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Publicado em: 30 de janeiro de 2025
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Você sabia que as doenças respiratórias no verão também podem ser um problema? A temperatura ambiente pode influenciar diretamente em nossa saúde respiratória.1 Isso porque, se expor rapidamente ao calor intenso, a ambientes climatizados ou até às mudanças térmicas ao longo do dia pode intensificar problemas respiratórios, especialmente em pessoas com condições preexistentes, como asma e sinusite.1
Isso reforça a importância de se proteger e de se atentar aos cuidados necessários durante a estação mais quente do ano, a fim de evitar o agravamento de problemas respiratórios.1 Quer garantir o seu bem-estar para aproveitar os dias de calor? Neste post, vamos abordar quais são as principais doenças respiratórias no verão e como cuidar da sua respiração durante esse período. Confira!
As variações na umidade relativa do ar, combinada com a poluição do ar e o uso de climatizadores, podem atuar como agravadores de doenças que afetam o sistema respiratório.1 Acompanhe, abaixo, quais são essas condições e como podem se intensificar na temporada de calor.
A rinite alérgica (RA) é considerada uma condição bastante comum, que pode acometer pessoas de todas as idades, desde crianças até idosos.2 A sua origem pode estar associada a componentes genéticos e ocorre quando a mucosa nasal, que fica localizada na parte interna do nariz, inflama.2
Os seus sintomas são bem característicos e podem variar para cada indivíduo.2 Normalmente, incluem espirros repetidos, uma coriza líquida que costuma ser abundante, e muita coceira no nariz, nos olhos, nos ouvidos, e até no céu da boca e garganta.2
O nariz fica congestionado, dificultando a respiração, enquanto os olhos ficam vermelhos, lacrimejando e com a sensação de irritação.2 Também pode haver o gotejamento pós-nasal, quando a secreção escorre para a garganta, causando tosse ou pigarro, o que pode modificar o olfato e o paladar.2
Se não for diagnosticada e tratada corretamente, a RA pode provocar uma série de complicações como, interferir no sono, na produtividade no trabalho, no aprendizado e na qualidade de vida.3
As crises de rinite podem ser desencadeadas por diversos fatores, como o contato com ácaros, poeira, pelos de animais domésticos, inalação de odores fortes, fumaça de cigarros, pólen e fungos, e podem piorar no inverno e nas variações climáticas.2
No verão, os fungos fazem dos locais quentes e úmidos dentro das casas o ambiente perfeito para se proliferarem, como soleiras de janelas, banheiros e porões.4 Em dias quentes, secos e com ventos também podem haver maior circulação de pólen no ar.4
2. Bronquite
Bastante comum entre crianças, embora também possa afetar adultos, bronquite consiste na inflamação dos brônquios, que são tubos que ajudam o ar a chegar aos pulmões.5 Na forma aguda, geralmente é causada por vírus ou bactérias e, apesar de incômoda, dura poucos dias.
Já na versão crônica, que dura mais dias, pode ser provocada pela inalação da fumaça do cigarro, entre outros irritantes que podem ser inalados.5 Nesse quadro, as células dos pulmões podem sofrer danos progressivos, podendo levar à Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).5
As manifestações da bronquite incluem tosse com catarro, chiados no peito, falta de ar e cansaço para realizar atividades.6 Nos dias secos, os episódios da doença podem ser mais frequentes devido à baixa umidade, que pode ressecar as vias respiratórias, dificultando a ação do muco que protege contra irritantes.7
3. Asma
Uma das doenças respiratórias de verão recorrentes é a asma, condição crônica que acomete cerca de 300 milhões de pessoas no mundo, havendo 20 milhões de asmáticos só no Brasil.8 Ela é definida como uma inflamação das vias aéreas, que dificulta a passagem de ar, além de causar a sensação de aperto no peito, tosse e chiado.8
As crises de asma variam muito, tanto de pessoa para pessoa quanto em um mesmo indivíduo: há períodos em que os sintomas são leves e momentos em que podem ser graves, necessitando atendimento de emergência.8
O desenvolvimento da doença pode envolver questões genéticas e agentes externos, como ácaros, pólen, infecções virais, fezes de barata, fumaça de cigarros, e fungos, cuja proliferação pode aumentar no fim do verão e no outono, estações com maior incidência de ventos quentes, o que contribui para a dispersão de partículas no ar, favorecendo problemas respiratórios.8
4. Sinusite
Você sofre de sinusite? Nessa condição, ocorre a inflamação das mucosas nos seios da face, cavidades ao redor do nariz, olhos e maçãs do rosto.9 Essas cavidades ajudam a aquecer o ar que respiramos e dão ressonância à nossa voz.9
Quando algo bloqueia o fluxo normal da secreção, como uma infecção ou alergias, as mucosas inflamam, causando a sinusite.9 Pessoas com distúrbios anatômicos, como desvio de septo nasal, podem ser mais propensas à doença.9
Ela pode ser aguda ou crônica.9 A sinusite aguda é mais intensa e se apresenta a partir de fortes dores de cabeça, secreção espessa, que pode ser amarelada ou esverdeada, e obstrução nasal.9 Também pode haver cansaço, febre e tosse.9
Por sua vez, a sinusite crônica, que é mais persistente, tem sintomas mais leves, sendo a tosse noturna o principal sinal.9 Os sintomas podem piorar à noite em decorrência da secreção que escorre para a parte de trás do nariz, irritando as vias respiratórias.9
Durante o verão, o clima mais seco e a exposição constante ao ar-condicionado podem dificultar a eliminação das secreções e aumentar o risco de inflamações, causando os indesejáveis episódios de sinusite.9
Em dias de altas temperaturas, você corre para ambientes com ar-condicionado para aliviar o calor ou trabalha em locais climatizados? A exposição frequente ao ar artificial pode impactar o organismo humano de diferentes formas, prejudicando a respiração e os pulmões.10 Veja, abaixo, qual é a relação entre ar-condicionado e doenças respiratórias.
Como o calor e o ar condicionado afetam o sistema respiratório
O contato com baixas temperaturas em ambientes internos, como as geradas pelo ar-condicionado, pode parecer inofensivo, mas nem sempre é benéfico para as vias aéreas.10
Para quem já sofre com doenças respiratórias crônicas, como asma, essa exposição pode significar mais que um simples desconforto — é um risco real de agravamento. 10 Isso porque o ar frio pode aumentar a inflamação dos brônquios e, quando combinado com outros fatores irritantes, como poeira e fungo acumulados e disseminados por esse equipamento, cria um cenário ideal para infecções respiratórias.10
Além disso, a respiração em ambientes frios pode ressecar as vias aéreas, já que o ar frio acelera a evaporação do líquido que as reveste, deixando-as mais vulneráveis.10 E quando o corpo está em esforço físico ou respirando rapidamente, esse impacto é ainda maior.10
A falta de umidade e o resfriamento extremo não só causam desconforto, mas também podem favorecer crises de rinite alérgica, asma, bronquite e sinusite.10
Ninguém merece passar o verão sofrendo com crises de doenças respiratórias, não é mesmo? Para ajudar você a aproveitar os dias quentes com mais conforto, preparamos algumas dicas simples e eficazes de cuidados com a respiração no calor. Acompanhe!
Faça limpeza e hidratação nasal
A limpeza e hidratação das cavidades nasais são imprescindíveis para respirarmos sem dificuldades.11 Geralmente feito com solução salina, esse processo ajuda a diminuir os sintomas de alergias e de demais condições que afetam o trato respiratório, uma vez que auxilia na remoção de sujeiras, bactérias e partículas irritantes.11
Existem diferentes métodos para fazer uma lavagem nasal, como a neti pot, que é o mais tradicional, onde a solução utilizada é administrada de forma que seja eliminada pela outra narina, mas pode ser mais difícil de ser aplicada em crianças.11
Para facilitar a aplicação, você pode optar por alternativas mais modernas, como o uso de sprays, populares pela conveniência que oferecem para todas as idades.11 O ideal é que essa lavagem seja feita pelo menos duas vezes por dia.11
Realize a manutenção de climatizadores e ar-condicionado
Qual foi a última vez que você fez a manutenção de climatizadores ou do ar-condicionado da sua casa? Se você nunca fez ou não se lembra quando higienizou esses aparelhos, está na hora de limpá-los o quanto antes.
Ao longo do tempo, os filtros do ar-condicionado podem acumular poeira e, consequentemente, agentes maléficos para sua saúde respiratória.12 Por isso, limpe-os periodicamente e troque os filtros conforme a recomendação do fabricante.12
Controle da umidade e qualidade do ar
O tempo seco faz mal para nosso organismo, mas também é necessário tomar cuidado com o excesso de umidade, tendo em vista que ela pode facilitar a proliferação de fungos e formação de mofo, que também causam problemas respiratórios.12 A qualidade do ar deve ser controlada principalmente nos ambientes em que você passa mais tempo, como o seu quarto.12
Os cuidados com o sistema respiratório no verão devem se estender para todos os lugares em que você esteja, como em casa e no trabalho.13 Saiba, a seguir, como tornar a estação mais quente do ano mais agradável.
Monitore a qualidade do ar
A instalação de um monitor de qualidade do ar pode ser um grande aliado para o seu lar, ajudando a identificar os níveis de poluentes e agir rapidamente para melhorar o ambiente.13
Promova uma ventilação adequada
Mantenha sua casa sempre bem ventilada, pois isso faz toda a diferença para o ar que você respira.13 Portanto, abra as janelas e portas regularmente, a fim de renovar o ambiente com ar fresco, e, se necessário, ventiladores ou purificadores podem dar uma força extra para diminuir o calor e eliminar impurezas no ar.13
As doenças respiratórias no verão também exigem atenção, já que a exposição ao ar artificial, algo comum neste período, e a proliferação de agentes irritantes podem afetar o pleno funcionamento das suas vias aéreas.1,2 A limpeza e hidratação nasal no verão com soluções salinas, bem como o controle da qualidade do ar, permitem que você mantenha sua saúde e reduza complicações respiratórias.11,12
Está em busca de mais qualidade de vida? Leia mais post no nosso blog A Vida Plena e confira dicas essenciais para o seu bem-estar!
Referências
1. Achebak H, Garcia-Aymerich J, Rey G, Chen Z, Méndez-Turrubiates RF, Ballester J. Ambient temperature and seasonal variation in inpatient mortality from respiratory diseases: a retrospective observational study. The Lancet Regional Health Europe [Internet]. 2023 Dec 1;35:100757.
2. Sakano E, Sarinho ESC, Cruz AA, Pastorino AC, Tamashiro E, Kuschnir F, Castro FFM, Romano FR, Wandalsen GF, Chong-Neto HJ, Mello JF Jr, Silva LR, Rizzo MC, Miyake MAM, Rosário Filho NA, Rubini NPM, Mion O, Camargos PA, Roithmann R, Godinho RN, Pignatari SSN, Sih T, Anselmo-Lima WT, Solé D. IV Brazilian Consensus on Rhinitis – an update on allergic rhinitis. Braz J Otorhinolaryngol. 2017 Nov 2;84(1):3–14.
3. Associação Brasileira de Alergia e Imunologia. Asma e rinite – Respirando melhor. [Internet]. [Acesso em Nov 2024]. Disponível em: https://asbai.org.br/wp-content/uploads/2023/08/EBOOK-ASBAI-Asma-e-Rinite-Junho-2022.pdf.
4. Rubini N de PM, Wandalsen GF, Rizzo MCV, Aun MV, Chong Neto HJ, Solé D. Guia prático sobre controle ambiental para pacientes com rinite alérgica. Arquivos de Asma, Alergia e Imunologia. 2017;1(1).
5. Associação Brasileira de Alergia e Imunologia. Asma é bronquite? [Internet]. [Acesso em Nov 2024]. Disponível em: https://asbai.org.br/asma-e-bronquite/.
6. Butler MW, Keane MP. Bronchitis, Bronchiectasis. Infectious Diseases. 2017;243-250.e2.
7. Hicham Achebak, Rey G, Chen Z, Lloyd SJ, Quijal-Zamorano M, Raúl Fernando Méndez-Turrubiates, et al. Heat Exposure and Cause-Specific Hospital Admissions in Spain: A Nationwide Cross-Sectional Study. Environmental Health Perspectives. 2024 May 1;132(5).
8. Sociedade Brasileira de Pneumonia e Tisiologia. Asma. [Internet]. [Acesso em Nov 2024]. Disponível em: https://sbpt.org.br/portal/espaco-saude-respiratoria-asma/.
9. Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia. Diagnóstico e tratamento de rinossinusite. [Internet]. [Acesso em Nov 2024]. Disponível em:https://amb.org.br/files/_BibliotecaAntiga/rinossinusite.pdf.
10. D’Amato M, Molino A, Calabrese G, Cecchi L, Annesi-Maesano I, D’Amato G. The impact of cold on the respiratory tract and its consequences to respiratory health. Clinical and Translational Allergy [Internet]. 2018 May 30;8(1).
11. Sociedade de Pediatria São Paulo. Recomendações – Atualização em condutas de pediatria. [Internet]. [Acesso em Nov 2024]. Disponível em: https://www.spsp.org.br/site/asp/recomendacoes/Rec91_PedAmbulatorial.pdf.
12. Sociedade Brasileira de Medicina da Família e Comunidade. Baixa umidade do ar prejudica pessoas com pré-disposição a doenças respiratórias. [Internet]. [Acesso em Nov 2024]. Disponível em: https://www.sbmfc.org.br/noticias/baixa-umidade-do-ar-prejudica-pessoas-com-pre-disposicao-a-doencas-respiratorias/.
13. Associação Brasileira de Alergia e Imunologia. Mudanças climáticas agravam alergias – Preparem-se. [Internet]. [Acesso em Nov 2024]. Disponível em: https://asbai.org.br/wp-content/uploads/2023/06/FOLDER-DIGITAL-SEMANA-DA-ALERGIA-FINAL.pdf.
Artigo elaborado em 20 de novembro de 2024.
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