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Publicado em: 11 de julho de 2024
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Você sabia que os números do diabetes não param de crescer? No Brasil, por exemplo, a estimativa é de que mais de 20 milhões de pessoas desenvolvam esta doença até 2030.1 Ou seja, teremos uma parcela bem alta da população com diabetes, o que faz com que esse seja um problema de saúde pública. Inclusive, boa parte consiste no diabetes tipo 2. 2,3
Esse é um tipo de doença que ocorre a partir da resistência à insulina, que dificulta que o hormônio possa atuar de forma satisfatória no organismo. Assim, há um aumento das taxas de glicose no sangue, o que leva à diabetes tipo 2.2,3
Não entendeu muito bem? Sem problemas! Continue a leitura porque vamos explicar tudo sobre o diabetes tipo 2 e mostrar o que você pode fazer, caso tenha recebido esse diagnóstico recentemente. Vamos lá!
O diabetes mellitus tipo 2 é um problema também conhecido como “diabetes adquirida”. Nessas circunstâncias, os níveis de açúcar no sangue se tornam elevados, assim como no tipo 1 da doença. No entanto, esse resultado é gerado por mecanismos diferentes da outra forma de diabetes.4
No diabetes não insulinodependente, como a condição também pode ser chamada, ocorre uma incapacidade do corpo de responder adequadamente à produção do hormônio. Por isso, a doença também é conhecida como diabetes resistente à insulina.4
Alguns dos fatores de risco para esse problema são:
Além disso, é muito comum que esse problema aconteça depois dos 40 anos. Justamente por essa razão, outros possíveis nomes para ele são “diabetes do adulto” e “diabetes associada à idade”. Apesar disso, cada vez mais, as crianças estão desenvolvendo essa síndrome, o que é um sinal de alerta.4,5
O diabetes tipo 1 é causado pela destruição das células produtoras de insulina no pâncreas pelo sistema imunológico, resultando em uma deficiência absoluta de insulina.6 Enquanto isso, o diabetes tipo 2 ocorre quando o corpo não consegue usar a insulina de maneira eficaz resultando em uma resistência à insulina e na sua deficiência relativa.6
Além disso, o diabetes tipo 1 pode ter um caráter genético. Por isso, é comumente diagnosticado entre as crianças O tipo 2, por sua vez, está associado a fatores relacionados ao estilo de vida, como a obesidade.6,7
Como o nome já indica, é fácil compreender que mudanças na rotina estão entre as principais formas de lidar com essa doença. Continue a leitura dos próximos tópicos para saber mais!
Manter uma dieta equilibrada e praticar atividades físicas regularmente ajudam a controlar os níveis de glicose no sangue.8
A perda de peso pode ajudar a melhorar a sensibilidade à insulina e reduzir a resistência a esse hormônio. Assim, há uma contribuição para o controle do diabetes tipo 2.8
Em casos de obesidade grave e resistência ao tratamento convencional, a cirurgia bariátrica pode ser uma opção para ajudar a controlar o diabetes tipo 2.8
O suporte emocional é importante para lidar com os desafios psicológicos associados ao diabetes tipo 2.8
O uso de um monitor contínuo de glicose pode facilitar o acompanhamento dos níveis de açúcar no sangue, ajudando no controle da condição.8 O tratamento deve ser individualizado e discutido com o profissional de saúde para determinar a melhor abordagem para cada pessoa.8
Diante das opções de tratamento para o diabetes tipo 2 e das possíveis consequências da evolução do problema, estudos buscam entender a efetividade dessas abordagens no bem-estar dos pacientes. Um exemplo é o “Comparative effectiveness and cost-effectiveness of cardioprotective glucose-lowering therapies for type 2 diabetes in Brazil”, publicado em 2023.9
A ideia era mostrar qual tratamento era mais eficaz em reduzir as chances de complicações no coração e qual era o mais econômico. Com a pesquisa, descobriram que todas as opções ajudam a reduzir o risco de problemas cardíacos em pessoas com diabetes tipo 2.9
Na prevenção primária (que acontece quando você ainda não teve problemas cardíacos), a pioglitazona delas foi a mais eficaz, além de ser a forma mais econômica. Os outros dois medicamentos avaliados (SGLT2i e GLP-1A) também foram eficazes, mas se mostraram um pouco mais caros.9
Na prevenção secundária (quando você já teve problemas no coração), os três tratamentos foram considerados bons e com um custo-efetivo interessante.9 Isso significa que, dependendo da situação do paciente, o médico pode recomendar uma das terapias para ajudar a controlar o diabetes e reduzir o risco de problemas cardíacos.9
O acompanhamento médico regular é de extrema importância para as pessoas com diabetes. As consultas entre médico e paciente são recomendadas pelas principais organizações de saúde em todo o mundo e têm o objetivo de monitorar a progressão da doença e prevenir complicações associadas a ela.10
Alguns exemplos de agravamentos são:11
Discuta com o seu médico sobre qual é o intervalo adequado para que você passe por avaliações regulares.
Como foi possível perceber, o diabetes tipo 2 é um problema adquirido, normalmente associado a hábitos rotineiros pouco saudáveis. Assim, uma mudança no estilo de vida pode ser essencial para prevenir e tratar o problema.
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Referências
1. Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). 26/6 – Dia Nacional do Diabetes. [internet] 2024. [Acesso 12Jun2024]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/26-6-dia-nacional-do-diabetes-4/.
2. Ministério da Saúde (MS). Diabetes (diabetes mellitus). [internet] [Acesso 12Jun2024]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/diabetes.
3. Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SSDF). Diabetes. [internet] 2021. [Acesso 12Jun2024]. Disponível em: https://www.saude.df.gov.br/diabetes-2.
4. Centers For Disease Control And Prevention (CDC). Type 2 diabetes. [internet] 2024. [Acesso 12Jun2024]. Disponível em: https://www.cdc.gov/diabetes/basics/type2.html.
5. Secretaria da Saúde do Paraná. Diabetes (diabetes mellitus). [internet] 2024. [Acesso 12Jun2024]. Disponível em: https://www.saude.pr.gov.br/Pagina/Diabetes-diabetes-mellitus
6. DIABETES UK. Differences between Type 1 and Type 2 diabetes. [internet] 2024. [Acesso 12Jun2024]. Disponível em: https://www.diabetes.org.uk/diabetes-the-basics/differences-between-type-1-and-type-2-diabetes.
7. R. David Leslie, Carmella Evans-Molina, Jacquelyn Freund-Brown, Raffaella Buzzetti, Dana Dabelea, Kathleen M. Gillespie, Robin Goland, Angus G. Jones, Mark Kacher, Lawrence S. Phillips, Olov Rolandsson, Jana L. Wardian, Jessica L. Dunne; Adult-Onset Type 1 Diabetes: Current Understanding and Challenges. Diabetes Care 1 November 2021; 44 (11): 2449–2456. Disponível em: https://diabetesjournals.org/care/article/44/11/2449/138477/Adult-Onset-Type-1-Diabetes-Current-Understanding.
8. DIABETES UK. Type 2 diabetes treatment. [internet] 2023. [Acesso 12Jun2024]. Disponível em: https://www.diabetes.org.uk/diabetes-the-basics/types-of-diabetes/type-2/treatments.
9. Nogueira ACC, Barreto J, Moura FA, Luchiari B, Abuhab A, Bonilha I, Nadruz W, Gaziano JM, Gaziano T, de Carvalho LSF, Sposito AC; Brazilian Heart Study Group. Comparative effectiveness and cost-effectiveness of cardioprotective glucose-lowering therapies for type 2 diabetes in Brazil: a Bayesian network model. Health Econ Rev. 2023 Oct 25;13(1):50. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37878108/.
10. Xu, W. et al. Optimizing the frequency of physician encounters in follow-up care for patients with type 2 diabetes mellitus: a systematic review. BMC Primary Care, 25(41), 26 jan. 2024. Disponível em: https://bmcprimcare.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12875-024-02277-9.
12. Deshpande, A. D.; Harris-Hayes, M.; Schootman, M. Epidemiology of Diabetes and Diabetes-Related Complications. Physical Therapy, v. 88, n. 11, p. 1254–1264, 1 nov. 2018.
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