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Publicado em: 16 de julho de 2024
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A obesidade é o acúmulo excessivo de gordura ou tecido adiposo no corpo, o que pode prejudicar a saúde. Trata-se de uma doença complexa e que tem causas multifatoriais. No geral, ela representa a segunda causa mais comum de morte evitável após o tabagismo.1
Infelizmente, o número de casos de obesidade em crianças e adolescentes não para de crescer no mundo todo. De acordo com um estudo do Imperial College London e da Organização Mundial da Saúde (OMS), o aumento foi de dez vezes em quatro décadas de investigação.2
Tem alguém na sua família que está nessa faixa etária e passa por esse problema? Então, você está no lugar certo. Nós, da Libbs, preparamos este guia completo para tirar suas dúvidas sobre quadros de obesidade em crianças e adolescentes. Acompanhe!
O panorama da obesidade em crianças e adolescentes no Brasil é preocupante, segundo um levantamento feito pelo Observatório de Saúde na Infância, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).3
Embora haja uma tendência de queda nos números de obesidade entre as crianças até 5 anos, o cenário não é igual para as outras faixas etárias. O excesso de peso afeta uma em cada 10 crianças brasileiras e um em cada três adolescentes (entre 10 e 18 anos).3
Durante a pandemia de Covid-19, o número de crianças com excesso de peso cresceu 6,08%. Já entre os adolescentes, o aumento foi ainda maior: 17,2%.3
Diante desse panorama pouco animador, é importante conhecer os fatores de risco para obesidade entre as pessoas mais jovens. Continue para saber mais sobre o assunto!
Essas tendências refletem o impacto da propaganda e das políticas alimentares globais, em que os alimentos saudáveis muitas vezes são caros demais para famílias de baixa renda. Isso aumenta o risco de doenças como diabetes entre crianças e adolescentes.3
Dietas pouco saudáveis, ricas em alimentos processados, fast food e bebidas açucaradas, podem contribuir para o desenvolvimento da obesidade.4
Uma vida sedentária, passar muito tempo em frente às telas (como televisão, computador e videogames) e a falta de exercício regular podem aumentar o risco de obesidade.4
A predisposição genética e o histórico familiar de obesidade podem aumentar a probabilidade de uma criança ou adolescente desenvolver excesso de peso.4
A falta de sono adequado pode afetar os hormônios que regulam o apetite e o metabolismo, contribuindo para o ganho de peso.4
Não ter acesso a opções saudáveis de alimentos ou espaços seguros para brincar ativamente pode dificultar o controle do peso.4
Algumas condições médicas, como problemas endócrinos ou neurológicos, podem influenciar o peso corporal.4
Certos medicamentos, como esteroides e alguns medicamentos psiquiátricos, podem aumentar o risco de obesidade como efeito colateral.4
Eventos estressantes na vida da criança, como separações, divórcios, mudanças, perdas ou abusos, podem levar a comportamentos alimentares não saudáveis como forma de enfrentamento.4
Problemas familiares, conflitos ou dificuldades de relacionamento com os colegas podem levar a comportamentos alimentares emocionais e contribuir para o ganho de peso.4
A obesidade pode levar a uma baixa autoestima e a problemas de imagem corporal, os quais podem influenciar negativamente os hábitos alimentares e de exercício.4
Diante disso, são necessárias medidas para tornar alimentos saudáveis mais acessíveis em casa e na escola, especialmente em comunidades de baixa renda, juntamente com regulamentações e impostos para proteger as crianças de alimentos pouco saudáveis.3
Agora, é hora de você conferir dicas práticas para ajudar no combate ao excesso de peso infantil e na adolescência. Vamos lá!
A alimentação saudável tem como base o consumo de frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas magras. Evite alimentos ricos em açúcar, gorduras saturadas e sódio.4,5
Também é recomendado incentivar a participação em atividades físicas regulares, como esportes, brincadeiras ao ar livre e caminhadas. Procure encontrar opções que sejam divertidas e adequadas à idade da criança ou do adolescente.4,5
Ter alimentos ultraprocessados em casa é uma forma de sabotagem. Portanto, em vez disso, opte por refeições caseiras preparadas com ingredientes frescos e nutritivos.4
Ensine as crianças e os adolescentes a lerem os rótulos dos alimentos com atenção, ajudando-os a entender os ingredientes e os valores nutricionais.4,6
É fundamental manter uma rotina de horários regulares para refeições e lanches, evitando pular alguma delas e comer em excesso em momentos de fome extrema.4,7
Leve a criança ao médico para check-ups regulares, em que o profissional de saúde pode monitorar o crescimento, o desenvolvimento e o índice de massa corporal (IMC) dela ao longo do tempo.
Além disso, caso a criança esteja com dificuldades para perder peso, mesmo com mudanças na dieta e no estilo de vida, o médico pode oferecer orientações e recomendações adicionais.
Outro ponto de atenção é a apresentação de comportamentos alimentares preocupantes. Alguns exemplos são compulsão alimentar, restrição extrema de alimentos ou preocupações com o peso e a imagem corporal, é importante buscar orientação médica.
Por fim, se a família estiver com dificuldades para implementar mudanças saudáveis no estilo de vida, como dieta equilibrada e atividade física regular, também deve procurar o profissional. Nesses casos, o médico pode oferecer suporte e encaminhamentos para o atendimento nutricional e, em algumas situações, solicitar exames.4
Com isso, é possível perceber que a obesidade em crianças e adolescentes é um problema sério, que pode trazer consequências graves para a vida adulta e para o bem-estar dos pacientes afetados. Sendo assim, cuidados preventivos e um bom acompanhamento e tratamento em casos de sobrepeso são essenciais.4
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Referências:
1. Panuganti KK, Nguyen M, Kshirsagar RK. Obesity. In: StatPearls [internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2024. [Acesso em 12Jun2024]. Disponível em: https://tinyurl.com/yrjmdvne
2. Organização Mundial da Saúde. Organização Pan-Americana da Saúde –OMS/OPAS. Obesidade entre crianças e adolescentes aumentou dez vezes em quatro décadas, revela novo estudo do Imperial College London e da OMS [internet]. 2017. [Acesso em 12Jun2024]. Disponível em: https://tinyurl.com/3br9n8rv
3. Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz. Obesidade em crianças e jovens cresce no Brasil na pandemia [internet]. 2023. [Acesso em 12Jun2024]. Disponível em: https://tinyurl.com/yhcmy2vu
4. American Academy of Child and Adolescent Psychiatry – AACAP. Obesity in children and teens [internet]. 2023. [Acesso em 12Jun2024]. Disponível em: https://tinyurl.com/2p96ub8j
5. Plourde G. Preventing and managing pediatric obesity. Recommendations for family physicians. Can Fam Physician. 2006;52(3):322-8.
6. Fundo das Nações Unidas para a Infância – UNICEF. UNICEF anuncia apoio ao modelo de rotulagem de triângulos proposto pelo Idec [internet]. 2019. [Acesso em 12Jun2024]. Disponível em: https://tinyurl.com/4398e4dn
7. Brasil. Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual em Saúde. Que orientações sobre educação alimentar podem ser dadas para manejo e prevenção da obesidade infantil? [internet]. 2009. [Acesso em 12Jun2024]. Disponível em: https://tinyurl.com/mr2cnu64
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