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Publicado em: 3 de agosto de 2023
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Você provavelmente conhece alguém que sofre de depressão. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), essa será a doença mais comum do mundo até 2030, superando o câncer e as doenças cardíacas.1 Assim, conhecer os tipos de depressão é imprescindível para preservar sua saúde mental e a dos seus familiares e amigos.
Considerada um dos transtornos mentais mais graves, a depressão traz sérios prejuízos para a qualidade de vida das pessoas. Esses impactos vão desde a redução do apetite e perda de sono até pensamentos de morte, por exemplo.2
Quer saber como lidar com esse mal? Neste post, vamos abordar os tipos, além dos mitos e principais sintomas da depressão. Confira!
A depressão é definida como um transtorno mental que se caracteriza pela alteração do humor, com tristeza profunda. Em geral, vem acompanhada de desânimo, apatia, falta de apetite e desinteresse pela vida.3
Os sintomas da depressão podem ou não se alternar com os seus opostos.4 Isso quer dizer que uma pessoa depressiva também pode apresentar humor exaltado, que é chamado clinicamente de ‘’mania’’, ou em grau mais leve, denominado ‘’hipomania’’. 4
Ao contrário do quadro em que o indivíduo se sente pesado e tem dificuldades para conviver com outras pessoas, na mania podem se sentir ótimos, como se não necessitasse de ajuda, além de ter comportamentos que possam despertar a preocupação da sua família, como gastos exagerados e falta de limites.4
O desenvolvimento da depressão pode estar relacionado a causas diferentes.2 A genética é um desses fatores. Logo, as pessoas que têm histórico familiar da doença estão mais suscetíveis a desenvolvê-la.2
A bioquímica cerebral também pode levar ao surgimento da depressão.2 Nesse caso, há uma deficiência das substâncias cerebrais, conhecidas como neurotransmissores.2 Entre eles, estão a dopamina, a serotonina e a noradrenalina, que são responsáveis por regular as atividades motora, do humor, do sono e do apetite.2
Além disso, os eventos estressantes podem servir de gatilho para o aparecimento de episódios depressivos em indivíduos que já apresentam uma predisposição genética a desenvolver esse transtorno mental.2
Existem, ainda, fatores de risco que aumentam as chances de uma pessoa se tornar depressiva, como transtornos psiquiátricos correlatos, estresse crônico, ansiedade crônica e traumas psicológicos.2
Pessoas de todas as idades estão sujeitas à depressão. Muitas vezes, essa doença pode ser silenciosa.5 No início, algumas pessoas podem tentar disfarçar que estão sofrendo, o que dificulta a busca por ajuda.5
É importante entender que, embora a tristeza seja um dos principais sintomas da depressão, somente ela não caracteriza a doença. Afinal, pode ser um sentimento comum e de duração momentânea. Porém, deve ser vista com preocupação quando se prolonga.6
Os sintomas depressivos são cognitivos, emocionais e físicos. Entenda, abaixo, quais são eles.6
Consiste na sensação de tristeza, sentimento de culpa e autodesvalorização.2 A pessoa passa a acreditar que perdeu a capacidade de sentir alegria e prazer nas suas atividades cotidianas, além de perder o interesse sexual.2
É comum o indivíduo depressivo se mostrar apático, se sentir um peso para familiares e amigos, se avaliar de forma negativa, assim como acreditar que a morte é um alívio para os seus problemas e que as dificuldades vivenciadas por ele são intransponíveis.2
Também são manifestados pensamentos suicidas, que variam do desejo de estar morto até planos com detalhes de como tirar a própria vida.2
No seu dia a dia, a pessoa com diagnóstico de depressão tem falta de energia, cansaço excessivo e preguiça, pensamento lento, falta de memória, dificuldade para se concentrar, falta de iniciativa e de vontade.2
Pode haver uma insônia intermediária, quando a pessoa adormece, mas desperta depois de poucas horas de sono; ou insônia inicial, quando tem dificuldades sérias para pegar no sono.2
Há, ainda, insônia terminal, quando o indivíduo passa a despertar muito mais cedo que o seu habitual e não consegue voltar a dormir.7
O apetite da pessoa depressiva também é alterado.2 Ela pode ter o seu apetite diminuído em algumas formas de depressão. Já em outras, pode sentir mais interesse por ingerir alimentos ricos em carboidratos e doces no geral.2
O quadro depressivo também pode gerar manifestações físicas, como queixas digestivas, mal-estar, cansaço, taquicardia, sudorese e dor no peito.2
O diagnóstico da depressão é realizado a partir de avaliação clínica, com base na coleta da história do paciente e de exame do seu estado mental.2 Existem diferentes subtipos de depressão que podem ser diagnosticados.2 Saiba quais são eles e como se caracterizam.
Trata-se de um quadro depressivo leve e crônico, cujos sintomas se fazem presente na maior parte do dia, diariamente, por, pelo menos, dois anos.2 É possível que haja oscilações. Porém, há uma prevalência maior de desânimo e cansaço.2
Podem ser notadas uma preocupação excessiva, alterações psicomotoras, de apetite e de libido, além de perda de prazer em atividades que antes eram prazerosas. Quase sempre, o problema tem início na adolescência ou no começo da idade adulta.2
Na depressão atípica, acontece uma inversão de sintomas vegetativos.2 Portanto,o paciente pode apresentar:
É o tipo de depressão em que predomina a perda de interesse ou de prazer na realização de atividades que antes eram agradáveis e/ou tristeza profunda sem causa aparente.2 Essas manifestações pioram no período da manhã e estão acompanhadas de:
Esse é um dos quadros mais graves da depressão, uma vez que a pessoa apresenta alucinações e delírios.2 Tais delírios estão atrelados a ideias de doença incurável, pecado, pobreza e desastres que podem acontecer a qualquer momento.2 Em alguns casos, também pode haver alucinações auditivas.2
A depressão sazonal começa no outono ou inverno e diminui na primavera, sendo incomum durante o verão.2 É mais comum no hemisfério norte, onde os outonos e invernos são marcadamente escuros e frios., sendo mais comum entre pessoas que vivem em maiores latitudes, isto é, muito ao norte ou ao sul do globo terrestre.2 Caracteriza-se, principalmente, por:
Para que a depressão sazonal seja diagnosticada, é necessário que se repita por dois anos consecutivos, sem que tenham ocorrido episódios não sazonais ao longo desse tempo.2
Nesse tipo de depressão, são manifestadas síndromes depressivas que estão associadas ou que são provocadas por doenças médico-sistêmicas, que afetam órgãos diferentes, e/ou uso de medicamentos.2
A maior parte das pessoas diagnosticadas com bipolaridade inicia a doença a partir de um episódio depressivo.2 Quanto mais precoce esse início, maiores as chances de o indivíduo ser bipolar.2
O abuso de substâncias, o histórico de bipolaridade na família, o transtorno de ansiedade e a depressão maior (episódio depressivo incapacitante) podem indicar a progressão do quadro bipolar.2
Muitas pessoas com depressão são desacreditadas por quem acredita que essa condição não passa de “frescura”. Nesse sentido, reunimos os mitos e as verdades acerca desse transtorno mental, a fim de afastar o preconceito sobre ele. Acompanhe.
Verdade. Por impactar o humor e o comportamento da pessoa, esse transtorno pode afetar significativamente o seu desempenho e os seus resultados no trabalho.8 A doença também dificulta o raciocínio e a concentração do paciente, o que leva à incapacidade parcial ou total no trabalho.8
Mito. Ter um problema de saúde mental, como a depressão, não é fraqueza ou falha de caráter. Trata-se de um conjunto de fatores internos e externos que convergem para o desenvolvimento da doença.8
Mito. A psiquiatria é responsável pelos cuidados com as doenças que causam sofrimento emocional intenso e mudanças comportamentais, que, muitas vezes, podem ser sutis.8 Procurar a ajuda dessa especialidade médica é importante, justamente, para o problema não se agravar.8
O tratamento da depressão é medicamentoso e psicoterápico.2 No medicamentoso, o médico psiquiatra prescreve o uso de antidepressivo, considerando o subtipo de depressão, antecedentes pessoais e familiares do paciente.2.
Já o tratamento psicoterápico pode ter diferentes formatos, como terapia interpessoal, comportamental, familiar, de casal ou até mesmo em grupo.8 Também são recomendadas mudanças no estilo de vida que ajudem a melhorar a qualidade de vida da pessoa depressiva.8
Com cuidados, é possível combater a depressão e melhorar a sua condição. Muitas pessoas acabam interrompendo o tratamento inadvertidamente, o que atrapalha o seu processo de melhora.9 A adesão ao tratamento medicamento é essencial para o sucesso terapêutico.9
Além disso, a prática de atividades físicas é uma importante aliada para afastar a depressão, visto que elas ajudam a reduzir os sintomas depressivos e de ansiedade, melhorando o pensamento e bem-estar no geral.10
Como vimos, há diferentes tipos de depressão, que podem afetar a sua vida de variadas formas.2 Portanto, se você tem os principais sintomas dessa condição, não hesite em buscar ajuda médica o quanto antes. Ou, caso conheça alguém com esse problema, estimule-o a se tratar adequadamente.
Não está bem psicologicamente? Veja quando procurar ajuda profissional para transtornos mentais!
Data de elaboração: 06 mar. 2023.
Fontes consultadas
1. Sociedade Brasileira de Clínica Médica. A depressão será a doença mais comum no mundo em 2030, diz OMS. [S.L], 2009. Disponível em: <https://www.sbcm.org.br/v2/index.php?catid=0&id=1317>. Acesso em: 06 mar. 2023.
2. Ministério da Saúde. Depressão. [S.L]. Disponível em: <https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/depressao>. Acesso em: 06 mar. 2023.
3. Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo. Depressão. [São Paulo]. Disponível em: <https://www.sbpsp.org.br/blog/depressao-2/>. Acesso em: 06 mar. 2023.
4. Sociedade Brasileira de Psicologia de São Paulo. Depressão. [S.]. Disponível em:<https://www.sbpsp.org.br/blog/depressao-2/>. Acesso em: 06 mar. 2023.
5. Instituo Federal Paraíba. Cartilha sobre saúde mental. [Paraíba], 2019. Disponível em: <https://www.ifpb.edu.br/prae/assistencia-estudantil/panfleto-oficial-pdf.pdf>. Acesso em: 06 mar. 2023.
6. Controladoria Geral do Distrito Federal. Dicas de Saúde Mental – GESM. Depressão. [S.L], jun. 2020. Disponível em: <https://www.sejus.df.gov.br/wp-conteudo/uploads/2021/01/Depressao.pdf>. Acesso em: 06 mar. 2023.
7. CAVADAS, Luís Felipe; RIBEIRO, Lúcia. Abordagem da insônia secundária do adulto nos cuidados de saúde primária. [S.L], 2010. Disponível em:<file:///C:/Users/simon/Downloads/amp,+135-44.pdf>. Acesso em: 06 mar. 2023.
8. Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos. Transtornos mentais – mitos e verdades. [S.L], nov. 2013. Disponível em: <https://www.abrata.org.br/transtornos-mentais-mitos-e-verdades/>. Acesso em: 06 mar. 2023.
8. GOMES DE MATOS E SOUZA, Fábio. Tratamento da depressão. [S.L], jun. 2000. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/rbp/a/t79BpmNTfSCMGW8KPsKwXMj/>. Acesso em: 06 mar. 2023.
9. Associação Brasileira de Psiquiatria, Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade. Depressão Unipolar – Tratamento. [S.L],2011. Disponível em:< https://amb.org.br/files/ans/depressao_unipolar-Tratamento.pdf>. Acesso em: 06 mar. 2023.
10. Organização Mundial da Saúde (OMS). Diretrizes da OMS para atividade física e comportamento sedentário. [S.L],2020. Disponível em:<https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/337001/9789240014886-por.pdf>. Acesso em: 06 mar. 2023.
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