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Publicado em: 20 de setembro de 2023
Assuntos abordados
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O papo de hoje é bem sério: vamos falar sobre saúde mental nas empresas! Esse é um assunto que merece atenção, já que o número de transtornos ligados à mente não para de crescer no Brasil e nos quatro cantos do mundo.1
Em nosso país, o problema já afeta mais de 30% dos trabalhadores. E esse é um cenário visto em várias regiões do planeta, inclusive em locais que têm uma carga de trabalho reduzida.1 Por isso, é natural que esse tema precise ser discutido diretamente onde acontece.
Pensando nisso, preparamos este conteúdo para abordar essa situação. Assim, você entenderá o que são os transtornos mentais no ambiente de trabalho, como lidar com eles e qual é a iniciativa da Libbs para combater esse problema tão preocupante. Continue a leitura para saber mais!
Qualidade de vida no trabalho é um termo desafiador, que tem sido fruto do interesse de estudiosos nos últimos anos. Ele leva em consideração aspectos que vão desde características físicas (como ergonomia, ou seja, o “conforto” e a segurança na hora da realização das atividades) até psicológicas e sociais.2
Veja, a seguir, alguns dos problemas psicoemocionais que mais afetam trabalhadores de todo o mundo.
É praticamente impossível falar sobre saúde mental e não mencionar a depressão. A doença é prevalente – pode atingir cerca de 17% da população.3
Esse é um problema que traz grandes prejuízos para a qualidade de vida do indivíduo, à medida que causa um processo de adoecimento crônico que afeta o físico e a mente.3
Por esse motivo, é comum vermos pessoas com depressão sendo afastadas de seus trabalhos, em decorrência da incapacidade de dar continuidade às suas tarefas do cotidiano.4
Falar sobre depressão também envolve mencionar seus sintomas, que vão desde tristeza até a falta de interesse por atividades do dia a dia.5 Além disso, há os pensamentos de finitude, que também representam grande risco à qualidade de vida do indivíduo afetado.6
Agora, vamos falar sobre a ansiedade. Afinal, essa é mais uma condição muito prevalente no ambiente de trabalho, sendo outra causa frequente de afastamentos de profissionais.7
Os transtornos de ansiedade também representam um grande sofrimento para quem os vivencia. Essas condições são a segunda causa mais frequente dos afastamentos e geram grande prejuízo para a qualidade de vida das pessoas.7
Um ponto importante é que a ansiedade, assim como outros transtornos do tipo, não prejudicam apenas o colaborador, mas a empresa como um todo. Um dos fenômenos presentes nesse grupo é o presenteísmo, ou seja, a redução da produtividade no ambiente de trabalho.8
Também conhecida como fadiga patológica ou fadiga industrial, é um problema relacionado com o cansaço crônico dos colaboradores, trazendo sintomas que vão desde irritabilidade até sono excessivo e desânimo.9
Ela acontece quando o indivíduo não tem tempo para descansar entre um turno de trabalho e o outro, com tempo de recuperação insuficiente.9
Por fim, temos a síndrome de burnout. Ela é caracterizada por um esgotamento emocional por parte do trabalhador, normalmente associada a trabalhos muito intensos, com grandes exigências, alta quantidade de pressão e horários irregulares.10
Por causa disso, profissionais da área da saúde são comumente afetados.11 Mas eles não são os únicos. O problema pode afetar qualquer tipo de profissional, independentemente do ramo de atuação.10
Cada pessoa reage de uma maneira. Porém, no geral, os sintomas envolvem sinais físicos (como desconforto gastrointestinal, a famosa “dor de barriga”, ou dores de cabeça) e psicológicos, incluindo impaciência, alterações na autoestima e vários outros.11
De modo geral, qualquer trabalhador está suscetível a passar por problemas de cunho emocional relacionados ao trabalho, mesmo aqueles que atuam na área da saúde, ao contrário do que o senso comum pode nos fazer imaginar.12
Um dos fatores determinantes para o desenvolvimento desses problemas é a presença de altas taxas de estresse, que por si só já está associado às percepções do colaborador e ao modo como ele reage ao meio em que está inserido.12
Ou seja: vários fatores podem levar alguém a se sentir estressado no ambiente profissional, e alguns desses fatores impactam mais alguns indivíduos do que outros.12
Como falar com o gestor sobre problemas pessoais e emocionais?
Levar esses assuntos para a gestão pode ser um grande desafio. Afinal, há um grande medo de tratar desses temas, ainda mais em um ambiente no qual há o medo de represália, de demissão e outras questões envolvidas.
No entanto, é preciso ter em mente que os transtornos mentais não são “frescura”. Eles são reconhecidos pelas entidades médicas como algo sério, devidamente catalogados e aceitos pela comunidade científica.
Lembrando que há diversos setores responsáveis por avaliar, cuidar e monitorar as questões voltadas à saúde no trabalho, como é o caso da Vigilância em Saúde do Trabalhador (VI-SAT) e da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (Renast).13,14 Ou seja: você não está só!
No entanto, as medidas implementadas não são suficientes. Assim, problemas como subnotificação, ausência de acompanhamento dos casos, adoção de ações pontuais ou focadas apenas em prescrição de remédios e outras continuam presentes.13,14
Por isso, cuide da sua saúde. Não importa se isso envolve temas como depressão ou outras alterações. Busque ajuda de profissionais da saúde, como médicos e psicólogos, e verifique se na sua empresa a equipe de RH oferece recursos para te acolher. O importante é externar suas queixas e preocupações e buscar orientações sobre o que fazer em seguida.
Uma das principais dicas de como lidar com ansiedade no trabalho, assim como outros problemas, é falar sobre a condição. Isto é, busque o apoio necessário e vá atrás da ajuda de que você precisa para seguir em frente e voltar a trabalhar com mais segurança emocional.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais da metade da população mundial trabalha atualmente, e 15% dos adultos em idade de trabalhar vivem com um distúrbio mental.15 Por isso, é fundamental que as empresas busquem medidas para mudar essa realidade. Confira algumas ideias a seguir:
Antes de finalizarmos, é importante falar sobre as ações de saúde mental nas empresas. Elas são de suma importância para que os colaboradores sejam conscientizados sobre seus direitos e para que os gestores saibam como abordar esse tema entre os membros da equipe.
Você sabia que falar pode mudar tudo? Isto é um fato: verbalizar os problemas que vivemos e buscar ajuda pode ser um divisor de água em nossas vidas. E esse é o nome da campanha promovida pela Libbs, a FPMT!
O nosso objetivo é desmistificar os problemas e os transtornos emocionais, que devem ser vistos com seriedade e, ao mesmo tempo, leveza. Ou seja: sem estigmas, sem tabus e, claro, com muito respeito dentro e fora do ambiente de trabalho.
Confira a página da causa no Instagram e fique por dentro das iniciativas promovidas pela Libbs!
Como você acompanhou, é muito importante discutir a saúde mental nas empresas não só no nosso dia a dia, mas também dentro do ambiente profissional. Além disso, a implementação de ações pode fazer toda a diferença e trazer vantagens para todos os envolvidos. O foco atual da causa Falar Pode Mudar Tudo (FPMT) da Libbs é a saúde mental no ambiente de trabalho.
Antes de ir, aproveite para conferir outros conteúdos do blog Vida Plena! E claro, não deixe de compartilhar esta postagem com seus amigos, colegas e familiares. Vamos espalhar a mensagem da importância da saúde mental!
Referências:
1. SHIOZAWA, P. Síndrome de Burnout: há evidência para o uso de antidepressivos? Correspondência. [s.l: s.n.]. Disponível em: <https://www.medigraphic.com/pdfs/medintmex/mim-2020/mims201i.pdf>.
2. DUTRA, P. M. C. Saúde mental, inteligência emocional e qualidade de vida no trabalho. REVISTA DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 7a REGIÃO, v. 38, n. 38, 31 dez. 2015. Disponível em: <https://revistas.trt7.jus.br/REVTRT7/article/view/12/15>
3. LIMA, A. F. B. DA S.; FLECK, M. P. DE A. Qualidade de vida e depressão: uma revisão da literatura. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, v. 31, 2009.
4. CAVALHEIRO, G.; TOLFO, S. DA R. Trabalho e depressão: um estudo com profissionais afastados do ambiente laboral. Psico-USF, v. 16, n. 2, p. 241–249, ago. 2011.
5. ESTEVES, F. C.; GALVAN, A. L. Depressão numa contextualização contemporânea. Aletheia, n. 24, p. 127–135, 1 dez. 2006.
6. CHACHAMOVICH, E. et al. Quais são os recentes achados clínicos sobre a associação entre depressão e suicídio? Revista Brasileira de Psiquiatria, v. 31, n. suppl 1, p. S18–S25, maio 2009.
7. RIBEIRO, H. K. P. et al. Transtornos de ansiedade como causa de afastamentos laborais. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, v. 44, 2019.
8. Bubonya, Melisa, Deborah A. Cobb-Clark, and Mark Wooden. Mental health and productivity at work: Does what you do matter? Labour economics. 2017, 46, 150-165.
9. Glina DMR, Rocha LE, Batista ML, Mendonça MGV. Saúde mental e trabalho: uma reflexão sobre o nexo com o trabalho e o diagnóstico, com base na prática. Cad. Saúde Pública [Internet]. 2001 May;17(3):607–16.
10. OLIVEIRA, M. M. DE et al. Saúde mental e Síndrome de Burnout nos profissionais de saúde: revisão de literatura. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 15, n. 9, p. e10827, 5 set. 2022.
11. MASLACH, C.; LEITER, M. P. Understanding the burnout experience: Recent research and its implications for psychiatry. World Psychiatry, v. 15, n. 2, p. 103–111, 5 jun. 2016.
12. Santos AF de O, Cardoso CL. Profissionais de saúde mental: manifestação de stress e burnout. Estud. psicol. (Campinas) [Internet]. 2010, Jan;27(1):67–74.
13. Araújo TM, Palma T de F, Araújo N do C. Vigilância em Saúde Mental e Trabalho no Brasil: características, dificuldades e desafios. Ciênc. saúde colet. [Internet]. 2017, Oct;22(10):3235–46.
14. Lima, M. E. A. Saúde mental e trabalho: limites, desafios, obstáculos e perspectivas. Cadernos De Psicologia Social Do Trabalho, 2013, 16 (spe1), 91-98.
15. World Health Organization – WHO. Mental Health and Substance Use. Disponível em: https://www.who.int/teams/mental-health-and-substance-use/promotion-prevention/mental-health-in-the-workplace. 2022.
16. Bishop, P. Reducing the cost of mental health problems at work – what can companies do? Human Resource Management International Digest. 2016, 24 (4), pp. 1-4.
Data de elaboração: 25/08
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