Saúde da Mulher
Maternidade
Menopausa
Período Fértil
Dermatologia
Cuidados com a Pele
Saúde da Pele
Respiratória
Cuidados Respiratórios
Doenças Respiratórias
Cardiologia
Saúde do Coração
Saúde Mental
Transtornos Emocionais
Neurologia
Transtornos Neurológicos
Gastro
Saúde Intestinal
Oncologia
Câncer
Publicado em: 5 de janeiro de 2024
Sem tempo para ler? Clique no play abaixo para ouvir esse conteúdo.
Nariz entupido, secreção nasal e espirros são alguns dos sintomas que podem aparecer nos casos de rinite e sinusite. Com queixas em comum, as doenças podem ser facilmente confundidas, sendo necessário o correto diagnóstico e acompanhamento médico.¹
Além disso, essas e outras condições respiratórias acarretam incômodos e tendem a prejudicar a qualidade de vida das pessoas em qualquer época do ano, sobretudo no período do inverno, devido às mudanças bruscas na temperatura e baixa umidade.1,2,7
Apesar das semelhanças e da alta taxa de prevalência mundial de ambas, rinite e sinusite são condições bastante diferentes.1 Continue a leitura para saber distingui-las.
Rinite é definida como a inflamação das mucosas (revestimento interno) do nariz4.
Estatísticas realizadas pela Organização Mundial da Alergia (WAO – World Allergy Organization) apontam que cerca de 30 a 40% da população mundial sofrem com a rinite3.
A causa desse problema, em geral, são as infecções virais. Nesse contexto, temos processos alérgicos, além das gripes e resfriados. No caso de alergias, tudo começa com o contato com determinados agentes alérgenos e/ou poluentes, como pelos de animais, poeira, pólen, fumaça de cigarro, entre outros.1,2,4
O nariz funciona como um filtro. O objetivo é impedir a entrada no organismo de substâncias tóxicas e/ou irritantes que possam causar danos ao Sistema Respiratório. Quando em contato com partículas estranhas, esse órgão reage de forma a evitar a inalação, o que explica os sintomas.5
Seus sintomas mais característicos são:
Temos como sinusite a inflamação das mucosas dos seios da face, cavidades que estão localizadas no interior dos ossos do rosto, logo abaixo dos olhos, próximo às bochechas, ao redor do nariz e na região próxima à parte superior das sobrancelhas. 1,2
A Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial demonstra que 15 a 20% da população mundial têm sinusite. 8
Na maioria das vezes, a sinusite está associada a processos infecciosos provocados por bactérias oportunistas que se aderiram às paredes dos seios da face (que apresentam estruturas parecidas com as mucosas do nariz) e impediram o fluxo correto de eliminação das secreções corporais naturais e comumente se apresenta após um quadro de rinite não tratada. 8,10
Seus sintomas costumam ser mais severos do que os sintomas da rinite. Entre os mais comuns, estão: 8-11
obstrução nasal com secreção de cor amarela/esverdeada;
A sinusite ainda pode ser classificada em 2 tipos, de acordo com a frequência e com a intensidade dos sintomas,12 conforme veremos a seguir.
O quadro é considerado agudo quando as queixas permanecem por um período de até 4 semanas.
A dor na face costuma ser o maior incômodo e pode gerar sensações de pulsação ou, ainda, de peso e pressão na cabeça. Dificuldade para respirar, cansaço, febre e perda de apetite podem estar presentes.
Também é descrita a sinusite aguda recorrente, na qual a pessoa apresenta o mesmo quadro mais de 4 vezes ao ano.
O quadro é considerado crônico ou persistente quando sua duração se prolonga por mais de 12 semanas.
A dor nos seios da face e o quadro febril, podem estar ausentes. Os relatos mais frequentes são obstrução nasal e presença de secreção.
Antialérgicos, descongestionantes nasais de uso oral e/ou tópico, anti-inflamatórios e, até mesmo, antibióticos são algumas das classes de medicamentos que podem ser utilizadas no controle dos sintomas da rinite e da sinusite. Contudo, a automedicação é totalmente contraindicada. 1,2
O uso indiscriminado de qualquer remédio pode ser potencialmente nocivo à saúde e provocar outras complicações. Ao apresentar qualquer queixa, procure atendimento médico para que o diagnóstico e o tratamento corretos e seguros sejam feitos.
Apesar de serem condições consideradas relativamente menos graves do que outras doenças respiratórias, como a asma, a rinite e a sinusite provocam prejuízos significativos na qualidade de vida e no bem-estar das pessoas.1,2,7
Nessa perspectiva, a rotina pode sofrer grande impacto por conta dos sintomas apresentados e, muitas vezes, pelas reações causadas pelo tratamento medicamentoso. Um exemplo é o uso de antialérgicos de determinada classe que causam sono excessivo. 14
Alterações respiratórias, de uma maneira geral, costumam influenciar diretamente a qualidade do sono. Distúrbios do sono induzem à fadiga, irritabilidade, déficits de memória e sonolência durante o dia. 1,2,7
Desse modo, observa-se em indivíduos adultos e crianças que apresentam quadros agudos, recorrentes ou crônicos dessas doenças malefícios no seu rendimento no trabalho, na escola e na interação social. 14
Para amenizar a frequência do surgimento dessas queixas, uma boa alternativa é a prevenção. 1,2,7,14
Existem condutas e hábitos que não envolvem o uso de medicamentos e podem ser adotados no dia a dia para a prevenção dos quadros de rinite e sinusite, com a melhora da higiene ambiental. Entre eles: 1, 4, 7, 8, 12, 15, 16
Interessante como a mudança de pequenos hábitos da rotina pode contribuir para melhorar nossa saúde, não é mesmo? Ainda mais após vermos sobre as diferenças entre rinite e sinusite e sabermos identificá-las corretamente.
Todas essas medidas contribuem para a saúde nasal. Os cuidados respiratórios em todas as estações do ano são ferramentas importantes para o combate à rinite e à sinusite.
Quer aprender mais sobre saúde respiratória? Siga o Instagram e o Facebook da Família Respira, um canal da Libbs para disseminar informações sobre o assunto!
Referências:
1. Ibiapina C da C, Sarinho ESC, Cruz Filho ÁAS da, Camargos PAM. Rinite, sinusite e asma: indissociáveis?. J bras pneumol. 2006;32(4):357–66
2. Campos, H. S. Gripe ou resfriado? Sinusite ou rinite. Jornal Brasileiro de Medicina. 2014, 102(1), 41-50.
3. Jornal da USP. Rinite alérgica afeta cerca de 40% da população mundial. 2019. Disponível em: https://jornal.usp.br/atualidades/rinite-alergica-afeta-cerca-de-40-da-populacao-mundial/. Acessado em: 06.11.2023
4. Ibiapina C da C, Sarinho ESC, Camargos PAM, Andrade CR de, Cruz Filho ÁAS da. Rinite alérgica: aspectos epidemiológicos, diagnósticos e terapêuticos. J bras pneumol. 2008; 34(4):230–40
5. DeMarco RC, Anselmo-Lima WT. Fisiologia do nariz e seios paranasais. In: Campos CAH, Costa HOO. Tratado de otorrinolaringologia. São Paulo: Roca; 2002.
6. Pacheco, F. A Diferença entre Rinite, Sinusite e Rinossinusite. 2023. Medicina Verso. Disponível em: https://medicinaverso.com/saude/diferenca-entre-rinite-sinusite-e-rinossinusite. Acessado em: 06.11.2023
7. Mangaraviti, R. B., et al. Fatores e impactos associados à asma e rinite alérgica na qualidade de vida-uma revisão da literatura. Brazilian Journal of Health Review. 2021; 4(2), 5131-5142.
8. Weckx, L. L. Sinusite. RBM rev. bras. med, 1991; 48(n.esp): 69-78.
9. Saúde em dia. Gripe, rinite ou sinusite: saiba como identificar cada uma delas. 2022. Disponível em: https://www.saudeemdia.com.br/gripe/gripe-sinusite-ou-rinite-saiba-como-identificar-cada-uma-delas/. Acesso em 22.02.2023.
10. Ministério da saúde. Sinusite – Biblioteca Virtual em Saúde. 2011. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/sinusite/. Acesso em 23.02.2023.
11. Figueiredo, R. Sinusite aguda. Revista Saber Digital. 2021, 1(01), 198–208. Recuperado de https://revistas.faa.edu.br/SaberDigital/article/view/1043
12. Ah-See, K. W., & Evans, A. S. Sinusitis and its management. Bmj. 2007; 334(7589): 358-361.
13. Hamilos, D. L. Chronic sinusitis. Journal of Allergy and Clinical Immunology. 2000; 106(2): 213-227
14. Camelo-Nunes IC, Solé D. Rinite alérgica: indicadores de qualidade de vida. J bras pneumol [Internet]. 2010Jan;36(1):124–33.
15. Prefeitura de são paulo. Como prevenir crises de rinite e sinusite durante o período de clima seco. 2022. Disponível em https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/noticias/?p=329440. Acesso em 24.02.2023.
16. Bagatin, E., & Costa, E. A. D. Doenças das vias aéreas superiores. Jornal Brasileiro de pneumologia. 2006, 32: S17-S26.
Você já saiu de um consultório com a prescrição para o uso de um inalador?...
Manter a prática de atividade física é uma recomendação importante para a saúde, mas, em...
A época do ano em que os casos de gripe e resfriado são mais comuns...
O tema da humanização do cuidado tem ganhado força na área da saúde nos últimos...
Você sabia que o sedentarismo e a constipação estão relacionados? Dos diversos benefícios que a...
A cefaleia tensional é um tipo comum de dor de cabeça que causa uma sensação...