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Publicado em: 13 de abril de 2024
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O assunto de hoje envolve algo que faz parte do nosso dia a dia: o sol. Embora ele traga vários benefícios para a nossa saúde e seja essencial para a nossa vida, a exposição prolongada ao sol também pode ser prejudicial.1
Por exemplo: o câncer de pele é o que apresenta maior incidência no Brasil, com estimativa de 220 mil novos casos entre 2023 e 2025.2 Ele é responsável por 33% dos diagnósticos no país.3 Então, precisamos falar sobre isso!
Continue a leitura para entender quais são e como evitar os problemas causados pela exposição prolongada ao sol. Esperamos que goste do conteúdo.
A seguir, confira os principais problemas de pele causados pelo sol para evitá-los ao máximo.
O envelhecimento da pele é uma manifestação de pele que não é capaz de se espalhar pelo corpo que podem estar associadas à exposição prolongada ao sol. Estudos indicam que 80% dos sinais visíveis de envelhecimento facial podem ser decorrentes do excesso de radiação solar.4
É o que apresenta pior prognóstico e o índice mais elevado de mortalidade entre os cânceres de pele. Pessoas de pele clara e com facilidade para se queimar quando se expõem ao sol, com fototipos 1 e 2, estão mais propensas a desenvolver a doença, embora também acometa pessoas negras ou com fototipos mais altos.3
Esse é o tipo de neoplasia mais agressivo entre os cânceres cutâneos, com alta possibilidade de provocar metástases (ou seja, quando as células malignas se espalham para outras áreas do corpo).5
A boa notícia é que, nos últimos anos, houve uma melhora significativa na sobrevida de pacientes com melanoma, graças ao diagnóstico precoce e à introdução de novos medicamentos imunoterápicos.5 Se a doença for detectada cedo, as chances de cura são acima de 90%.3
O melanoma pode se manifestar na pele normal ou a partir de uma lesão pigmentada. No primeiro caso, ocorre após o surgimento de uma pinta escura com bordas irregulares que apresenta crescimento.5
Já na segunda situação, há um aumento da lesão pigmentada preexistente, além de alterações na coloração e no formato da lesão, passando a ter bordas irregulares.5
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é de que o Brasil alcance 704 mil novos casos de câncer por ano entre os anos de 2023 e 2025. Dentre esses, o câncer de pele não melanoma aparece como o mais prevalente na população, respondendo por 31,3% do total de casos de todos os tipos de câncer.6
Apesar de ser o mais frequente no Brasil, esse é o que apresenta menor mortalidade entre os cânceres de pele. As chances de cura são elevadas quando há o diagnóstico precoce e o tratamento adequado.7
Além das pessoas sensíveis à ação dos raios solares, ele acomete principalmente quem tem pele clara, doenças cutâneas ou histórico pessoal ou familiar da doença. Entre seus tipos, destaca-se o carcinoma basocelular (mais comum e menos agressivo) e o carcinoma espinocelular.7
Os sintomas aparecem principalmente nas áreas do corpo mais expostas aos raios solares, como rosto, orelhas e pescoço. São observadas manchas acompanhadas de coceira, ardência, descamação e até sangramento, além de feridas que não cicatrizam dentro de quatro semanas.7
A queimadura é um tipo de lesão causada pela radiação solar. Seus principais riscos estão associados à intensidade dos raios e à duração da exposição. Ou seja: quanto mais tempo você “tomar” sol, maiores são as chances de se queimar. Esse problema está diretamente associado à incidência do câncer de pele.8
Com prevalência de até 60% em pessoas brancas com mais de 40 anos, a ceratose actínica é uma lesão benigna cuja principal causa envolvida é a radiação ultravioleta.9
No entanto, ela tem potencial de malignidade, ou seja, pode se transformar em câncer em alguns casos, como o carcinoma espinocelular. Assim é preciso tomar precauções e tratar a ceratose. O tratamento deve ser individualizado, realizado e acompanhado juntamente com um dermatologista.9
Clinicamente, as ceratoses actínicas se manifestam na pele como pápulas, máculas ou placas hiperqueratóticas com escamas esbranquiçadas na superfície da lesão.9
Agora que você está por dentro de todos esses problemas causados pelo sol em excesso, vale destacar a importância de buscar um dermatologista caso perceba qualquer alteração em sua pele.
Agora, confira algumas dicas de cuidados com a pele para tomar sol com mais segurança.
Uma das primeiras recomendações para evitar os problemas citados acima é o uso do protetor solar diariamente10, uma prática que não é realizada por boa parte dos brasileiros, que inclusive têm muitas dúvidas sobre como fazer a aplicação adequada do produto.11
Vale a pena ressaltar que a incidência desses problemas é bem observada entre trabalhadores que realizam suas funções com exposição ao ar livre. Por isso, esse é um grupo de risco que merece atenção extra.14
Outra estratégia válida é investir na exposição ao sol em horários de menor intensidade de radiação. Isso significa evitar o período compreendido entre as 9 horas da manhã e as 3 horas da tarde.13
O uso de acessórios adequados, como roupas, chapéus e guarda-chuvas, também pode colaborar no bloqueio dos raios mais intensos e conferir uma proteção extra às pessoas. Os olhos também entram na conta, devendo ficar por trás de óculos escuros de boa qualidade.14
Para mais dicas de cuidados com a pele, confira outros conteúdos do blog A Vida Plena.
Como vimos, existem muitos problemas causados pela exposição prolongada ao sol, especialmente quando ocorre sem cuidados básicos importantes. Então, cuide da sua saúde e aproveite os benefícios do sol sem se prejudicar!
Para isso, aproveite para conhecer melhor a linha de produtos dermatológicos da Libbs!
Referências:
1. Mead MN. Benefits of sunlight: a bright spot for human health. Environ Health Perspect. 2008 Apr;116(4):A160-7.
2. Ministério da Saúde, Instituto Nacional de Câncer (INCA). Estimativa 2023 – Incidência de Câncer no Brasil [internet]. Rio de Janeiro: Ed. Coordenação de Ensino. 2022. [Acesso 04Dez2023]. Disponível em: https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document//estimativa-2023.pdf
3. Sociedade Brasileira de Dermatologia. Câncer da pele [internet]. 2022. [Acesso 04Dez2023]. Disponível em: https://www.sbd.org.br/doencas/cancer-da-pele/
4. Flament F, Bazin R, Laquieze S, Rubert V, Simonpietri E, Piot B. Effect of the sun on visible clinical signs of aging in Caucasian skin. Clin Cosmet Investig Dermatol. 2013 Sep 27;6:221-32.
5. Ministério da Saúde, Instituto Nacional de Câncer (INCA). Câncer de pele melanoma [internet]. 2022 Jul. [Acesso 04Dez2023]. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/pele-melanoma
6. Biblioteca Virtual em Saúde – Ministério da Saúde. INCA lança a Estimativa 2023 – Incidência de Câncer no Brasil [internet]. 2023. [Acesso 04Dez2023]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/inca-lanca-a-estimativa-2023-incidencia-de-cancer-no-brasil/
7. Ministério da Saúde, Instituto Nacional de Câncer (INCA). Câncer de pele não melanoma [internet]. 2022 Jul. [Acesso 04Dez2023]. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/pele-nao-melanoma
8. Guerra KC, Crane JS. Sunburn. [Updated 2023 Oct 29]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2023 Jan-. [Acesso 04Dez2023]. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK534837/
9. Reinehr CPH, Bakos RM. Actinic keratoses: review of clinical, dermoscopic, and therapeutic aspects. An Bras Dermatol. 2019 Nov-Dec;94(6):637-657.
10. Santos SO, Sobrinho RR, Oliveira TA. Importância do uso de protetor solar na prevenção do câncer de pele e análise das informações desses produtos destinados a seus usuários. J Hea Bio Sci. 2018 Jul;v6(3):279-285.
11. Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC). Pesquisa diz que 70% dos brasileiros não usam filtro solar todo dia e 80% não sabem quanto aplicar [internet]. 2018 Jan. [Acesso 04Dez2023]. Disponível em: https://abihpec.org.br/pesquisa-diz-que-70-dos-brasileiros-nao-usam-filtro-solar-todo-dia-e-80-nao-sabem-quanto-aplicar/
12. Lopes MS, Lima ARS, Santos ES, Santos TS, Barreiro MSC. Impacts of occupational exposure to the sun on the skin of the worker outdoors. Res, Soc and Develop. 2022 Mar;11(3):e51011326992.
13. Sociedade Brasileira de Dermatologia. Guia de Fotoproteção da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) [internet]. 2022. [Acesso 04Dez2023]. Disponível em: https://issuu.com/sbd.br/docs/sbd-guiafotoprotecao
14. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Sun Safety [internet]. 2023 Abr. [Acesso 04Dez2023]. Disponível em: https://www.cdc.gov/cancer/skin/basic_info/sun-safety.htm
DATA DA ELABORAÇÃO: 11/09/2023
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