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Publicado em: 29 de maio de 2025
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Está em busca de uma vida mais saudável? Então, você pode aprender a cuidar da saúde cardiovascular. A boa notícia é que isso pode ser feito com pequenos ajustes na sua rotina.
O motivo é bem simples: a relação que existe entre o estilo de vida e a saúde do coração (e do sistema cardiovascular como um todo).1 Quer saber mais sobre o assunto? Então, continue a leitura!
Convidamos o Dr. Mauro Tojo, médico da família e consultor da Libbs, para um bate-papo sobre estilo de vida, saúde e sistema cardiovascular. Você pode conferir e anotar as dicas para poder aplicá-las no dia a dia!
Adotar um estilo de vida saudável é uma das estratégias mais eficazes e econômicas para prevenir doenças não transmissíveis, como as doenças cardiovasculares e outras condições crônicas.1
Um estudo recente, que analisou dados de mais de 2,5 milhões de pessoas, mostrou que hábitos saudáveis podem reduzir significativamente o risco de morte e de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.1
Confira alguns dados demonstrados nessa pesquisa:1
Mas o que foi levado em conta? Nesse estudo, considerou-se uma combinação de fatores de estilo de vida, incluindo:1
Vamos conhecer os principais fatores que podem contribuir para o surgimento das doenças cardiovasculares? A seguir, os apresentamos:
A idade é um dos fatores de risco mais importantes para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares.2
Mulheres na pré-menopausa têm uma proteção natural devido ao estrogênio, que atrasa o aparecimento da Doença Arterial Coronária em cerca de 8 a 10 anos em comparação com os homens.2
Após os 55 anos, o risco de DAC aumenta de forma semelhante em homens e mulheres.2
O tabagismo é um fator de risco para doenças cardiovasculares em homens e mulheres. No entanto, mulheres fumantes têm um risco 25% maior de desenvolver doença coronária em comparação com homens fumantes. Por isso, é preciso buscar alternativas para evitar ou abandonar esse vício.2
Para prevenir e controlar esse fator de risco, recomenda-se manter ou perder peso por meio de atividade física, controle calórico e programas comportamentais. A recomendação é que cada indivíduo realize pelo menos 150 minutos por semana de atividade física moderada ou 75 minutos por semana de atividade vigorosa.2
O risco de hipertensão arterial aumenta mais em mulheres idosas do que em homens idosos. A recomendação, para a maioria das pessoas, é de uma pressão menor do que 140/90 mmHg, ou seja, 14 por 9. Para pessoas com mais de 60 anos, sem diabetes ou doença nos rins, a meta pode ser similar.2
Ter colesterol LDL, triglicérides e colesterol não-HLD elevados (além do HDL baixo) é algo que pode prejudicar a saúde do coração. Assim, a terapia com estatinas pode ser recomendada em alguns casos, assim como mudanças no estilo de vida.2
Pessoas com diabetes têm um risco de 2 a 4 vezes maior de morte por doenças cardíacas. A meta, nesse caso, é manter a hemoglobina glicada (um exame de sangue que mede o nível médio de açúcar no organismo) inferior a 7%.2
Vamos às dicas sobre como cuidar melhor da sua saúde cardiovascular? Conheça 3 cuidados essenciais.
A perda de peso é um fator importante para reduzir o risco de doenças cardiovasculares e a sua mortalidade. Nesse sentido, as intervenções no estilo de vida, que combinam uma abordagem nutricional com exercício físico, podem apresentar resultado positivo na redução do risco de doença cardiovascular.3
Além disso, estudos com pacientes que passaram por cirurgia bariátrica, um procedimento que promove perda de peso significativa, mostraram uma redução de 60% no risco de morte em pessoas com diabetes tipo 2, sugerindo que a magnitude da perda de peso pode ser crucial.3
“É importante observar que, embora seja eficaz na redução do risco de doenças cardiovasculares, a cirurgia bariátrica é indicada apenas em casos específicos, em função da avaliação médica”, complementa o doutor Mauro Tojo.
Dietas como a mediterrânea e a DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension, uma dieta indicada para hipertensos) são conhecidas por serem cardioprotetoras.3
A ligação entre dieta e doenças cardiovasculares foi observada pela primeira vez no início do século XX. Em 1913, o cientista Nikolaj Anitschkow descobriu que alimentar coelhos com colesterol causava o desenvolvimento de placas ateroscleróticas, semelhantes às encontradas em humanos.4
Desde então, os estudos sobre dieta e doenças do coração evoluíram, focando diferentes aspectos:4
No entanto, nenhum desses fatores isoladamente se mostrou decisivo. Isso ocorre porque a dieta é multifatorial, sendo que os alimentos interagem de forma complexa.4
Por exemplo, substituir gorduras de origem animal (como carne e laticínios) por gorduras de origem vegetal (como óleo de soja e nozes) envolve mudanças em vários componentes da dieta, dificultando a atribuição dos resultados a um único fator.4
Uma abordagem mais eficaz é focar na proporção entre gorduras insaturadas e saturadas, em vez de recomendações isoladas para cada tipo de gordura. Isso leva em consideração o equilíbrio entre os diferentes tipos de gordura, e é consistente com as evidências científicas atuais.4
O nosso especialista explica que, como cada organismo funciona de uma forma diferente, é fundamental buscar acompanhamento médico e nutricional para ajustar a dieta.
Atividade física é qualquer movimento do corpo que envolva os músculos e gaste energia. Isso inclui desde atividades do dia a dia, como caminhar, até exercícios físicos estruturados, como correr ou malhar.4
A atividade física está inversamente relacionada ao risco de doenças cardiovasculares. Isso significa que, quanto mais você se movimenta, menor o risco.4
Além disso, atividades sedentárias, como se sentar por mais de 6 horas por dia ou assistir à TV por mais de 4 horas por dia, podem aumentar o risco de morte cardiovascular.4 Em outras palavras, movimentar o corpo é essencial para evitar doenças no coração.4
Como você viu, um estilo de vida mais saudável pode contribuir bastante para a melhora da saúde cardiovascular. Você pode adotar essas dicas e levar as recomendações para a sua vida. Seu coração agradece!
Quer saber mais sobre saúde cardiovascular e de outros sistemas do seu organismo? Confira outras postagens do blog A Vida Plena!
Artigo elaborado em: 8 fev. 2025.
Parágrafos não referenciados correspondem à opinião e/ou prática clínica do autor.
As opiniões emitidas pelo(a) especialista são independentes e, necessariamente, não refletem a opinião da Libbs.
Referências:
1. Zhang YB, Pan XF, Chen J, Cao A, Xia L, Zhang Y, Wang J, Li H, Liu G, Pan A. Combined lifestyle factors, all-cause mortality and cardiovascular disease: a systematic review and meta-analysis of prospective cohort studies. J Epidemiol Community Health. 2021 Jan;75(1):92-99.
2. Saeed A, Kampangkaew J, Nambi V. Prevention of Cardiovascular Disease in Women. Methodist Debakey Cardiovasc J. 2017 Oct-Dec;13(4):185-192.
3. Zucatti KP, Teixeira PP, Wayerbacher LF, Piccoli GF, Correia PE, Fonseca NKO, Moresco KS, Guerra BA, Maduré MG, Farenzena LP, Frankenberg AD, Brietzke E, Halpern B, Franco O, Colpani V, Gerchman F. Long-term Effect of Lifestyle Interventions on the Cardiovascular and All-Cause Mortality of Subjects With Prediabetes and Type 2 Diabetes: A Systematic Review and Meta-analysis. Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2787-2795.
4. Schmidt-Trucksäss A, Lichtenstein AH, von Känel R. Lifestyle factors as determinants of atherosclerotic cardiovascular health. Atherosclerosis. 2024 Aug;395:117577.
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