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Estou ansiosa, e agora? Saiba como identificar uma crise

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Será que estou ansiosa ou não é nada importante? O que estou sentindo é uma crise de ansiedade ou uma reação natural que todo mundo experimenta? Essas são algumas dúvidas que costumam acometer as pessoas quando elas se sentem angustiadas ou aflitas.

Vale lembrar que nem tudo se caracteriza como crise ansiosa. Por isso, é muito importante saber como identificar a ansiedade quando ela se torna patológica e nos momentos de pico dos sintomas. Dessa forma, fica mais fácil adotar medidas para recuperar o equilíbrio.

Sem falar que esse entendimento nos permite buscar ajuda especializada para lidar melhor com o problema e aprender como controlar a ansiedade. Neste artigo, você vai compreender tudo isso para reconhecer uma possível crise. Continue lendo e confira!

O que é a ansiedade?

A ansiedade é um sentimento desagradável que provoca tensão ou desconforto por antecipação. A pessoa sente medo ou apreensão por conta de um perigo que poderá acontecer, por causa de algo estranho ou desconhecido.1

Mas é preciso entender que a ansiedade é uma emoção natural e pertinente a qualquer ser humano. Ela funciona como um sinal de alerta para um perigo ou uma ameaça, que pode ser real ou imaginária. Assim, vem como um fator evolutivo do ser humano em prol da sua própria proteção.2

Então, quando uma pessoa diz “estou ansiosa”, pode ser algo normal e que não gera preocupação. Entretanto, a ansiedade pode trazer benefícios em algum momento e prejuízo em outro. Isso vai depender das circunstâncias em que ela se manifesta ou da sua intensidade.3

Afinal, essa emoção estimula a pessoa a adotar determinada atitude. Mas quando a ansiedade está presente em excesso, acontece o efeito contrário, impedindo que o indivíduo reaja quando necessário.3

Como a ansiedade se manifesta?

Geralmente, a ansiedade se manifesta por meio de sintomas físicos que, na maioria das vezes, vêm acompanhados de pensamentos catastróficos, de dúvidas e antecipação de problemas. Com isso, também costumam acontecer alterações no comportamento, o que pode ser visto quando a pessoa evita as situações que teme. Ou seja, aquelas que ela interpreta como ameaça, risco ou perigo.2

Essas manifestações podem vir à tona de forma primária ou principal, quando a pessoa tem algum tipo de transtorno de ansiedade. Porém, os sintomas também ocorrem de maneira secundária em função da abstinência de alguma substância, do uso de drogas, da associação com outros transtornos mentais ou doenças físicas.2

Qual a diferença entre ansiedade patológica e normal?

A ansiedade se caracteriza como um transtorno mental (ou seja, uma patologia) quando se torna incômoda e desagradável e surge sem que exista um estímulo externo de ameaça real ou algo proporcional a essa emoção que possa explicá-la.2

Portanto, ela é um transtorno quando se manifesta de forma exagerada e persistente. Também quando atrapalha diferentes áreas da vida de uma pessoa, a ponto de torná-la disfuncional.4

Isso porque, quando a intensidade, a duração ou a frequência da ansiedade são desproporcionais, esse quadro causa sofrimento e costuma afetar negativamente o desempenho profissional e social.2

A 5ª Edição Revisada do Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-5) apresenta diversas classificações para o transtorno de ansiedade:2

  • agorafobia;
  • fobias específicas;
  • transtorno de pânico;
  • transtorno de ansiedade generalizada;
  • transtorno de ansiedade de separação;
  • transtorno de ansiedade social ou fobia social.

Esses transtornos de ansiedade costumam ser o resultado da combinação de fatores ambientais e genéticos. Sendo assim, quando uma pessoa da família tem um quadro de depressão, por exemplo, são maiores as chances de ocorrência de ansiedade.4 Ao mesmo tempo, ambientes muito conturbados podem favorecer esse transtorno mental.4

Como identificar uma crise de ansiedade patológica e normal?

Mas como saber se estou ansiosa ou não? A resposta é simples: é preciso observar os sintomas. Os transtornos de ansiedade apresentam manifestações mais intensas do que o quadro ansioso normal que as pessoas experimentam em seu dia a dia.3

A ansiedade patológica manifesta sintomas como:

  • aumento do estado de alerta;3
  • sensação de medo ou insegurança;3
  • pensamento catastrófico;3
  • antecipação apreensiva;3
  • inquietação;5
  • alterações no sono;5
  • dificuldade de concentração;5
  • irritabilidade.5

É interessante reforçar que os sintomas físicos também costumam estar presentes.6 Eles incluem:6

  • sudorese;
  • tremores;
  • indigestão;
  • palpitação;
  • dificuldade de respirar.

Em uma pessoa com o transtorno de pânico, por exemplo, a crise causa sintomas como:4

  • falta de ar;
  • sensação de sufocamento;
  • taquicardia;
  • tontura;
  • suor excessivo;
  • sensação de morte;
  • dor ou desconforto no peito;
  • alterações gastrointestinais;
  • sensação de perda de controle.

Como agir em uma crise de ansiedade?

Estou ansiosa, e agora? Saiba como identificar uma crise

A ansiedade tem ligação direta com o controle do medo. Portanto, exercícios que trabalham a postura e a respiração ajudam a aliviar os sintomas.5

O profissional de Educação Física, instrutor de yoga e meditação João Tambor, formado na Universidade de Taubaté e master em Programação Neurolinguística (PNL) pela Actius, concedeu uma entrevista ao blog A Vida Plena ensinando como realizar esses exercícios.

Segundo o especialista, basta estender a respiração para ter resultados positivos, pois é preciso equalizá-la para ter coerência cardíaca e promover o bem-estar. A técnica ensinada por ele na entrevista é a da respiração quadrada, que funciona assim:

  • inspirar por 5 segundos;
  • segurar o ar nos pulmões por mais 5 segundos;
  • expirar lentamente contando até 5;
  • prender a respiração com o pulmão vazio por 5 segundos.

Qual a importância de buscar ajuda médica?

Buscar ajuda médica quando são identificados os sintomas da ansiedade faz muita diferença. O diagnóstico correto é essencial para planejar um tratamento eficaz e adequado para cada pessoa.3

Você também viu que existem diferentes tipos de transtorno de ansiedade. Então, o auxílio médico viabiliza a descoberta do verdadeiro problema, além das causas da ansiedade. A ajuda do especialista permite identificar os possíveis fatores e, assim, lidar com o problema.

Quando uma pessoa chega à conclusão “estou ansiosa”, a primeira medida é refletir a respeito. É necessário saber se o quadro é momentâneo ou se já ocorre há algum tempo. Dessa forma, ela entenderá se consiste em uma ansiedade normal ou se pode ser algo patológico. Em caso de dúvida, é sempre válido consultar um especialista.

Gostou das informações? Leia mais conteúdos como este no blog A Vida Plena!

Referências:

1. CASTILLO, A. R. G.; RECONDO, R.; ASBAHR, F. R.; et al. Transtornos de ansiedade. Revista Brasileira de Psiquiatria, v. 22, n. suppl 2, p. 20–23, 2000.

2. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Definição – Transtornos de Ansiedade no adulto [Internet]. Linhas de Cuidado. Disponível em: https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/ansiedade/definicao/. Acesso em: 20 abr. 2024.

3. LENHARDTK, G.; CALVETTI, P. Ü. Quando a ansiedade vira doença?: Como tratar transtornos ansiosos sob a perspectiva cogntivo-comportamental. Aletheia, v. 50, n. 1-2, p. 111–122, 1 dez. 2017.

4. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Transtornos de ansiedade podem estar relacionados a fatores genéticos [Internet]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/setembro/transtornos-de-ansiedade-podem-estar-relacionados-a-fatores-geneticos. Acesso em: 20 abr. 2024.

5. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Como a atividade física pode te ajudar a aliviar os sintomas da ansiedade [Internet]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/eu-quero-me-exercitar/noticias/2019/como-a-atividade-fisica-pode-te-ajudar-a-aliviar-os-sintomas-da-ansiedade. Acesso em: 20 abr. 2024.

6. COELHO, M. M. F.; CAVALCANTE, V. M. V.; ARAÚJO, M. A. M.; et al. Sintomas de ansiedade e fatores associados entre profissionais de saúde durante a pandemia da covid-19. Cogitare enferm., Curitiba, v. 27, e79739, 2022. 

Conteúdo elaborado em 22/04/2024