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Publicado em: 1 de dezembro de 2025
A campanha Dezembro Vermelho foi criada para chamar a atenção da sociedade para as ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e promoção dos direitos das pessoas que vivem com o vírus HIV e Aids, enquanto também reforça a conscientização sobre outras infecções transmitidas sexualmente.¹
Os números mais recentes mostram avanços significativos nessa área: 92% dos brasileiros que convivem com o HIV e realizam o tratamento já atingiram o estágio de indetectáveis, o que significa que o vírus do HIV não é mais transmissível e que é possível viver com qualidade de vida, sem manifestar os sintomas da doença.¹
Esse resultado é fruto do fortalecimento das políticas públicas e da incorporação de medicamentos de primeira linha no Sistema Único de Saúde (SUS), além da ampliação do acesso a tecnologias modernas de prevenção, como a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e a Profilaxia Pós-Exposição (PEP).¹
Além da conscientização, a campanha nacional também é momento chave para a divulgação dos testes rápidos para o diagnóstico de HIV e ISTs, que, além de importantes, são fáceis de se realizar e estão disponíveis gratuitamente.²
Saber como ocorre a transmissão ainda é uma das formas mais eficazes de prevenção. Entre as situações de risco mais comuns estão²:
Já o contato cotidiano não oferece perigo. Assim não há transmissão por: sexo com o uso correto de preservativo, masturbação a dois, beijo, suor, lágrimas, picadas de insetos, abraços, aperto de mão ou o uso compartilhado de toalhas, lençóis, talheres e copos.²
Também não há risco em piscinas, banheiros, doação de sangue ou pelo ar.²
Além disso, vale reforçar que quando o vírus HIV está indetectável ele também deixa de ser transmissível. Ou seja: nesses casos, o risco de transmissão via relação sexual também deixa de existir.2
A prevenção passa pelo cuidado cotidiano com o corpo e pela atenção a sinais precoces de infecção. Observar alterações durante a higiene pessoal e procurar o serviço de saúde ao primeiro sintoma é essencial.¹
O uso do preservativo masculino ou feminino (também chamados hoje de externo e interno, respectivamente) em todas as relações sexuais, sejam elas orais, anais ou vaginais, é o método mais eficaz para evitar a transmissão de ISTs, do HIV/Aids e das hepatites virais B e C.¹
É importante ressaltar que, embora existam diferentes métodos anticoncepcionais, apenas a camisinha previne também as infecções sexualmente transmissíveis. A recomendação é sempre pela dupla proteção: o uso da camisinha aliado a outro método contraceptivo.¹
Outra estratégia é a prevenção combinada, que reúne diferentes abordagens adaptadas às necessidades de cada pessoa ou grupo populacional e incluem o uso de preservativos à testagem e profilaxias, como a PrEP.³
Em caso de situação de risco, como relação sexual desprotegida ou compartilhamento de seringas, se testar é um dos próximos passos. No caso do HIV, se a exposição tiver ocorrido há menos de 72 horas, o serviço de saúde deve ser procurado o mais rápido possível para protocolos de profilaxia.³
O diagnóstico é realizado por meio de exames laboratoriais ou testes rápidos, que detectam os anticorpos contra o vírus do HIV ou a presença de outros antígenos causadores de ISTs.³
Os testes rápidos são ferramentas fundamentais para o diagnóstico precoce das infecções sexualmente transmissíveis. Eles são realizados presencialmente, geralmente com uma pequena amostra de sangue retirada da ponta do dedo, embora também possam usar sangue venoso, plasma, soro ou fluido oral coletado com um cotonete.⁴
O SUS oferece gratuitamente testes para o diagnóstico de HIV, sífilis e hepatites B e C.³
Rápidos e acessíveis, esses exames fornecem o resultado em até 30 minutos.³ O diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento o quanto antes, garantindo melhor qualidade de vida e reduzindo o risco de transmissão.⁴
Fazer o teste não deve ser um ato pontual, mas parte do cuidado contínuo com a própria saúde. A recomendação é realizar o exame sempre que houver situação de risco, como relação sexual sem camisinha ou uso compartilhado de agulhas.³
O teste deve ser feito sempre que houver⁵:
“Para o diagnóstico de sífilis e HIV, deve-se aguardar 30 dias após a exposição. Já para as hepatites B e C, o ideal é esperar pelo menos 60 dias”, orienta o ginecologista e sexologista Dr. Vitor Maga (Vitor Henrique de Oliveira – CRM: 185033).
O Sistema Único de Saúde disponibiliza a testagem de forma ampla e gratuita. O cidadão pode procurar:⁴
Já a PrEP pode ser retirada gratuitamente em unidades do SUS. Basta apresentar prescrição feita por um médico (da rede pública ou privada), enfermeiro ou farmacêutico. A PrEP é indicada para qualquer pessoa com mais de 15 anos que esteja em risco de exposição.
O diagnóstico precoce ainda é o principal aliado no controle do HIV e das ISTs.5 “Quem se testa regularmente, busca tratamento no tempo certo e segue as recomendações da equipe de saúde, não só previne essas infecções e complicações de saúde decorrentes delas, como também ganham qualidade de vida no caso de diagnósticos positivos”, diz o Dr. Vitor.
“Especialmente em relação ao HIV, é importante entender que a doença não é mais o perigo que era há 40 anos e que é, sim, possível viver muitos anos com qualidade, mesmo convivendo com o vírus HIV”, completa.
Conteúdo elaborado em outubro/2025
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