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Publicado em: 27 de junho de 2023
Assuntos abordados
O ciclo reprodutivo dos homens e das mulheres é bem diferente. Enquanto as pessoas do sexo masculino conseguem gerar descendentes, até mesmo, em idades mais avançadas, o grupo feminino tem essa capacidade limitada, devido a particularidades de sua anatomia.
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Mas por que isso acontece? A resposta está no fato de que as mulheres já nascem com todas as células germinativas1 (que darão origem aos óvulos) prontas — em uma espécie de estoque limitado —, enquanto os homens as vão produzindo ao longo da vida1. Por isso, as mulheres passam por um processo conhecido como menopausa1.
O que é isso? A reposição hormonal na menopausa pode ajudar? No que consiste essa técnica? Continue a leitura, pois vamos tirar todas as suas dúvidas sobre esse assunto, e mostrar os prós e os contras de investir nessa estratégia. Vamos lá!
Primeiramente, é importante definir o que é a menopausa. Vamos ajudar você a entender melhor esse conceito, permitindo que aprenda a identificá-lo a partir de sinais comumente observados.
A definição desse processo é o fim dos períodos menstruais na mulher2. Com a diminuição da função ovariana, decorrente do envelhecimento, é natural que a quantidade de hormônios sexuais (produzidos por eles) também tenha tendência a reduzir2.
Normalmente, esse é um processo que acontece gradativamente. Por isso, é dividido em duas fases:
É comum que esse processo se inicie por volta dos 45 anos. Apesar disso há, também, casos de menopausa precoce, que são aqueles que acontecem com menos de 40 anos de idade. No Brasil, essa prevalência é de cerca de 1%, mas a taxa pode ser diferente em outras localidades4.
Alguns dos principais sintomas da menopausa são:
Além disso, os exames da mulher em processo de menopausa também mudam6. É comum que se observem mudanças nos níveis de colesterol (que tendem a aumentar) e diminuição de certas proteínas. Esse é, portanto, um “sintoma” que pode ser observado por um profissional da saúde6.
Por fim, mas não menos importante, há o aspecto psicológico desse processo. Por se tratar de um sinal do envelhecimento, é comum que as mulheres que passam pela menopausa se sintam cansadas, tristes e apresentem diminuição da autoestima6. Esse também é um ponto que deve ser trabalhado!
Como você viu, os níveis de hormônios sexuais caem drasticamente no organismo, causando alterações fisiológicas (de funcionamento) na pessoa que está passando pelo processo.2
Em alguns casos, essas mudanças são passageiras, e o corpo se adapta à nova realidade sem muitos problemas. No entanto, nem sempre isso é observado.
Em outros, as mulheres se sentem mal e precisam passar por um tratamento conhecido como reposição hormonal. De acordo com dados, a estimativa é de que cerca de 72 milhões de mulheres em todo o mundo demonstrem sintomas moderados ou graves relacionados à menopausa7. Ou seja: um número considerável.
Na reposição, como o próprio nome já diz, os hormônios que estão em “falta” são adicionados ao organismo para que ele volte a funcionar como antes. Atualmente, há formas práticas e seguras de se fazer a reposição hormonal: por exemplo, comprimidos que têm na composição o estradiol (estrogênio natural) são facilmente encontrados nas farmácias. Há duas formas de fazer esse trabalho:
O tratamento é feito, na maior parte, por via oral, por conta de sua praticidade e custo/benefício.
Existem também outras vias de administração, como por exemplo gel ou adesivos. A escolha de doses e vias de uso é feita pelo médico de acordo com a necessidade, segurança e análise do perfil da paciente.
No entanto, outra estratégia comumente utilizada — e considerada muito segura — é a administração transdermal10. Aqui, o objetivo é fazer a reposição utilizando a pele como via de absorção.
Há algumas alternativas diferentes, sendo a aplicação de gel ou o uso de adesivos as mais conhecidas. A recomendação de cada uma delas dependerá da conversa entre médico e paciente.
Agora que você já sabe como a reposição hormonal funciona, é hora de entender quais são os seus benefícios para a saúde e a qualidade de vida da mulher que passa por esse tipo de tratamento. Confira, a seguir!
Apesar de ser um processo natural do organismo, o hipoestrogenismo (ou seja, a baixa presença de estrogênio circulante na mulher) é algo que pode trazer prejuízos para a saúde.11
Esse processo tem relação com conceitos complexos, como o de absorção óssea, que é inibida pela falta desse hormônio.12 Com a reposição hormonal na menopausa, esse equilíbrio é restabelecido.13
A queda dos hormônios sexuais traz uma consequência direta para muitas mulheres: a diminuição da libido6. Isso é natural, já que boa parte do interesse sexual é mediado pela ação de substâncias como o estrogênio e a testosterona. Com a reposição, isso tende a melhorar consideravelmente14.
Boa parte das mulheres que se encontram na menopausa se sentem menos atraentes e têm alterações significativas na forma como se veem. Sendo assim, podemos afirmar que a baixa autoestima é uma consequência comum nesse grupo15. A melhora do aspecto da pele, da libido e do psicológico como um todo ajudam muito nessa questão.
Os “calorões” são frequentemente mencionados nas listas de piores sintomas do climatério3. Não é para menos: eles são bem desconfortáveis e são, novamente, causados pela queda dos níveis de estrogênio no organismo3. Com a sua reposição, o desconforto apresenta uma boa melhora.
Por fim, outro ponto que é beneficiado na vida sexual das mulheres que se submetem à terapia hormonal é a volta da lubrificação vaginal16. A secura na região pode causar muitos desconfortos, especialmente, a dispareunia (dor no ato sexual).17
Algumas das possíveis indicações da terapia de reposição hormonal pós-menopausa são para mulheres:
que não têm histórico de câncer ou doenças cardíacas, vasculares e tromboembólicas na família ou ao longo da própria vida19;
Cada caso será avaliado isoladamente! Não se esqueça de que a terapia é personalizada às necessidades de cada paciente.
Apesar de ser uma estratégia que traz benefícios, é importante também conhecermos os possíveis efeitos colaterais da terapia hormonal para as mulheres20. Confira, a seguir, alguns pontos de destaque.
A dor de cabeça é um dos efeitos colaterais possíveis para quem se submete às terapias de reposição hormonal.20
Outro efeito possível é a alteração de humor. Ou seja: se você se sente feliz em um momento e, no outro, está triste, ou ainda, tem picos de irritabilidade e isolamento, é importante considerar que eles podem estar sendo causados pela terapia.20
A retenção hídrica (de água) é um efeito relativamente comum nas pacientes que passam pela reposição de hormônios. Isso pode causar a impressão de que aconteceu um ganho de peso, mas que na verdade pode estar relacionado apenas a um inchaço generalizado.20
A mastalgia, nome dado às dores nas mamas, também pode ser uma queixa para quem passa pela reposição hormonal pós-menopausa. Lembrando que nem todas as pessoas que fazem a terapia apresentarão esses (ou qualquer outro) efeito colateral. E, claro, que tudo isso é um processo. Da mesma forma que acontece em outras medicações, o ajuste da dose é algo feito progressivamente.20
Por isso, caso decida fazer a reposição, pode ser útil manter um diário dos sintomas que está apresentando e levar com você em suas consultas periódicas. Assim, o médico poderá avaliar o que está acontecendo e trazer sugestões para que o desconforto seja reduzido ou eliminado. Você é parte ativa do seu próprio tratamento, e tem poder sobre a sua saúde!
Estamos nos aproximando do final da nossa conversa! No entanto, não podemos nos despedir sem antes alertar sobre os possíveis riscos da realização da reposição hormonal. Veja, a seguir!
Os acidentes vasculares cerebrais (AVC) podem estar associados a certas doses e frequência de uso de alguns tipos de hormônio na reposição21. Embora esses números não sejam tão expressivos, é necessário prestar atenção a eles na hora de decidir com seu médico a terapia que será instituída.21
Outra ameaça que deve ser levada em consideração é a ocorrência de tromboembolismo venoso e embolia pulmonar. Há estatísticas que mostram aumento de risco desse fenômeno22, com cerca de uma chance entre duas ou três vezes maior.23
A possibilidade da terapia de reposição hormonal atuar como uma intensificadora das chances de câncer de mama é um fato que atraiu muita atenção de pesquisadores do mundo todo, principalmente no início do século19.
Na época, o tratamento era feito à base de estrogênios equinos conjugados associados a uma progesterona sintética24;
De lá pra cá, muita coisa mudou. Atualmente, o estradiol (principal estrogênio natural da mulher) é utilizado em associação a derivados da progesterona mais adequados às necessidades da mulher.
Dessa forma, a reposição hormonal moderna apresenta muito mais benefícios do que riscos. Estudos recentes associam esse tratamento (quando iniciado com menos de 10 anos de menopausa) ao aumento da expectativa de vida quando se considera a mortalidade por todas as causas incluindo, por exemplo, doenças cardiovasculares e cânceres.25
Por isso, o médico vai avaliar os prós e os contras de instituir essa estratégia, levando em consideração o histórico das pacientes.
Alguns estudos mostram que há certo medo das mulheres em iniciar a terapia hormonal26. Essa não é uma situação infundada, já que há muitos pontos que devem ser levados em consideração para essa escolha.
Para tomar uma decisão como essa, é fundamental ter uma conversa franca com o seu médico. Ele solicitará exames, avaliará os seus sintomas e discutirá sobre o seu estilo de vida.
Em alguns casos, mudanças de hábitos e a troca por atitudes mais saudáveis — como uma alimentação equilibrada e a prática de exercícios físicos — já ajudam muito no controle dos sintomas27. Em outras, apenas a reposição poderá melhorar a qualidade de vida da paciente.
Se você fizer parte desse grupo, não se preocupe. A reposição hormonal é feita com acompanhamento frequente e você poderá parar, caso ache necessário, sempre a partir de um diálogo aberto com os profissionais envolvidos e, claro, de uma avaliação do custo-benefício de parar o tratamento.
Como você viu, a reposição hormonal na menopausa é um tema muito sério. É importante discuti-lo com um médico de confiança, para que as suas dúvidas possam ser tiradas e, claro, a melhor estratégia seja determinada para o seu caso. Não se esqueça de que cada pessoa é completamente única, e que é importante avaliar os quadros isoladamente.
Referências Bibliográficas:
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