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Publicado em: 14 de novembro de 2023
Assuntos abordados
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A dor é uma sensação que faz parte da vida de todos nós. Eventualmente, experimentaremos episódios isolados ou recorrentes de dor e, alguns, até terão que conviver com um problema crônico que provoca essa sensação. Mas, afinal, você sabe qual é a diferença entre dor crônica e aguda?
Apesar de ser algo natural para o ser humano, a dor não é normal. Ela é um indício, uma resposta do nosso organismo, que mostra que algo não vai bem. Quando sofremos uma pancada ou uma lesão tecidual1, o cérebro cria um alerta nos “avisando” que houve um dano local. Em outros casos, a dor é generalizada, indicando um problema potencialmente maior.
Quer saber mais sobre o assunto? Então, continue a leitura!
A dor é caracterizada como uma sensação física e emocionalmente desagradável, que pode ter como causa uma lesão de tecidos, por exemplo.1 Ela surge após o incidente ou aparece após longos períodos estressantes (envolvendo principalmente fatores comportamentais, afetivos, sociais, cognitivos etc.)1 e permanece por algumas horas, podendo ressurgir ou não em outros momentos.
Ela também pode ser um sintoma, parte de algum outro problema de saúde. Quando ficamos gripados2, por exemplo, o organismo produz uma reação ao vírus que faz com que todo o corpo fique dolorido. Apesar de ser uma sensação generalizada, não necessariamente indica algo grave.
Normalmente, a dor aguda entra em remissão sozinha1, ou seja, some após algum tempo — como acontece com a própria dor provocada pela gripe, as dores de cabeça, dores nas costas e afins. Mas, em outros casos, pode ser necessário o apoio de medicamentos analgésicos ou anti-inflamatórios, conforme receitado pelo médico após consulta.
Em algumas circunstâncias, a dor aguda pode se transformar em crônica1, especialmente se ela não for tratada adequadamente. Já em relação às causas, elas podem ser decorrentes de traumas, como queimaduras, quebraduras, cortes e batidas e processos inflamatórios e infecciosos.1
Quando a dor aguda não é tratada, ela pode provocar outras sensações desconfortáveis no corpo1, como:
Diferentemente da dor aguda, uma das características da dor crônica é que ela até pode ser decorrente de algum quadro agudo, mas a sensação dolorosa não entra em remissão, mesmo depois de meses em que você já está curado do problema inicial. Normalmente, ela é considerada crônica quando permanece por três meses ou mais.1
Há ainda outras diferenças importantes a serem destacadas3:
Se a dor aguda já é capaz de provocar alterações no sono e no apetite de um indivíduo em função do desconforto, por exemplo, a dor crônica tem efeitos bem mais profundos. Seu prolongamento pode perturbar toda a qualidade de vida de uma pessoa, afetando sua disposição, seu humor, sua autoestima, a qualidade dos seus pensamentos, sua vida sexual e assim por diante. 1
Existem diversos dados divulgados que apontam que a dor crônica pode, sim, se desenvolver a partir de dores agudas não tratadas.4 Porém, o motivo que leva a esse tipo de reação ainda não é bem compreendido pelos pesquisadores. Existem ainda casos de dores crônicas cuja causa não é desencadeada por um dano inicial claro4, como a fibromialgia, por exemplo.
A diferença entre doença aguda e crônica é bastante significativa — enquanto a doença crônica precisará ser tratada ao longo de toda a vida, a doença aguda terá uma fase intensa, porém, limitada de sintomas. Neste último caso, tratando os sintomas, o paciente tem uma melhora e o problema deixa de existir.4
O tratamento da dor crônica é feito por meio de uma série de intervenções, tais como o uso de analgésicos, tratamentos psicológicos e técnicas físicas.5 O objetivo é que sejam tratadas as causas específicas da dor, buscando amenizar até mesmo aqueles fatores estressantes no ecossistema do paciente que podem intensificar o seu desconforto.5
Os fármacos empregados nessa estratégia envolvem anti-inflamatórios e analgésicos.5 Além disso, também podem ser indicados antidepressivos duais e alguns neuromoduladores (como a pregabalina). Estes são ainda mais recomendados para a dor crônica do que analgésicos comuns e antiinflamatórios.5
No caso das intervenções físicas, também é frequentemente recomendado que o paciente experimente alternativas como a fisioterapia, a estimulação nervosa elétrica transcutânea (ENET)6 e a terapia ocupacional, que podem ajudar a relaxar os pontos de dor.
Como um método de suporte, o profissional ainda pode recomendar o acompanhamento com um psicoterapeuta, que pode ajudar a promover maior bem-estar mesmo sem interferir na condição de dor.7 A ideia aqui é que a pessoa consiga resgatar aqueles aspectos positivos a respeito da sua vida que geram mais prazer e alegria, tirando o foco da dor e conquistando maior qualidade de vida.
Podem ser adicionadas a essa etapa recomendações como7:
Quando se trata de um quadro de dor prolongada, diversos aspectos da vida da pessoa vão se tornando menos prazerosos em função do desconforto1. Por isso, é fundamental reforçar comportamentos que proporcionem sensação de bem-estar, satisfação e alegria, afinal, esses acontecimentos suspendem a atenção da dor.
Além disso, como você viu, existem medicamentos5 que podem amenizar os sintomas enquanto as causas do problema são investigadas pelo médico. Apesar de se tratar de uma doença crônica, é plenamente possível resgatar a motivação e o conforto diário em meio à doença.
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Referências:
1. SALLUM, Ana; MAIOLI GARCIA, Dayse; SANCHES, Mariana. Artigo de Revisão Dor aguda e crônica: revisão narrativa da literatura. [s.l.: s.n.], 2011. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/ape/a/9XWXKgJMWrj7KRdDDxLpZtt/?lang=pt&format=pdf>. Acesso em: 16 maio 2023.
2. FORLEO-NETO, Eduardo; HALKER, Elisa; VERÔNICA JORGE SANTOS; et al. Influenza. Revista Da Sociedade Brasileira De Medicina Tropical, v. 36, n. 2, p. 267–274, 2003. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/rsbmt/a/464YdYy4R3qTfF55KQNcgKp/?lang=pt>. Acesso em: 14 ago. 2023.
3. JAIME OLAVO MARQUEZ. A dor e os seus aspectos multidimensionais. v. 63, n. 2, p. 28–32, 2011. Disponível em: <http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252011000200010>. Acesso em: 16 maio 2023.
4. GOMES, Angelim ; LENY. Dor crônica: objeto insubordinado. Historia Ciencias Saude-manguinhos, v. 15, n. 1, p. 117–133, 2008. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/hcsm/a/5KDYHhL6m7SjCXjnm6mPt3s/>. Acesso em: 14 ago. 2023.
5. BASTOS, Daniela Freitas; DA SILVA, Glauce Cerqueira Corrêa; BASTOS, Isabela Duque; et al. Dor. Enfermaria da Santa Casa da Misericórdia do RJ. [s.l.: s.n.], 2007. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/pdf/rsbph/v10n1/v10n1a07.pdf>.
6. BEATRIZ, Jesus. Efeito da estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) em medidas de sensibilização da dor musculoesquelética crônica e dor experimental aguda: revisão sistemática e meta-análise. Ri.ufs.br, 2022. Disponível em: <https://ri.ufs.br/handle/riufs/15175>. Acesso em: 14 ago 2023.
7. HO, Emma e colab. Psychological interventions for chronic, non-specific low back pain: systematic review with network meta-analysis. BMJ, p. e067718–e067718, 30 Mar 2022. Disponível em: <https://www.bmj.com/content/376/bmj-2021-067718>. Acesso em: 14 ago 2023.
Data de elaboração: 16/05/2023
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