional padrão de referência de 40 semanas.”
Em geral, os bebês prematuros levam mais tempo para alcançar os marcos do desenvolvimento, como firmar a cabeça, sentar-se sem apoio ou começar a andar³.
No entanto, como explicou o Dr. Maga, a “demora” no amadurecimento não significa um atraso e sim que o bebê acaba terminando o desenvolvimento que deveria ter acontecido na gestação fora da barriga da mãe.
Por isso, nos primeiros meses, o bebê prematuro pode passar longos períodos dormindo e, quando acordado, buscar alimentação, o que varia conforme o grau de prematuridade. Durante os momentos de interação, os pais podem estimular o desenvolvimento da linguagem por meio da voz, do toque e do aconchego no colo, especialmente na posição canguru (contato pele a pele)³.
Para avaliar como bebês nascidos prematuros se desenvolvem, um estudo de pesquisadores da USP avaliou 42 bebês nascidos antes de 34 semanas e com peso igual ou inferior a 1.500g, um grupo considerado de alto risco para atrasos no desenvolvimento. As avaliações, feitas por meio da Escala de Desenvolvimento do Comportamento da Criança (EDCC), mostraram que, aos seis meses de idade corrigida, cerca de 70% dos bebês apresentaram desempenho bom ou excelente em todas as áreas5.
Por outro lado, entre 19% e 27% apresentaram sinais de risco ou atraso em algumas habilidades, como5:
“Por isso, é muito importante que os pais, junto com a equipe pediátrica responsável pelo cuidado do bebê, acompanhem de perto cada marco do bebê para identificar dificuldades e aplicar técnicas ou abordagens que estimulem essas áreas se necessário”, diz o médico.
Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, o apego sensível e interativo dos pais é um dos fatores mais importantes para o crescimento e o desenvolvimento saudável do bebê prematuro. O envolvimento da família, com o apoio de uma equipe multiprofissional, é essencial para potencializar as habilidades da criança.6
Nos primeiros meses, o bebê pode passar boa parte do tempo dormindo, mas os períodos de vigília são oportunidades valiosas para estimular a linguagem, o toque e o movimento, sempre respeitando o ritmo e as necessidades do bebê.³
Referências
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