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Publicado em: 22 de abril de 2024
Assuntos abordados
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Crianças são adoráveis! Espertas, curiosas, divertidas e cheias de imaginação, elas transformam nossos dias e os deixam muito mais felizes. No entanto, os pequenos também podem adoecer e, quando isso acontece… desespero total!
Por isso, preparamos um conteúdo para explicar sobre a bronquiolite em bebês, um problema respiratório relativamente comum e que pode gerar muita apreensão em mães, pais e responsáveis que não sabem muito bem do que se trata.
Continue a leitura para entender mais sobre a doença, descobrir quais são as suas causas, formas de diagnóstico, tratamento e, claro, prevenção. Tire suas dúvidas e fique mais tranquilo(a)!
É uma inflamação dos bronquíolos, causada geralmente por uma infecção viral aguda. É enfermidade mais comum no trato respiratório inferior em crianças com menos de 2 anos.1
Durante essa condição, as vias aéreas pequenas nos pulmões ficam inflamadas, levando à produção de muco, inflamação e morte das células epiteliais dessas vias. Isso pode obstruir as passagens respiratórias e causar chiado no peito.1
A doença também é capaz de dificultar a ingestão de alimentos, levando a visitas frequentes ao médico e até mesmo à hospitalização, sendo uma das principais razões para a internação de crianças com menos de 2 anos, especialmente durante os períodos de inverno.1
Geralmente, o vírus sincicial respiratório (RSV) é o agente causador — vírus de RNA de cadeia simples, não segmentado, pertencente à família Paramyxoviridae.1
Não. Embora a doença seja mais comum em bebês e crianças pequenas, ela também pode acometer pessoas de outras faixas etárias.2
No entanto, em adultos, a infecção das vias aéreas pequenas, que caracteriza a bronquiolite, parece ser menos frequente e está normalmente associada a outras comorbidades.2
Além do RSV, outros vírus que podem ocasionar essa condição incluem adenovírus, metapneumovírus humano, influenza e parainfluenza. Em algumas regiões, surtos de bronquiolite causada pelo RSV ocorrem durante o inverno e a primavera.1
Existem fatores de risco que aumentam a probabilidade de contrair bronquiolite.1 São eles:
Além dos vírus, alérgenos como baratas, ácaros e pelos de gatos e cachorros também podem desencadear essa condição em bebês. Estudos também sugerem que a exposição ao fumo materno está associada à gravidade do problema, podendo aumentar o risco de hospitalização.3
Devido à obstrução das vias aéreas e à diminuição da capacidade pulmonar que ocorrem durante a infecção, manifestam-se sintomas como coriza, congestão nasal, perda de apetite e tosse, que podem durar cerca de 3 dias. À medida que o quadro evolui, a criança pode desenvolver respiração rápida (taquipneia) e apresentar chiado no peito.1,4
Em estágios avançados, é possível que surjam sinais mais graves, como alargamento das narinas, cianose (coloração azulada da pele devido à falta de oxigênio), falta de ar e até falência respiratória. Logo, é crucial monitorar de perto as crianças, especialmente os bebês, com essa doença.1,4
A febre é outro sintoma possível. Quando ela está presente, exames de urina podem ser considerados para descartar infecções do trato urinário — que costumam ocorrer simultaneamente entre 5% e 10% dos casos.1,4
O diagnóstico da bronquiolite é principalmente clínico. Ele é feito por meio de uma avaliação minuciosa da história clínica do paciente e dos sinais e sintomas apresentados.1,4
Exames de sangue e imagens são necessários apenas para descartar outras causas, que porventura estejam gerando sintomas semelhantes. Na maioria das vezes, apenas a avaliação clínica é o suficiente.1,4
Em alguns casos, radiografias também são úteis para verificar se há complicações da doença, como pneumonia.1,4
Em crianças, é sintomático — quando são prescritos medicamentos para aliviar apenas os sintomas. Elas devem ser cuidadosamente avaliadas quanto à hidratação adequada, dificuldades respiratórias e oxigenação. Não há um medicamento específico para tratar essa infecção.1,4
Para quadros com sintomas leves a moderados, podem ser usadas intervenções como solução salina nasal, antipiréticos (para baixar a febre) e um umidificador de ar.4
Já aquelas com sintomas graves, como dificuldade respiratória aguda, sinais de falta de oxigênio ou desidratação, devem ser hospitalizadas e monitoradas.4
Manter a criança bem hidratada é fundamental, especialmente quando há dificuldade para a alimentação. A terapia com oxigênio para manter a saturação ligeiramente acima de 90% é suficiente.4
Para prevenir a bronquiolite em bebês, a estratégia principal é a imunização passiva. Isso envolve a transferência de anticorpos da mãe para o bebê durante a gravidez. A imunização da mãe, por meio de vacinas, permite que esses anticorpos protetores sejam transmitidos, oferecendo uma certa proteção contra vírus como o RSV.5
Atualmente, há vacinas em desenvolvimento com o potencial de proteger os bebês contra o RSV mediante a imunização das mães durante a gravidez. No entanto, elas continuam em fase de estudo.5
Além disso, existe um medicamento que é um anticorpo monoclonal aprovado para uso preventivo contra o RSV em bebês com alto risco de desenvolver a doença. Ele é administrado por injeções mensais durante a temporada de RSV para oferecer proteção. É importante seguir rigorosamente o cronograma de administração para garantir a eficácia do medicamento.5
É fundamental, também, evitar o contato do bebê com fumaça de cigarro e outras substâncias irritantes para os pulmões, pois esses fatores podem aumentar o risco de desenvolver bronquiolite.5
É sempre recomendável seguir as orientações do médico e manter as consultas de acompanhamento regulares para garantir a saúde e o bem-estar do bebê.
A limpeza nasal em bebês é importante porque os sintomas nasais têm um grande impacto na qualidade de vida das crianças, especialmente nos primeiros meses de vida.6
Uma vez que a respiração nessa faixa etária é principalmente nasal, a incapacidade de remover as secreções pode aumentar o esforço respiratório, levando a distúrbios do sono, aumento do risco de apneia obstrutiva e dificuldades na alimentação.6
A limpeza nasal é uma medida não farmacológica usada para aliviar esses sintomas, especialmente durante infecções respiratórias agudas, sinusite aguda e rinite alérgica.6
Apesar de alguns cuidadores terem dúvidas sobre como realizar corretamente a limpeza nasal e haver falta de consenso sobre o protocolo ideal, estudos mostram que a irrigação nasal pode ajudar a acelerar a resolução dos sintomas nasais durante episódios de doença aguda.6
Ela contribui para aliviar os sintomas, melhorar a respiração, reduzir o consumo de medicamentos e prevenir complicações.6
A limpeza nasal é uma técnica segura e, quando feita corretamente, oferece benefícios significativos, tornando-a uma recomendação importante para melhorar o conforto respiratório das crianças, especialmente durante episódios de doença respiratória aguda.6
É essencial que os profissionais de saúde e os pais/cuidadores sejam orientados sobre como realizar a limpeza nasal adequadamente para garantir seus benefícios.6 Por isso, tire as suas dúvidas com o médico do seu pequeno!
Essa prática é bastante simples, mas pode ser um pouco desconfortável no começo. Então, vá com calma e respeite os seus limites.
O passo a passo é:7
De modo geral, a limpeza pode ser feita de vários modos, inclusive com o uso de “garrafas” (também conhecidas como “lotas”) ou seringas descartáveis. A maneira mais segura, no entanto, é com o uso de sprays destinados exclusivamente para essa finalidade. Isso porque eles têm uma pressão positiva, com baixa pressão e alto volume.7
Eles liberam jatos de maneira confortável, sendo indicados para pessoas de todas as idades, inclusive bebês.7
Além disso, os sprays com o mecanismo 360º são mais indicados para bebês, pois permitem que a limpeza nasal seja realizada a partir da posição mais confortável para o pequeno.7
Como vimos, saber mais a respeito do que é, quais são os sintomas e o tratamento da bronquiolite em bebês é essencial para pais e responsáveis. Além disso, formas de prevenção como aleitamento materno, alimentação nutritiva e limpeza das mãos antes de pegar o bebê são práticas importantíssimas para evitar a doença. Não esqueça ainda da limpeza nasal diária, que pode ser muito mais fácil e tranquila com o uso dos dispositivos em sprays. Lembrando sempre de manter acompanhamento médico.
Antes de ir, aproveite para conferir os outros conteúdos do blog Vida Plena sobre doenças e questões respiratórias! Assim, você se mantém informado(a) e pode cuidar do seu pequeno da melhor forma possível.
Referências:
1. Erickson EN, Mendez MD. Pediatric Bronchiolitis. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2023 Jan-. Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK519506/. Accessed November 9, 2023.
2. Jeong JS, et al. Prevalence and comorbidities of bronchiolitis in adults. Medicine. 2022 Jun 24;101(25):e29551.
3. Bradley JP, et al. Severity of respiratory syncytial virus bronchiolitis is affected by cigarette smoke exposure and atopy. Pediatrics. 2005 Jan;115(1):e7-14. doi: 10.1542/peds.2004-0059. PMID: 15629968. Available from: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/15629968/. Accessed November 13, 2023.
4. Justice NA, Le JK. Bronchiolitis. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2023 Jan-. Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK441959/. Accessed November 9, 2023.
5. Esposito S, et al. RSV Prevention in All Infants: Which Is the Most Preferable Strategy? Front Immunol. 2022 Apr 28;13:795875.
6. Sá SAC de, Chora MAF. NASAL IRRIGATION IN THE CONTROL OF NASAL SYMPTOMS IN PEDIATRICS – SYSTEMATIC REVIEW OF THE LITERATURE -. Int J Health Sci. 2022 Feb 7;2(5):2-13.
7. Roithmann R, et al. MANUAL DE LAVAGEM NASAL NA CRIANÇA E NO ADULTO. [s.l: s.n.]. Available from: https://aborlccf.org.br/wp-content/uploads/2022/11/1669816618_Manual_de_lavagem_nasal-v2.pdf. Accessed November 9, 2023.
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