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A TPM é o termo comumente utilizado para a síndrome pré-menstrual (SPM). A SPM é experienciada por algumas mulheres durante o ciclo menstrual e é acompanhada de sintomas físicos, emocionais e comportamentais. Os sintomas são de natureza cíclica, repetitiva, costumam surgir na semana anterior à menstruação e diminuem com o começo do fluxo menstrual.1,2

Esses sintomas incluem aumento do tamanho e da sensibilidade das mamas, dor e inchaço nas pernas, ganho de peso, cefaleia, fadiga, aumento do volume abdominal, acne, ansiedade, irritabilidade, depressão, mudanças de humor, depreciação da autoimagem e alteração do apetite.1,2 A ocorrência dos sintomas da SPM varia entre 75% e 80% das mulheres em idade reprodutiva, apresentando ampla variação na quantidade, na duração e na intensidade dos sintomas.1

Em contrapartida, a prevalência do transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) é de 3% a 8%, com sintomas predominantemente relacionados ao humor, impactando negativamente o funcionamento social, profissional e familiar.1 Em resumo, o TDPM é uma forma mais grave de SPM, com sintomas emocionais e físicos severos que ocorrem na fase lútea do ciclo menstrual, começando uma a duas semanas antes da menstruação.2

Não existe uma idade certa para desenvolver TDPM, ele pode ser desenvolvido na vida adulta, mesmo que seja comum que os sintomas apareçam na adolescência ou no início da idade adulta. Algumas mulheres podem começar a experimentar sintomas mais tarde, por mudanças hormonais ao longo da vida, estresse e eventos significativos. O TDPM, assim como a SPM, pode causar alterações físicas como sensibilidade e inchaço nos seios, dores de cabeça, dores musculares e nas articulações, além de inchaço e ganho de peso.2,3

Os sintomas do TDPM também incluem humor deprimido, ansiedade, instabilidade afetiva, irritabilidade, perda de interesse nas atividades, dificuldade de concentração, fadiga, alterações no apetite e no sono e sentimento de descontrole emocional. Esses sintomas são severos o suficiente para o comprometimento do funcionamento social, ocupacional e escolar.2-4

De acordo com Bianca Mayumi, psicóloga especializada na saúde mental da mulher, quando falamos sobre sintomas tão sérios, precisamos, também, ter maturidade para entender que não é com um autodiagnóstico que as coisas se resolvem. O diagnóstico de TDPM é baseado nos critérios do DSM-5, que exige pelo menos cinco sintomas, incluindo um emocional ou comportamental, que interferem nas atividades diárias e nos relacionamentos.3 O ponto aqui é entender que absolutamente qualquer mulher que tenha sintomas graves ou novos relacionados ao ciclo menstrual deve procurar orientação de um profissional de saúde para um diagnóstico e para o tratamento adequado.

Para ajudar você nessa jornada, Bianca Mayumi separou 3 dicas que podem auxiliar no gerenciamento dos sintomas pré-menstruais:

  • Faça exercício físico: o exercício libera endorfinas, que são conhecidas por melhorar o humor e reduzir os níveis de estresse e ansiedade.5
  • Técnicas de relaxamento: incorpore técnicas de relaxamento na sua rotina, como meditação, respiração profunda, mindfulness ou alongamento.
  • Procure uma ajuda profissional: todo e qualquer mito ou verdade só pode ser desmistificado por um profissional qualificado.

Lembrem-se: seu ginecologista é seu maior aliado para melhora da qualidade de vida, prevenção de doenças e manutenção da sua saúde íntima. Nada substitui a consulta com um profissional de confiança.

Referências:

1. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Tensão prémenstrual: Critérios para diagnóstico [internet]. São Paulo: FEBRASGO; 2018. [Acesso em 29Jul2024]. Disponível em: https://tinyurl.com/3zn3bd22

2. Valadares GC, Ferreira LV, Correa Filho H, Romano- Silva MA. Transtorno disfórico pré-menstrual revisão – conceito, história, epidemiologia e etiologia. Rev. Psiq. Clín. 2006;33 (3):117-123.

3. Brilhante AV, Bilhar AP, Carvalho CB, Karbage AS, Pequeno Filho EP, da Rocha ES. Síndrome pré-menstrual e síndrome disfórica pré-menstrual: aspectos atuais. Femina. 2010;38(7):373-8.

4. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade. Tensão Pré-Menstrual [internet]. [Acesso em 29Jul2024]. Disponível em: https://tinyurl.com/2p8xvzzj

5. Saglam HY, Orsal O. Effect of exercise on premenstrual symptoms: a systematic review. Complement Ther Med. 2020;48:102272.

Parágrafos não referenciados correspondem à opinião e/ou prática clínica do autor.