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Publicado em: 5 de março de 2024
Assuntos abordados
A palavra “menstruação” vem do Latim “mens”, que significa mês ou mensal. Ou seja, só pelo seu nome, já é possível entender a sua regularidade. Trata-se, de modo geral, de um sangramento que ocorre em ciclos no corpo feminino — embora haja vários tipos de menstruação.1
No entanto, apesar de ser um processo natural, o seu funcionamento ainda é pouco conhecido por boa parte das pessoas. Seja pelo tabu que envolve esse assunto, seja em razão da falta de informação passada de geração para geração, o fato é que pouquíssimas mulheres realmente a compreendem bem.
Então, que tal conhecer os tipos de menstruação e finalizar esse ciclo de desinformação? Continue a leitura, saiba mais sobre esse processo natural do corpo feminino e aprenda a identificar anormalidades que podem indicar a necessidade de uma visita ao médico. Vamos lá?!
Como citamos, a menstruação é um processo natural do corpo feminino. Ela é marcada pelo início do ciclo reprodutivo da mulher.1
A menarca acontece, normalmente, na faixa etária entre 10 e 16 anos. Mas há, sim, casos em que ela pode vir antes ou depois.1 Além disso, o espaço entre uma menstruação e a próxima é de, em média, 28 dias. Porém, o período pode variar em intervalos que vão de 24 a 38 dias.18
O evento conhecido como menstruação ocorre de modo muito complexo, a partir de um ciclo mediado por hormônios e por diversas substâncias que têm o poder de ativar ou de desativar processos. A hora do sangramento é apenas um acontecimento entre tantos no mês de uma mulher.1
Inclusive, o sangramento acontece graças à descamação de uma camada interna do útero, chamada de endométrio. É no endométrio que o embrião se fixa e, quando não ocorre a fecundação (a formação do zigoto, ou seja, do futuro bebê), ele é eliminado para ser refeito.1
Esse ciclo se repete todos os meses a partir da menarca, findando com a chegada da menopausa.1 Contudo, você não precisa ter pressa, pois falaremos melhor sobre esse assunto em alguns instantes. Continue com a gente!
Agora que você já sabe o que é a menstruação, confira alguns dos seus principais tipos, as suas diferenças e os sinais de alerta. Veja a seguir!
A menstruação regular é aquela que tem, mais ou menos, um “padrão” para acontecer. Ou seja, é aquele sangramento que aparece sempre nos mesmos dias do mês, assim como respeita a mesma duração e se vai em dias parecidos.3
Via de regra, mulheres com ciclos regulares sabem quando vão menstruar e o que esperar do próximo ciclo, sem grandes surpresas. Aqui, o sangramento também não costuma ser muito intenso, com um fluxo de leve a moderado ao longo de todo o período, o que varia de acordo com as referências obtidas na anamnese, que podem ser guiadas por parâmetros hematimétricos.3
A menstruação irregular está associada ao prolongamento da duração do sangramento (normalmente, quando superior a sete dias) ou até mesmo à ocorrência de intervalos maiores entre os ciclos, ou menores que normal. Em resumo, é toda menstruação que não “obedece” a um padrão considerado “normal”.4
Algumas das possíveis causas para esse problema incluem alterações de origem hormonal. No entanto, o estresse e outras doenças e síndromes também podem estar associadas, como é o caso da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). A prevalência desse fenômeno pode chegar a 35% em alguns grupos e países analisados.4
A menstruação intensa, como o próprio nome sugere, tem relação com a intensidade do fluxo vivenciado pela mulher durante os ciclos. A sua principal característica, então, é a ocorrência de um sangramento muito intenso, com uma perda considerável de sangue todos os meses. Além disso, a duração da menstruação pode ser diferente, superando os sete dias.5
Esse tipo de menstruação já é perigoso, pois pode trazer consequências negativas, como fraqueza, alterações de humor, dificuldade de aprendizado e de memorização e até mesmo falta de ar. Ainda, quadros de anemia tendem a causar também esses sintomas mais graves.5
A menstruação ausente é conhecida pelo nome técnico de “amenorreia”. Ela pode ter origens primárias, quando a mulher não passa pela menarca, ou secundárias, quando ela experimentava menstruações normais e parou de tê-las em algum momento da sua vida.6
As causas da menstruação ausente primária estão, normalmente, relacionadas a problemas congênitos (de nascimento). No caso da secundária, é possível que haja cistos ou tumores ovarianos produtores de hormônio, perda de peso, tumores na glândula pituitária, SOP ou a síndrome de Cushing.6
Mais um nome técnico para você: dismenorreia. Esse problema acontece quando a mulher experimenta ciclos dolorosos, acompanhados principalmente por episódios de cólicas intensas e que podem ser incapacitantes. Nessas circunstâncias, é fundamental procurar um médico. A condição prejudica o seu bem-estar e a sua capacidade de dar continuidade às atividades cotidianas.7
Além das cólicas, é possível que apareçam outros sintomas, como dores de cabeça, tonturas, dores nas costas e/ou nas pernas. Inchaço, náuseas, vômitos e diarreias também podem estar presentes nesse contexto.7 Contudo, vale destacar que a mulher não precisa conviver com esses sintomas, e uma visita a um ginecologista pode ajudá-la.
Cada pessoa é um mundo. Então, certamente, o que é normal para uma mulher não será necessariamente igual para todas as outras. No entanto, há padrões que são utilizados para considerar algo como “normal” na Medicina e permitir que alterações sejam vistas com mais atenção.
Há muitos fatores que podem contribuir para que o seu ciclo seja diferente quando comparado ao das suas amigas e familiares. Um estudo recente mostrou que, além da idade, devemos considerar determinados pontos, como o peso, a etnia, a exposição ao estresse e o estilo de vida. Por exemplo: mulheres abaixo do peso podem ter sangramentos mais longos, enquanto as que têm obesidade podem apresentar ciclos mais irregulares, embora não estejamos tratando de uma regra geral.8
Sendo assim, um dos melhores caminhos para identificar como é o seu ciclo é anotá-lo. Há aplicativos que podem ajudar nessa tarefa, mas manter uma agenda escrita também é bastante válido.
A partir daí, basta entregar as suas anotações para o seu médico ginecologista quando o encontrar para as suas consultas de rotina. Ele poderá avaliar aquele material e tirar conclusões que vão se relacionar às suas queixas e aos seus relatos.
Além disso, manter essas anotações é uma boa pedida para quem deseja se conhecer melhor. Com essa consciência, fica mais fácil identificar eventuais problemas e alterações que podem ter relação com alguma doença ou síndrome. Fique de olho!
Agora, é provável que você esteja se perguntando como é feito o tratamento para essas questões. Confira, a seguir, algumas alternativas!
Uma das possibilidades de tratamento, como mencionado, é a terapia hormonal. Ela é utilizada por algumas mulheres que estão no climatério com o objetivo de auxiliar no controle dos sintomas desconfortáveis que podem estar presentes nesse momento.14
Esse tipo de estratégia, no entanto, deve ser acompanhado de perto por um médico que determinará o tempo de terapia. A medida é pensada para atender às necessidades da paciente e não trazer riscos para a sua saúde.14
O uso de contraceptivos orais é uma boa estratégia para o controle de diversas alterações menstruais, como:15
Além disso, eles ajudam no controle dos sintomas da tensão pré-menstrual (TPM) e colaboram para o tratamento de outras questões, como a acne e as consequências da Síndrome dos Ovários Policísticos e da endometriose.15
O tratamento também pode envolver o uso de medicações para o controle dos sintomas. Anti-inflamatórios, por exemplo, são utilizados para amenizar a dor.16
Em alguns casos, pode ser necessário fazer cirurgias para que a causa primária do problema seja resolvida. Um bom exemplo disso é a endometriose.16
O uso de terapias alternativas também pode ser bem útil no controle de sintomas menstruais, principalmente da dismenorreia (dor). A acupuntura é o exemplo mais clássico e que traz bons resultados para as pacientes.17
Por fim, é muito importante que a causa primária do problema seja tratada. Por exemplo: uma paciente com endometriose precisa passar por um tratamento para resolver as alterações na sua menstruação.16
A duração dos ciclos, assim como o volume de sangramento e outras características menstruais — como a cor da menstruação — vai diminuindo à medida que o tempo passa para a mulher.8 Aliás, conforme os ciclos reduzem cada vez mais, a mulher entra em um período conhecido como climatério.9
O climatério é um conjunto de mudanças que afetam o corpo feminino e compreende um período de transição entre a fase reprodutiva da vida da mulher e a entrada de um novo período. No climatério, ainda há a capacidade de gestar. Apenas após a menopausa, as mulheres não podem mais engravidar.9
O aumento da expectativa de vida humana fez com que as mulheres, hoje em dia, atingissem a marca de ⅓ das suas vidas após a menopausa. Dessa forma, é preciso entendermos mais sobre esse “tipo de menstruação”, vivenciado durante o climatério.10No período de transição, o ciclo menstrual se torna cada vez menos frequente. É possível que a menstruação “dê as caras” em um mês e, depois, fique um longo período sem vir, até aparecer novamente.9
Além da amenorreia (ausência de menstruação, como vimos), o climatério e a menopausa trazem mais alguns sintomas, como:12
É importante haver um acompanhamento médico durante todo esse período. Em alguns casos, a terapia hormonal pode ser indicada como uma forma de lidar com os sintomas do climatério, restaurando o bem-estar da paciente e diminuindo os sinais desconfortáveis.13
Gostou de aprender mais sobre os tipos de menstruação? Agora, preste atenção ao seu ciclo e identifique as suas características, pois esse cuidado vai ajudar você a conhecer melhor o seu corpo e todo o seu funcionamento. O autoconhecimento é um processo pelo qual precisamos passar para termos uma vida mais saudável, física e mentalmente.
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Referências:
1. MARTINS, F. Saiba o que é a menstruação, quando ela acontece e quais as principais características. Ministério da Saúde, 24 jan. 2023. Disponível em: <https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2023/janeiro/saiba-o-que-e-a-menstruacao-quando-ela-acontece-e-quais-as-principais-caracteristicas>. Acesso em: 19 mar. 2023.
2. Agenda da Mulher. Ministério da Saúde, Brasília-DF, 2006. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/agenda_mulher.pdf>. Acesso em: 19 mar. 2023.
3. DONOSO, MANUEL B. et al. Normality Ranges of Menstrual Fluid Volume During Reproductive Life Using Direct Quantification of Menses with Vaginal Cups. Gynecologic and Obstetric Investigation, v. 84, n. 4, p. 390–395, 2019. Disponível em: <https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30712040/>. Acesso em: 19 mar. 2023.
4.KWAK, Y.; KIM, Y.; BAEK, K. A. Prevalence of irregular menstruation according to socioeconomic status: A population-based nationwide cross-sectional study. PLOS ONE, v. 14, n. 3, p. e0214071. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6424400/>. Acesso em: 19 mar. 2023.
5. SU, S. et al. Prevalence and knowledge of heavy menstrual bleeding among gynecology outpatients by scanning a WeChat QR Code. PLOS ONE, v. 15, n. 4, p. e0229123, 2 abr. 2020. Disponível em: <https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32240178/>. Acesso em: 19 mar. 2023.
6. NAWAZ G, ROGOL AD. Amenorreia. [Atualizado em 21 de junho de 2022]. In: StatPearls [Internet]. Ilha do Tesouro (FL): StatPearls Publishing; 2022 Jan-. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK482168/>. Acesso em: 19 mar. 2023.
7. ALSALEEM, M. Dysmenorrhea, associated symptoms, and management among students at King Khalid University, Saudi Arabia: An exploratory study. Journal of Family Medicine and Primary Care, v. 7, n. 4, p. 769, 2018. Disponível em: <https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30234051/>. Acesso em: 19 mar. 2023.
8. BULL, J. R. et al. Real-world menstrual cycle characteristics of more than 600,000 menstrual cycles. npj Digital Medicine, v. 2, n. 1, 27 ago. 2019. Disponível em: <https://www.nature.com/articles/s41746-019-0152-7>. Acesso em: 19 mar. 2023.
9. Climatério | Biblioteca Virtual em Saúde MS. 2009. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/climaterio/>. Acesso em: 19 mar. 2023.
10. BORKER, S.; VENUGOPALAN, P.; BHAT, S. Study of menopausal symptoms, and perceptions about menopause among women at a rural community in Kerala. Journal of Mid-life Health, v. 4, n. 3, p. 182, 2013. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3952411/>. Acesso em: 19 mar. 2023.
11. SCACCIA, Annamarya. How Long Do Symptoms of Menopause Last? Healthline. Medically reviewed by Debra Rose Wilson, Ph.D., MSN, R.N., IBCLC, AHN-BC, CHT. Disponível em: <https://www.healthline.com/health/menopause/how-long-does-menopause-last>. Acesso em: 19 mar. 2023.
12. NHS CHOICES. Symptoms – Menopause. rev. 17 mai. 2022. Disponível em: <https://www.nhs.uk/conditions/menopause/symptoms/>. Acesso em: 19 mar. 2023.
13. NHS CHOICES. Treatment – Menopause. rev. 17 mai. 2022. Disponível em: <https://www.nhs.uk/conditions/menopause/treatment/>. Acesso em: 19 mar. 2023.
14. PARDINI, D. Terapia de reposição hormonal na menopausa. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, v. 58, n. 2, p. 172–181, mar. 2014. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/abem/a/bnhD8LVvNT9P5yWFvhzfvBc/abstract/?lang=pt#>. Acesso em: 19 mar. 2023.
15. Managing Menstruation with Hormonal Contraceptives. Children’s Hospital of Philadelphia, 19 nov. 2019. Disponível em: <https://www.chop.edu/news/health-tip/managing-menstruation-hormonal-contraceptives>. Acesso em: 19 mar. 2023.
16. What are the common treatments for menstrual irregularities? National Institutes of Health, rev. 31 jan. 2017. Disponível em: <https://www.nichd.nih.gov/health/topics/menstruation/conditioninfo/treatments>. Acesso em: 19 mar. 2023.
17. MARQUES, P. R. D. N. et al. Acupuntura para o tratamento da dismenorreia primária: Principais pontos. Research, Society and Development, v. 10, n. 15, p. e346101522897–e346101522897, 27 nov. 2021.
18. FEBRASGO, Benetti-Pinto CL, SOARES JÚNIOR JM, Yela DA. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO); 2018. (Protocolo FEBRASGO – Ginecologia, no. 38/Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Endócrina).
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