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Publicado em: 30 de agosto de 2022
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A menstruação é um processo que se inicia, na maior parte das vezes, entre os 12 ou 13 anos da vida de uma garota (e há estudos que mostram que essa idade está em queda ao redor de todo o mundo1. Após o primeiro episódio, as menstruações se repetem mensalmente, no chamado ciclo menstrual1.
No entanto, para a maioria das pessoas, a saída do sangue menstrual é um evento único, o que não é verdade. No intervalo em que não são observadas quaisquer manifestações, o corpo está passando por uma série de processos internos que se repetem mês a mês1.
Você sabia disso? Quer conhecer mais sobre as fases do ciclo menstrual e como elas ocorrem? Esse conhecimento é fundamental para podermos saber mais sobre os nossos próprios corpos e termos um controle maior sobre a nossa saúde. Continue a leitura e descubra informações importantes!
A partir da menarca — nome dado à primeira menstruação da vida de uma mulher —, temos o início da vida reprodutiva da mulher2. Ou, pelo menos, à sua fase visível.
Na verdade, esse processo se iniciou um pouco antes, tendo em vista que as mulheres já nascem com as células germinativas “em estoque”, apenas esperando que elas amadureçam ao longo da vida. Esse amadurecimento tem o pontapé inicial com a primeira menstruação, um sinal que nos diz que aquele ser está apto a se reproduzir3.
Ela é a resposta do corpo a não-fecundação. Fecundação é o nome dado ao processo em que o óvulo (gameta feminino) se encontra com o espermatozoide (gameta masculino). A partir disso, há a formação do zigoto, que se tornará um embrião e, posteriormente, um feto4.
Quando a fecundação ocorre, o zigoto se fixa no endométrio — uma espécie de parede interna que reveste o útero. Lá, ele obterá abrigo e nutrição nos primeiros estágios do seu desenvolvimento, enquanto a placenta ainda não está devidamente formada. Depois, esse processo será feito pelo cordão umbilical5.
Quando ela não ocorre, é necessário que o endométrio seja substituído para o próximo ciclo. Sendo assim, o útero se descama. O que vemos na menstruação, então, é resultado dessa descamação e um sinal de que não ocorreu a fecundação6.
Quando a fecundação ocorre, não há menstruação. Por isso, a ausência de menstruação é um dos sintomas de uma possível gravidez.
Ciclo menstrual — também chamado de ciclo da menstruação — é o nome dado a todo esse processo, desde o início do fluxo — que marca o dia 1 do período — até a chegada do próximo sangramento7.
Como vimos, há muitas coisas acontecendo nesse meio tempo. Afinal, as mulheres não simplesmente sangram uma vez por mês. Esse sangramento acontece por conta de mudanças internas, que envolvem a ação de vários hormônios e a alteração estrutural de partes do corpo — como o colo do útero, o endométrio, entre outros7.
Esses detalhes impactam a vida feminina, o que altera o seu humor e traz sensações diferentes ao longo do mês, tanto no âmbito físico (sintomas como cólicas ou dores de cabeça) quanto no emocional8.
A seguir, veremos quais são as fases do ciclo menstrual e como elas impactam o dia a dia das mulheres. Basta continuar a leitura e descobrir!
Agora, veremos as principais fases do ciclo menstrual, um período que dura, em média, 28 dias — podendo variar entre 26 e 35 dias9. Confira como cada uma delas acontece!
A fase folicular também é conhecida como “fase proliferativa”. Ela começa no mesmo dia em que o ciclo menstrual tem início — ou seja, logo que a menstruação “desce”10.
Aqui, o hormônio em maior atuação é o FSH (hormônio folículo-estimulante). O seu objetivo é fazer com que os ovários sejam ativados para amadurecer os folículos — culminando em um processo chamado de ovulação11. Lembra deles? Aqueles que estão com as mulheres desde o seu nascimento.
Essa estimulação fará com que o folículo se desenvolva e dê origem aos óvulos, que serão essenciais para a continuação do ciclo. E mais, pelo aumento da concentração de estrogênio no organismo11.
O estrogênio, por sua vez, atuará no espessamento do endométrio, o preparando para a chegada do zigoto12. Essa fase tem duração de cerca de 14 dias e o seu final é marcado pelo início de outra etapa: a ovulação13. Vamos conhecer mais sobre ela?
Na fase ovulatória — ou simplesmente ovulação —, há a liberação do óvulo, que é feita a partir do rompimento do folículo desenvolvido10. Imagine os óvulos como ovos que vão se desenvolvendo até que a casca rompa. É mais ou menos assim que funciona!
Essa é uma fase bem curta, mas que dá origem ao período fértil. Por isso, dizemos que a janela de fertilidade de uma mulher se inicia, normalmente, 14 dias após o primeiro dia da menstruação10.
A fase lútea é a última etapa do ciclo menstrual. Agora, a grande estrela será o folículo — a “casca do ovo” que se rompeu. Ele não é descartado pelo organismo, mas passa por um processo de transformação e se torna o corpo lúteo14.
Essa nova estrutura estimula a produção de dois hormônios, o estrogênio e a progesterona. Esta segunda, por sua vez, tem a função de manter o endométrio firme e forte, dando uma forcinha extra ao estrogênio, que deu início a esse papel lá atrás, na fase folicular. O seu pico se dá 6 dias após a ovulação3.
Se a gravidez não acontece, o corpo lúteo acaba se desintegrando. Isso faz com que os hormônios acima deixem de ser produzidos em excesso, fazendo com que o endométrio perca as suas forças e comece a descamar. É a partir daí que temos o início de um novo ciclo, com a chegada da menstruação e o recomeço da fase folicular10.
Já conhecemos as fases do ciclo da menstruação15 e o que acontece em cada uma delas. Agora, chegou o momento de descobrirmos quais são os sinais de que elas estão acontecendo. Veja a seguir!
A fase folicular é marcada pela presença da menstruação, se estendendo até alguns dias após o seu término. Nesse período, os sintomas16 mais comuns são:
Durante a ovulação e alguns dias após esse evento, o corpo feminino também nos demonstra sinais bem específicos16. Conheça alguns deles a seguir:
Vale lembrar que, nesse período, também acontece uma mudança muito importante: a alteração nas características da secreção vaginal. O muco eliminado nessa fase tem características bem marcantes17, que são:
O aspecto dessa secreção é semelhante ao de uma clara de ovo. Ao ser esticado, não rompe, ao contrário do que é observado em outras fases do ciclo menstrual16. Se você é uma tentante, essa também é uma informação preciosa para o planejamento da gestação!
A última fase do ciclo menstrual é uma das mais marcantes em relação aos sintomas. Afinal, é nela que acontece a tensão pré-menstrual (TPM)16. A fase lútea acontece por conta do aumento da progesterona, que surge a partir da formação do corpo lúteo16.
Esse hormônio consegue aumentar a concentração de substâncias conhecidas como prostaglandinas. Elas são sinalizadores celulares que têm papel importante em processos como o surgimento das cólicas e outras dores.
Sendo assim, os sintomas da fase lútea são16:
Como vimos, as pessoas com sistema reprodutor feminino nascem com um estoque limitado de folículos, que vão sendo utilizados nos ciclos menstruais ao longo da sua vida. Um dia, no entanto, eles acabam. E é aí que entramos na menopausa, uma das etapas de um processo chamado de climatério3.
O climatério é dividido entre perimenopausa — período de transição entre as menstruações e a menopausa — e a pós-menopausa, caracterizada pela ausência de fluxos menstruais por mais de 12 meses17.
Esse processo acontece, normalmente,por volta dos 50 anos18. A menopausa (nome dado à última menstruação da vida da mulher) precoce acontece quando os ciclos menstruais cessam definitivamente antes dos 40 anos e a tardia, quando isso ocorre após os 5519, 20.
Ufa! São muitas informações. Agora, chegou o momento de descobrirmos quais são os métodos que podem ser utilizados para você ter um maior controle e conhecimento sobre o seu ciclo. Vamos lá?
Nas consultas, é comum que as pacientes se esqueçam de muitas informações importantes. Além disso, muitas vezes, sinais que podem parecer bobagem são, na verdade, muito preciosos para os clínicos. Então, que tal anotar os sintomas ao longo do mês?
Não deixe nada de fora, desde a ocorrência da enxaqueca menstrual até os períodos em que você se encontra mais cansada. Elabore uma espécie de diário e crie o hábito de relatar como você se sente dia após dia.
O diário, citado no tópico anterior, também é muito importante para você poder manter as datas do seu ciclo sempre atualizadas. Essa é outra informação que não pode ficar de fora do seu controle e preciosa para o médico responsável pelo seu acompanhamento.
Esse tipo de detalhe permite que o profissional veja se há qualquer irregularidade no seu ciclo e possa, a partir disso, solicitar exames e fazer uma investigação minuciosa sobre as possíveis causas dos sinais emitidos pelo seu organismo.
Não sabe como fazer essas anotações? Elas podem ser feitas à mão (com a utilização de uma agenda ou caderno) ou até mesmo no bloco de notas do seu celular. Mas saiba que há alternativas ainda mais interessantes e muito válidas para esse acompanhamento: os aplicativos para smartphone.
Esses programas são excelentes, pois permitem que, com apenas alguns cliques, você anote o início da sua menstruação, os sintomas de cada dia e crie tabelas e gráficos personalizados para o seu ciclo menstrual. Eles podem ser mostrados ao seu médico, que terá uma visão completa em poucas imagens.
Já que os profissionais foram mencionados diversas vezes nos últimos tópicos, é hora de falarmos sobre a importância das consultas periódicas no controle do seu ciclo. Os ginecologistas estão preparados para identificar alterações (a partir das suas anotações e de exames solicitados) e prescrever o melhor tratamento para cada caso.
A periodicidade ideal das consultas é bem variável e depende do quadro da saúde de cada paciente. No entanto, normalmente, consultas anuais são mais que o suficiente para acompanhar a evolução das pacientes jovens e saudáveis. Em mulheres com idade mais avançada, a frequência pode ser semestral.
O controle do ciclo menstrual também depende da sua rotina! A inclusão de hábitos mais saudáveis em seu dia a dia pode ajudar na regularização dos ciclos, fazendo com que eles se tornem mais previsíveis e melhorem a sua qualidade de vida.
Por isso, invista na prática regular de atividades físicas21 e em uma alimentação saudável, rica em gorduras boas e nutrientes variados22. Uma dieta equilibrada é uma ótima aliada da melhora de processos inflamatórios e da organização hormonal do corpo22.
Por fim, outra dica para ciclos que não se regulam naturalmente é o uso de medicamentos. Eles podem ser do tipo fitoterápico ou fazerem parte de outras classes de medicamentos23.
Lembrando que a orientação é sempre iniciar o uso de anticoncepcionais orais no começo do ciclo, evitando a desregulação da menstruação24. Fuja sempre da automedicação e busque a orientação de um médico para escolher a melhor alternativa para o seu quadro de saúde, garantindo segurança na utilização.
A duração média do ciclo menstrual é de 28 dias (sendo 14 na fase folicular e 14 na fase lútea, com apenas algumas horas na fase ovulatória)25. Apesar disso, algumas mulheres apresentam ciclos mais longos ou mais curtos.
Dentro dessas variações, há também as menstruações irregulares. Elas acontecem quando não há uma periodicidade definida no ciclo menstrual da mulher. Por exemplo: menstrua um mês e passa dois sem menstruar; a cada ciclo, o fluxo dura uma quantidade diferentes de dias; há irregularidades na intensidade do sangramento a cada mês, entre outros detalhes26.
Essa irregularidade pode acontecer por uma série de razões, como a síndrome do ovário policístico27, diabetes28, endometriose29 e várias outras.
Para finalizarmos, que tal você descobrir quais são os momentos ideais para buscar a opinião de um médico? Conheça a resposta a seguir!
Nada impede que as garotas visitem um ginecologista antes da primeira menstruação. Afinal, informação nunca é demais! No entanto, o período ideal para o início das consultas é a partir da chegada da menarca30.
Na consulta inicial, o profissional tirará eventuais dúvidas da jovem sobre as mudanças do seu corpo e fará orientações importantes sobre esse período. Lembrando que a adolescente tem direito de entrar sozinha nessas consultas, caso prefira31.
Além da chegada da primeira menstruação, outro motivo para fazer uma consulta com o ginecologista é a ausência desse período32.
Pessoas diferentes têm a menarca em momentos diferentes. No entanto, caso a menstruação não apareça até por volta 15 anos, pode ser um indicativo de que há algum problema que precisa ser solucionado. É importante investigar e, portanto, buscar a opinião de um médico32.
Depois disso, as consultas com o médico ginecologista podem ser feitas anualmente. Essa é a recomendação para mulheres jovens e saudáveis, independente de terem ou não uma vida sexual ativa33.
No entanto, a frequência pode mudar de acordo com a recomendação do profissional que avaliará o seu caso. Siga sempre as orientações do ginecologista e respeite o período solicitado por ele.
Durante a tensão pré-menstrual, é normal que sintomas como alterações de humor ou até mesmo alguns desconfortos físicos aconteçam. No entanto, eles não podem ser incapacitantes, ou seja, causarem danos ao seu dia a dia e a impedirem de fazer atividades corriqueiras.
Caso você apresente sintomas muito intensos, é hora de procurar a orientação de um médico. Ele solicitará alguns exames e prescreverá medicamentos ou ações que possam ajudá-la nesse momento.
A presença de cólicas é algo presente em grande parte dos ciclos menstruais, com estatísticas variando entre uma prevalência de 6034 a 90%35 em alguns estudos. No entanto, novamente, elas não devem ser incapacitantes.
Além disso, dores durante as relações sexuais não são normais. Elas podem representar uma série de alterações, tanto estruturais (físicas) quanto psicológicas, e impactam negativamente a vida das pacientes que as apresentam36.
Anotar o seu ciclo menstrual mês a mês permite que você possa identificar a irregularidade entre os episódios. Algumas alterações pontuais são normais e podem ser causadas por questões como o estresse, além de outros fatores.
No entanto, caso o problema se repita com uma certa frequência, é hora de buscar a opinião de um médico e verificar os motivos para essas ocorrências. Os fluxos devem ser previsíveis e trazer conforto e segurança para as mulheres.
Algumas pessoas têm fluxos mais intensos do que outras, e isso, até certo ponto, é algo normal e esperado. A intensidade do ciclo (que envolve fatores como a duração do sangramento) também pode variar.
No entanto, fluxos muito intensos (que vazam com frequência ou geram sintomas como tontura e mal-estar) devem ser investigados. A longo prazo, essa situação pode culminar em um quadro de anemia, o que exige acompanhamento frequente37. Fique atenta!
Qualquer tipo de alteração no ciclo menstrual pode gerar modificações na vulva (área externa do aparelho reprodutor feminino, que envolve os grandes e pequenos lábios) e na vagina (canal interno, pelo qual passa a menstruação). Algumas alterações possíveis (e mais frequentes) são as relacionadas às mudanças no muco que é eliminado pelo canal38.
Apresentar secreção vaginal é algo completamente normal. É esperado, também, que ela se modifique ao longo do ciclo39. No entanto, conhecer e identificar alterações fora do comum é muito importante. Além disso, é importante observar se a vagina está mais seca do que o normal e investigar esse tipo de mudança.
Esse acompanhamento é importante para você poder ter mais qualidade de vida, controle sobre os sintomas de cada fase e conhecimento sobre o próprio corpo. Fique de olho em sua saúde!
Gostou de saber mais sobre as fases do ciclo menstrual? Agora, é hora de colocar as dicas passadas em prática e, claro, realizar consultas periódicas, a fim de descobrir mais sobre o seu corpo e mantê-lo sempre saudável. A saúde feminina é um assunto muito sério!
Aproveite e confira uma postagem especial sobre atrofia vaginal, uma consequência que pode estar associada à chegada da menopausa. Boa leitura!
Parágrafos não referenciados correspondem à opinião e/ou prática clínica do autor.
Referências:
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