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Publicado em: 2 de setembro de 2024
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Dor. Uma palavra curta, mas cheia de significados. Há aquela dor que afeta nossos sentimentos, quando somos feridos ou perdemos alguém amado. Mas existe também a dor física, que deve ser levada a sério e considerada pelos profissionais de saúde.1
O motivo é bem simples: qualidade de vida. Além de trazer danos para o bem-estar físico dos pacientes, a dor crônica pode prejudicar a saúde emocional, associada, inclusive, a quadros de depressão e outros transtornos psicológicos.2-4
Sendo assim, como interromper o ciclo da dor crônica e ter uma vida com mais qualidade e bem-estar? É hora de descobrir as respostas para essa pergunta! Continue a leitura para saber mais.
A dor crônica é caracterizada como uma doença também crônica, com duração igual ou superior a três meses, que pode ter origem primária (quando não se conhece a causa) ou secundária (quando associada a alguma doença).1
Pesquisas indicam que a dor crônica atinge cerca de 40% da população e que 10% dos casos são relatados como intensos.1
Como ela é diagnosticada?
O diagnóstico da dor crônica começa com a anamnese, que consiste na investigação dos sintomas e na busca pelo histórico do paciente, e o exame físico.1
Este processo envolve aspectos da dor, como:1
Dependendo dos achados da anamnese, o médico poderá solicitar alguns exames para entender a origem dessa dor. O hemograma é um dos mais comuns, pois auxilia no diagnóstico de problemas inflamatórios, metabólicos e infecciosos. O mesmo é válido para outros testes sanguíneos.1
Os exames de imagem também costumam ser muito úteis, envolvem as radiografias, ultrassonografias, tomografias, ressonâncias magnéticas e densitometria óssea.1
Uma das características da dor crônica é que ela pode afetar diversas partes do corpo. Por isso, não é incomum encontrarmos pacientes que têm vários tipos de dor de forma simultânea. Essa dificuldade faz com que muitos tenham problemas psicológicos, como depressão e ansiedade patológica. Além disso, eles têm risco aumentado de suicídio.5
Isso porque quando sentimos dor, não estamos apenas experimentando uma sensação física, mas também uma resposta emocional. Sendo assim, ela pode causar medo, ansiedade e até depressão, e essas emoções, por sua vez, podem intensificar a sensação de dor.6
Ainda, o cérebro processa tanto a dor quanto as emoções em áreas que se sobrepõem. Isso significa que o nosso estado emocional pode influenciar diretamente a maneira como percebemos a dor.6
Por exemplo, se estamos ansiosos ou deprimidos, é mais provável que sintamos a dor de forma mais intensa. Além disso, a dor crônica pode alterar o funcionamento do sistema nervoso, tornando o cérebro mais sensível a estímulos dolorosos e dificultando o controle das emoções.6
As dores podem afetar diversas áreas da vida, prejudicando até mesmo a realização de tarefas do dia a dia, como tomar banho, comer, dormir e trabalhar. Sendo assim, ela comumente é acompanhada de distúrbios que afetam a saúde mental do indivíduo.7,8
O tratamento da dor crônica deve ser feito de maneira abrangente, com uma abordagem multifatorial que abrace não só o controle do desconforto, mas também suas causas e comorbidades. Portanto, tratar as questões psicológicas também faz parte do protocolo.7
Então, vamos conhecer as abordagens terapêuticas para interromper o ciclo da dor crônica!
O primeiro tipo de tratamento utilizado nesses casos é o medicamentoso. Existem muitos medicamentos para tratar dor crônica, sendo os antidepressivos e os antiepilépticos dois bons exemplos dessa abordagem de tratamento.8,9
Eles são boas opções para tratar as dores nos nervos, modulando reações que participam da sensação dolorosa, e também ajudam na questão psicológica dos pacientes.8,10,11
Tratamentos como terapia com calor/frio, fisioterapia, acupuntura e estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) podem ajudar. Técnicas intervencionistas, como injeções epidurais e estimuladores de medula espinhal, também são opções para dor resistente.7
O exercício físico é uma estratégia comum de autogestão que pode melhorar a qualidade do sono, facilitar a perda de peso, estimular a liberação de endorfinas e reverter o descondicionamento físico. Ou seja: mesmo que em baixa intensidade, é recomendado que você se mexa para interromper o ciclo da dor crônica!7
A terapia cognitivo-comportamental é uma intervenção psicológica comum que reestrutura crenças, atitudes e comportamentos mal adaptativos.7
As crenças do indivíduo sobre sua capacidade de controlar eventos têm um papel crucial no tratamento. Uma percepção de baixa autoeficácia está associada a crenças de desamparo pessoal. Indivíduos com alta autoeficácia toleram melhor a dor e respondem com maior secreção de substâncias pelo organismo quando passam pelos estímulos dolorosos.11
Como é possível perceber, a questão psicológica tem um grande papel no ciclo da dor crônica2,4,8,11. Assim, para interrompê-lo, é importante buscar abordagens que não foquem apenas a sensação dolorosa, mas também o controle de sintomas depressivos, ansiosos e de outros transtornos do tipo.
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Elaborado em 12 de julho de 2024
Referências:
1. Brasil, Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Dor Crônica [internet]. 2022 [acesso em Jul 2024]. Disponível em: https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/consultas/relatorios/2022/20221101_pcdt_dor_cronica_cp74.pdf.
2. Siebra MMR, Vasconcelos TB. Quality of life and mood state of chronic pain patients. Rev dor. 2017;18(1):43–6.
3. Castro MMC, Quarantini LC, Daltro C, Pires-Caldas M, Koenen KC, Kraychete DC, et al. Comorbidade de sintomas ansiosos e depressivos em pacientes com dor crônica e o impacto sobre a qualidade de vida. Arch Clin Psychiatry (São Paulo). 2011;38(4):126–9.
4. Paiva AR, Ribeiro BM, Marra LJV, Borges OS, Barbosa SRA. O impacto da dor crônica na saúde mental. Brazilian Journal of Health Review. 2023;6(2):6435-6443.
5. Dydyk AM, Conermann T. Chronic Pain. 2024. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; [acesso em Jul 2024]. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK553030/.
6. Lumley MA, Cohen JL, Borszcz GS, Cano A, Radcliffe AM, Porter LS, et al. Pain and emotion: a Biopsychosocial Review of Recent Research. Journal of Clinical Psychology [Internet]. 2011 Jun 6;67(9):942–68. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3152687/
7. Cohen SP, Vase L, Hooten WM. Chronic pain: an update on burden, best practices, and new advances. Lancet. 2021;397(10289):2082-2097.
8. Wiffen PJ, Derry S, Moore RA, Aldington D, Cole P, Rice ASC, et al. Antiepileptic drugs for neuropathic pain and fibromyalgia – an overview of Cochrane reviews. The Cochrane database of systematic reviews [Internet]. 2013;2013(11):CD010567. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24217986
9. Yeh YC, Cappelleri JC, Marston XL, Shelbaya A. Effects of dose titration on adherence and treatment duration of pregabalin among patients with neuropathic pain: A MarketScan database study. PLoS One. 2021;16(1):e0242467.
10. Meaadi J, Obara I, Eldabe S, Nazar H. The safety and efficacy of gabapentinoids in the management of neuropathic pain: a systematic review with meta-analysis of randomised controlled trials. Int J Clin Pharm. 2023;45(3):556-565.
11. Vandenberghe L. Abordagens comportamentais para a dor crônica. Psicol Reflex Crit. 2005;18(1):47–54.
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