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Publicado em: 23 de janeiro de 2024
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Alergias são um problema relativamente comum na população. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 40% das pessoas sofrem com algum tipo de alergia.1 Você faz parte desse grupo ou está com uma suspeita? Ou, ainda, conhece alguém que passa por isso?
Se a resposta for sim, você veio ao lugar certo! Ao longo deste nosso bate-papo de hoje, vamos discutir sobre os principais tipos de alergia. O objetivo é trazer um guia completo sobre as principais variedades existentes.
Assim, você conhece os sintomas e modos de tratamento de cada um desses problemas, ficando muito mais preparado para discutir o assunto com a equipe responsável pelos seus cuidados. Vamos lá? Boa leitura!
As alergias são fruto de uma resposta do sistema imunológico a algum agente, conhecido como alérgeno ou antígeno. Para o sistema imune, esse agente é um corpo estranho que deve ser neutralizado. Assim, ocorre a resposta alérgica.2
Há várias razões para o surgimento de uma alergia, mas a principal delas é a genética.2 No entanto, a sensibilização constante a um tipo de antígeno também pode fazer com que o corpo passe a reagir contra ele.2
Como vimos, as alergias acontecem graças a uma resposta imunológica do organismo contra um agente qualquer. Tudo começa com o contato da pessoa a essa substância, que pode acontecer por via oral, tópica (da pele), olfativa (o cheiro), entre outros.3
O processo de ocorrência da reação alérgica é o seguinte:3
Ou seja: a alergia é causada pelo seu próprio corpo, em uma tentativa de expulsar o “agressor” que entrou em seu organismo. É como se ele estivesse se defendendo de uma doença, quando na verdade, em boa parte dos casos, se trata de algo inofensivo para o organismo.
Veja, agora, alguns dos tipos de alergias que mais frequentemente afetam as pessoas ao redor do mundo.
Esse tipo de alergia é um dos mais frequentes na população, atingindo cerca de 35% das pessoas.4 As mais comumente observadas são a asma e a rinite, mas há outros tipos de problemas, como a bronquite, que também pode ser causada por reações alérgicas.4
Por conta disso, manter bons cuidados respiratórios é indispensável. Eles envolvem desde a limpeza do ambiente em que o paciente alérgico vive até cuidados mais específicos, como a prática de atividades físicas para minimizar os sintomas desse problema.5
Os principais tipos de alergias respiratórias são:
São causadas por substâncias chamadas alérgenos, e as mais comuns são proteínas presentes no pólen de árvores e gramíneas, alimentos, peles, ácaros ou mofo, além de metais e substâncias utilizadas em cosméticos e produtos farmacêuticos. Quando entram em contato com o organismo, acabam desencadeando a reação imunológica sobre a qual já falamos. Bons exemplos de antígenos são a presença de ácaros, partículas oriundas de animais, substâncias do fumo e outros.8
Os sintomas das alergias respiratórias podem variar bastante, mas normalmente envolvem sinais como congestão nasal, prurido (coceira) no nariz, espirros, olhos lacrimejando, coriza (nariz escorrendo), falta de ar, tosse e coceira na garganta.9
Caso você apresente esses sintomas com frequência, é importante verificar se há gatilhos para a sua ocorrência. Ou seja: você começa a espirrar sempre que determinado evento acontece ou quando está em um lugar específico? Faça essas ligações para ajudar em seu diagnóstico!
De modo geral, não há muito perigo em ter uma alergia respiratória. Nos casos de rinite, por exemplo, o principal prejuízo será para a qualidade de vida do paciente, que sentirá um grande desconforto por conta dos sintomas.
No entanto, outras manifestações podem, sim, ser perigosas. É o caso da asma que, em situações graves, pode levar o paciente a óbito. Isso acontece por conta da incapacidade de respirar adequadamente, o que faz com que o cérebro pare de receber a oxigenação necessária para funcionar.10
Em casos de alergias respiratórias, o melhor é buscar o apoio de um alergologista. No entanto, antes de passar com esse especialista, você pode agendar uma consulta com um otorrinolaringologista, que vai avaliar o seu caso e, se necessário, fazer o encaminhamento necessário.
Outro profissional que pode ajudar bastante nesse contexto é o pneumologista, que pode cuidar da função pulmonar e prescrever estratégias que fortaleçam esse órgão.
A pele é o maior órgão do corpo humano, além de ser o mais exposto. Por conta disso, ela está suscetível a muitos problemas de saúde, inclusive alergias. Há muitas causas para esse problema, sendo o contato com substâncias alérgenas o mais comum.11
No entanto, isso não é tudo. Alergias alimentares, por exemplo, também podem estar relacionadas com as manifestações cutâneas (ou seja, que acontecem na pele).11 Por isso, é importante investigar as causas com cautela, até que a sua origem seja descoberta.
Há vários tipos de alergia de pele. Um dos mais comuns é a dermatite de contato, que pode ser causada por praticamente qualquer coisa. Exemplos são produtos de beleza, de higiene pessoal, alguns tipos de bijuteria, medicamentos, produtos químicos e por aí vai.11
Além dela, há a eczema (conhecida também como dermatite atópica) e a urticária. Em todos os casos, o melhor modo de prevenir o problema é evitar o contato com as substâncias que causam a alergia.11
Os sintomas das alterações cutâneas causadas por alergias podem variar de acordo com o problema apresentado. No entanto, de modo geral, eles incluem:11
A grande maioria dos casos de alergias na pele são considerados inofensivos. O seu maior perigo é, justamente, o desconforto causado pela coceira e pelas lesões que se formam no corpo do paciente.12
No entanto, há chances de que o paciente apresente um quadro de choque anafilático. Nesses casos, há risco para a vida, caso a pessoa deixe de conseguir respirar adequadamente.15
O tratamento de alergias da pele pode ser feito, também, por um médico alergologista. Ele poderá realizar testes para verificar a quais componentes você tem alergia, além de prescrever um tratamento adequado.
No entanto, o dermatologista também pode ajudar! Se necessário, ele vai encaminhar o paciente para outro especialista e, juntos, vão identificar qual é o melhor tratamento para o seu caso. O importante é nunca ficar sem acompanhamento!
Ainda que os medicamentos existam para nos ajudar, há pessoas que não reagem tão bem assim a algumas fórmulas. É por isso que, comumente, verificamos um aviso em propagandas sobre remédios, dizendo que ele é contraindicado para pessoas que apresentam sensibilidade aos componentes da fórmula.
A automedicação é um grande perigo por conta disso. Às vezes, o paciente desconhece a sua hipersensibilidade a alguma fórmula medicamentosa e consome o produto em casa, sem o suporte de profissionais. Isso dificulta a intervenção e aumenta os riscos.13
Qualquer tipo de medicamento é passível de causar reações alérgicas. Afinal, não sabemos como o nosso corpo vai reagir àquela fórmula. É bem possível que ele a interprete como algo que está tentando atacar o organismo.
No entanto, alguns medicamentos têm uma chance maior de causar reações. Eles são:14
Como podemos ver, boa parte dos remédios é adquirida apenas com receitas controladas. No entanto, outros podem ser facilmente comprados em farmácias. Por isso, novamente reiteramos os cuidados que devem ser tomados com a automedicação.
Os sintomas das alergias medicamentosas variam. Há pessoas que têm apenas uma sensibilidade aos fármacos, enquanto outras chegam a correr risco de vida caso entrem em contato com eles.
Neste caso, temos quadros de choque anafilático, que podem bloquear a respiração e levar o paciente a óbito.15
Outros sintomas frequentes são:15
Como vimos, o principal perigo das alergias aos medicamentos é o choque anafilático.14 Ele pode acontecer apenas alguns segundos após o contato com o medicamento em questão ou, em outros casos, levar horas para ocorrer.
De qualquer forma, a intervenção imediata é fundamental nesses casos. Os sintomas envolvidos no processo incluem:15
Caso você apresente algum desses sintomas, é necessário buscar atenção médica imediatamente. Caso não possa se dirigir, chame um serviço para o local em que você ou a pessoa afetada se encontra.
No caso de alterações de problemas com reações aos medicamentos, você deve buscar um serviço de pronto atendimento. O acompanhamento de urgência ou emergência fará toda a diferença no seu caso.
O objetivo é neutralizar o agente causador da alergia e, claro, oferecer suporte caso você tenha uma reação mais grave ao composto. A equipe vai intervir de modo a ajudá-lo a superar qualquer tipo de crise, aplicando substâncias que impeçam a reação alérgica de continuar em seu organismo.
As alergias alimentares funcionam da mesma forma que as anteriores, com a diferença de que são mediadas a partir da ingestão de alguns compostos presentes nos alimentos. Assim, é ativada uma resposta imunológica que faz com que o corpo reaja a essas substâncias.16
É preciso, também, diferenciar as alergias das intolerâncias. Enquanto a primeira ocorre por conta da resposta imune, a segunda tem mais relação com a dificuldade de digerir os compostos do alimento. Assim, gera sintomas, como diarreia, dores de barriga e mal-estar.16
Assim como acontece com os medicamentos, praticamente todos os alimentos são capazes de gerar uma resposta alérgica do organismo. No entanto, alguns as causam com maior frequência do que outros, tendo um potencial alérgico mais elevado. Bons exemplos são:17
Além disso, é bem importante ficar de olho nos ultraprocessados. Afinal, eles podem conter corantes, estabilizantes e outros tipos de produtos químicos que são comumente responsáveis por gerar a resposta alérgica.
Cada pessoa pode apresentar sintomas diferentes para as reações alérgicas alimentares. No entanto, os mais frequentes são:17
Além disso, é importante pontuar que sintomas respiratórios podem estar presentes, como é o caso do espirro, da tosse e até mesmo de dificuldades para respirar.
Assim como acontece com outros tipos, o choque anafilático é o maior perigo das alergias alimentares. E, nesse caso, infelizmente, ele é mais frequente do que se imagina, especialmente quando há o inchaço das vias aéreas por conta da reação alérgica.17
Sintomas, como a constrição dessas estruturas, são facilmente percebidos, pois o paciente entra em sofrimento para respirar. É possível que as mucosas e as unhas fiquem arroxeadas, graças à falta de oxigenação nos tecidos.17
Nesse caso, o melhor a se fazer é agir rápido. Uma injeção de adrenalina costuma ser o bastante para estabilizar o paciente até que ele possa ser levado a um médico. No entanto, caso você ainda não saiba se tem ou não uma alergia alimentar, busque atenção médica imediatamente assim que perceber qualquer alteração.17
Como vimos, os casos de alergia alimentar exigem intervenção imediata. É preciso que você corra para um pronto atendimento para receber os primeiros socorros e, assim, garantir a estabilização do quadro.
Em um segundo momento, é possível que os profissionais encaminhem você a um especialista em alergia. Lá, testes poderão ser feitos, assim como a prescrição de um tratamento para evitar novas crises e potencialmente salvar a sua vida caso o perigo surja outra vez.
Um bom exemplo disso é a caneta de epinefrina, conhecida popularmente como adrenalina. Ela ajuda na estabilização dos sintomas e permite que você busque um hospital com mais tranquilidade.
Ah, os insetos! Fundamentais para o equilíbrio dos ecossistemas, mas, muitas vezes, prejudiciais para a nossa saúde e qualidade de vida. Um desses exemplos é quando a sua picada causa alergia, algo que pode ser muito comum e afetar também os seres humanos, ao contrário do que pode parecer.
Aqui, na maioria das vezes, a reação alérgica está relacionada às toxinas liberadas pelos insetos, que reagem em nosso organismo, fazendo com que ele veja a substância como algo nocivo.18
Vários insetos podem gerar esse tipo de reação, mas os mais frequentemente associados com as alergias são:18
Por isso, é muito interessante cuidar não só da higiene do ambiente em que você vive, mas também investir em telas para janelas, repelentes e outros recursos que ajudem esses seres a se manterem bem longe de você e de toda a sua família.
Os principais sintomas associados ao contato com insetos são:18
Apenas o contato com insetos que não picam, como baratas, também pode prejudicar fortemente a respiração, fazendo com que crises de asma e outras alergias respiratórias surjam. É o caso da alergia ao ácaro, sobre a qual já falamos anteriormente.
Como vimos acima, o principal perigo envolvendo a picada de insetos ou o contato com outras formas de vida, é a reação alérgica em si. Sendo bem desagradável, ela pode trazer prejuízos para a qualidade de vida. Além disso, insetos afetam o sono e o bem-estar em geral.
No entanto, isso não é tudo. Em casos mais graves, as picadas também podem gerar um choque anafilático. Isso é muito comum, por exemplo, em picadas de muitas abelhas. Por isso, fique atento aos sinais e busque ajuda médica caso seja necessário.18
O tratamento adequado para a alergia por picada de insetos será instituído por um profissional que atue como alergologista. Ele tem a formação e o conhecimento necessários para indicar as melhores estratégias nesses casos.
No entanto, em casos de reações muito agudas ou que ofereçam risco para a sua saúde, a dica é buscar um pronto-atendimento. Assim, você evita que a situação se agrave e poderá ser encaminhado ao especialista adequado para o seu caso.
O tratamento das alergias vai depender de sua origem. No entanto, o principal cuidado que devemos ter nesses casos envolve a exclusão do alérgeno do seu dia a dia. Ou seja: não pode comer amendoim? Então, atenção às embalagens de produtos comprados no mercado. Tem reação ruim à poeira? Nesse caso, é importante caprichar na limpeza. E por aí vai!19
No entanto, é claro que essa não é a única medida existente para lidar com esse problema. O uso de alguns medicamentos, conhecidos como anti-histamínicos (pois ajudam a bloquear a liberação das histaminas, lembra delas?), é muito eficiente no controle desses sintomas.19,20
Além disso, alguns casos podem ser tratados com imunoterapia, que ajuda o sistema imunológico a entender melhor aquele alérgeno e, assim, se adaptar a ele. E, por fim, há outros tratamentos mais específicos, que vão depender do grau de alergia de cada pessoa e dos sintomas que ela apresenta.20
Como podemos ver, há muitos tipos de alergia. Alguns são mais sutis, mas outros colocam a vida dos pacientes afetados em risco. Por isso, é muito importante cuidar bem desse tipo de problema e buscar o tratamento adequado para amenizar os sintomas e prevenir novas crises.
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Referências
1. Conselho Regional de Enfermagem (COREN-MS). Alergias atingem 40% da população. 2013. Disponível em: <http://ms.corens.portalcofen.gov.br/alergias-atingem-40-da-populacao_1955.html>. Acesso em 21 de fev. de 2023.
2. Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde – BVSMS. Alergias. Ministério da Saúde. 2005. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/82alergias.html>. Acesso em 21 de fev. de 2023.
3. Australasian Society of Clinical Immunology and Allergy. What is Allergy? 2019. Disponível em: <https://www.allergy.org.au/patients/about-allergy/what-is-allergy>. Acesso em 21 de fev. de 2023.
4. Ministério da Saúde. Dia Mundial da Alergia: saiba mais sobre os sintomas e tratamento. 2022. Disponível em: <https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/julho/dia-mundial-da-alergia-saiba-mais-sobre-os-sintomas-e-tratamento>. Acesso em 21 de fev. de 2023.
5. Teixeira, L. R. Atividades físicas e promoção da saúde na infância e adolescência. Sociedade Brasileira de Pediatria. Cadernos de escolas Promotoras de Saúde. 2003, 1, 52-57.
6. Molinari G, Colombo G, Celenza C. Respiratory allergies: a general overview of remedies, delivery systems, and the need to progress. ISRN Allergy. 2014 Mar 12;2014:326980.
7. Singh, A.; Avula, A.; Zahn, E. Acute Bronchitis. [Updated 2023 Jul 13]. In: StatPearls. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2023 Jan-. Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK448067/
8. Norwegian Institute of Public Health. Allergy – food allergy, respiratory allergy and skin allergy. 2023 Disponível em: <https://www.fhi.no/en/mp/chronic-diseases/asthma-and-allergy/allergy/>. Acesso em 21 de fev. de 2023.
9. Small, P., Keith, P.K. & Kim, H. Allergic rhinitis. Allergy Asthma Clin Immunol. 2018, 14 (Suppl 2), 51.
10. World Health Organization. Asthma. 2023 Disponível em: <https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/asthma>. Acesso em 21 de fev. de 2023.
11. Fonacier, L. S., Dreskin, S. C., & Leung, D. Y. Allergic skin diseases. Journal of Allergy and Clinical Immunology. 2010, 125(2): S138-S149.
12. American Academy of Allergy, Asthma & Immunology. Skin Allergy. 2023. Disponível em: https://www.aaaai.org/conditions-treatments/allergies/skin-allergy. Acesso em: 10.11.2023
13. Instituto para Práticas Seguras no Uso de Medicamentos. Prevenção de erros de medicação associados a reações alérgicas a medicamentos. Boletim ISMP. 2019. 8 (8): ISSN: 2317-2312.
14. American College of Allergy, Asthma & Immunology. Drug Allergies. 2018 Disponível em: <https://acaai.org/allergies/allergic-conditions/drug-allergies/>. Acesso em 21 de fev. de 2023.
15. Simons, F. Estelle R., et al. “World Allergy Organization Anaphylaxis Guidelines: 2013 update of the evidence base.” International archives of allergy and immunology. 2013 162.3: 193-204.
16. Ministério da Saúde. Entenda as diferenças entre alergia e intolerância alimentar. 2022. Disponível em: <https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/setembro/entenda-as-diferencas-entre-alergia-e-intolerancia-alimentar>. Acesso em 21 de fev. de 2023.
17. U.S. Food & Drug Administration – FDA. Food Allergies: What You Need to Know. 2023. Disponível em: <https://www.fda.gov/food/buy-store-serve-safe-food/food-allergies-what-you-need-know>. Acesso em 21 de fev. de 2023.
18. Asthma and Allergy Foundation of America. Insect Allergies. 2015 Disponível em: <https://aafa.org/allergies/types-of-allergies/insect-allergy/>. Acesso em 21 de fev. de 2023.
19. NHS. Allergies. Disponível em: <https://www.nhs.uk/conditions/allergies>. Acesso em 21 de fev. de 2023.
20. Larsen, J. N., Broge, L., & Jacobi, H. Allergy immunotherapy: the future of allergy treatment. Drug discovery today. 2016, 21(1): 26-37.
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