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Publicado em: 5 de dezembro de 2023
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A fibrilação atrial é um dos tipos mais frequentes de arritmias cardíacas, sendo considerada a mais incidente. Infelizmente, sua frequência tem aumentado na população e, por isso, precisamos conversar sobre isso!1
Se você não sabe muito bem o que é a fibrilação atrial, chegou a hora de descobrir! Como esse é um tema muito importante, entender sua origem, sintomas e formas de tratamento é algo que não pode ser deixado de lado.
Continue a leitura para conferir mais informações e cuidar melhor da sua saúde! Vamos lá?
Vamos conhecer as definições de cada um desses problemas? A arritmia, também conhecida como batimento cardíaco irregular, é uma doença cardiovascular que acontece quando o coração não mantém um ritmo constante. Em outras palavras, é uma espécie de “tropeço” no compasso ou na velocidade dos batimentos cardíacos.2
Em situações normais, é natural que o coração acelere durante atividades físicas e desacelere quando estamos em repouso ou dormindo. Às vezes, também é comum sentir como se o coração “pulasse” uma batida ocasionalmente.2
No entanto, se essa irregularidade no ritmo se tornar frequente, pode ser um indício de que o coração não está bombeando sangue de maneira eficiente para o corpo. Isso pode causar tonturas, desmaios ou outros sintomas.2
A boa notícia é que as arritmias podem ser tratadas com medicamentos ou procedimentos médicos destinados a regular o ritmo cardíaco irregular. Caso não recebam tratamento, as arritmias podem causar danos sérios no coração, cérebro ou outros órgãos.2
Isso pode resultar em eventos potencialmente fatais, como Acidente Vascular Cerebral (AVC, também chamado de derrame), insuficiência cardíaca ou parada cardíaca.2 Ou seja: muita atenção!
Por sua vez, a fibrilação atrial é um tipo de arritmia. Ela faz com que o coração bata de forma irregular e, por vezes, muito mais rápido do que o normal. Além disso, as câmaras superiores e inferiores do coração não trabalham em conjunto como deveriam.3
Quando isso ocorre, as câmaras inferiores não se enchem completamente ou não bombeiam sangue suficiente para os pulmões e o corpo. Isso pode provocar uma sensação de cansaço, tontura ou vertigem.3
Você também pode sentir como se o coração estivesse pulando uma batida, tremendo, pulsando, ou batendo forte ou rápido demais. Além disso, pode haver a percepção de dor no peito.3
Nem sempre. Mas quando não é tratada, sim. Esse problema está associado ao dobro de risco de morte por problemas cardíacos, além de aumentar as chances de ocorrência de Acidentes Vasculares Cerebrais.5
Os sintomas da fibrilação atrial costumam estar associados ao cansaço, mas também podem incluir:
Agora, confira as principais causas e fatores de risco para esse tipo de condição.
Quando o tecido do coração ou a sinalização elétrica é danificada, o bombeamento regular do músculo cardíaco pode se tornar rápido e irregular. Na maioria das vezes, esse tipo de dano é causado por outras condições, como pressão alta e doença cardíaca coronária.2
No entanto, outros fatores podem levar a alterações no tecido cardíaco ou nas sinalizações elétricas do coração que podem causar o desenvolvimento da fibrilação atrial.2
Além disso, fatores como envelhecimento, doença cardíaca, infecção ou genética podem afetar o tecido cardíaco e impedir que as células cardíacas se contraiam adequadamente.2
Conheça, agora, os fatores de risco para a fibrilação atrial!
O risco de fibrilação atrial aumenta à medida que envelhecemos, especialmente após os 65 anos. A condição é rara em crianças.3
Se alguém da sua família teve fibrilação atrial, você tem um risco maior de desenvolvê-la também.3
Algumas escolhas de estilo de vida podem aumentar o risco de fibrilação atrial. Confira as principais:
Diversas outras condições médicas podem aumentar o risco de fibrilação atrial. Conheça alguns exemplos:
Alguns medicamentos potencializam o risco, especialmente se você tiver outros fatores de risco para fibrilação atrial.3 Por isso, é importante evitar a automedicação!
A fibrilação atrial é mais comum entre indivíduos brancos do que entre pessoas negras ou afrodescendentes, hispânicas e asiáticas.6
A realização de alguns tipos de cirurgia, especialmente no coração, também pode contribuir para o aumento do risco de desenvolvimento da fibrilação atrial.3
Pessoas de todas as idades podem ter arritmias cardíacas.2 No entanto, esse tipo de problema (incluindo a fibrilação atrial) é mais comum à medida que a idade avança. Sendo assim, a fibrilação atrial não é tão comum em jovens.3
A recomendação dada é sempre buscar um médico! Caso note sintomas, é fundamental buscar apoio profissional.
Além disso, não deixe de fazer seus check-ups regulares para controlar sua pressão arterial e outros fatores importantes. Essas avaliações são fundamentais para garantir que esse problema seja detectado logo no início e devidamente tratado.
E por falar em tratamento, quais são as formas de lidar com esse problema? Continue a leitura para saber mais!
Algumas mudanças que podem ser implementadas nesse tipo de tratamento são:
Por fim, também há procedimentos e cirurgias para tratar a fibrilação atrial e outros tipos de arritmia. Entre eles, estão:
Os episódios podem ir e vir, normalmente durando por volta de 48 horas, no máximo. No entanto, formas persistentes da condição podem perdurar por volta de uma semana. Há também o tipo constante do problema, que nunca para de ocorrer.7
Sim, pode. A dica é manter os seus batimentos sob controle. Por isso, é interessante contar com o suporte de um profissional da saúde para orientar você da melhor forma possível, de acordo com o seu caso particular.3
O diagnóstico precoce dessa condição é fundamental para evitar as consequências do seu agravamento, como o surgimento de trombos, a ocorrência de AVCs e outros problemas.8 Por isso, capriche em seus check-ups e cuide do seu coração!
Agora que você sabe o que são as arritmias cardíacas e o que é a fibrilação atrial, chegou a hora de se cuidar! Por isso, mantenha seus exames médicos em dia e atente a qualquer sintoma que seu corpo manifestar. Nosso organismo está sempre se comunicando, então, dê ouvidos!
Aproveite também para conferir outras postagens do blog Vida Plena! Ele está repleto de informações riquíssimas sobre os mais variados tipos de problema de saúde, além de dicas para se manter em forma e ter uma boa qualidade de vida. Esperamos que goste!
Data de elaboração: 18/11/2023.
Referências:
1. Favarato D. Brazilian Population Presents Prevalence of Atrial Fibrillation Similar to Higher Income Countries, and a Low Use of Anticoagulation Therapy. Arq Bras Cardiol. 2021 Sep;117(3):435-436. English, Portuguese. doi: 10.36660/abc.20210562. PMID: 34550228. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC8462960/. Acesso em 17 nov. 2023.
2. Lorga, A., Lorga Filho, A., D’Ávila, A., Rassi Jr, A., de Paola, A. A., Pedrosa, A., … & Maciel, W. (2002). Diretrizes para avaliação e tratamento de pacientes com arritmias cardíacas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 79, 1-50. Disponível em: https://www.scielo.br/j/abc/a/DPyhM3Bd96CQ3c6RzwsRvcy/ . Acesso em: 23 nov. 2023.
3. Magalhães, L. P., Figueiredo, M. J. O., Cintra, F. D., Saad, E. B., Kuniyoshi, R. R., Teixeira, R. A., … & Souza, O. F. (2016). II Diretrizes brasileiras de fibrilação atrial. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 106, 1-22. Disponível em: https://www.scielo.br/j/abc/a/QhSz5Wks4Yq7vJDknvCXwCR. Acessado em: https://docs.google.com/document/d/1s1aBd6oAIaxm_rqlbB6YNrInpB9Y338PjENnIxnZDSQ/edit
4. Campos, H. S. (2014). Gripe ou resfriado? Sinusite ou rinite. Jornal Brasileiro de Medicina, 102(1), 41-50. Disponível em: http://files.bvs.br/upload/S/0047-2077/2014/v102n1/a4024.pdf. Acessado em 23 de novembro de 2023.
5. American Heart Association. AHA. “What is Atrial Fibrillation (AFib or AF)” Disponível em: https://www.heart.org/en/health-topics/atrial-fibrillation/what-is-atrial-fibrillation-afib-or-af. Acesso em: 17 nov. 2023.
6. Heinisch, R. H., de Figueiredo, L. B., Araújo, L. R., & Joaquim, M. V. G. (2013). Perfil clínico e epidemiológico de pacientes com fibrilação atrial. Arq. Catarin. Med, 42(1), 40-49. Disponível em: https://www.researchgate.net/profile/Roberto-Heinisch/publication/259671538_Perfil_clinico_e_epidemiologico_de_pacientes_com_fibrilacao_atrial_Clinical_and_epidemiological_profile_in_atrial_fibrillation/links/0deec52d412558aab1000000/Perfil-clinico-e-epidemiologi
7. Moreira, D. A. R. (2001). Arritmias no pós-operatório de cirurgia cardíaca. Rev. Soc. Cardiol. Estado de Säo Paulo, 941-955. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/lil-391561. Acessado em 23 de novembro de 2023.
8. Cunha, S., Antunes, E., Antoniou, S., Tiago, S., Relvas, R., Fernandez-Llimós, F., & da Costa, F. A. (2020). Raising awareness and early detection of atrial fibrillation, an experience resorting to mobile technology centred on informed individuals. Research in Social and Administrative Pharmacy, 16(6), 787-792. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31473110/. Acesso em: 18 nov. 2023.
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