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Publicado em: 24 de fevereiro de 2025
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Cuidar da saúde do nosso coração é fundamental para uma vida longa. Essa iniciativa é ainda mais importante para as pessoas que sofrem de problemas cardíacos, como arritmias.1
Nesses casos, o exame de Holter é indicado para monitorar a atividade elétrica do coração, a fim de identificar eventuais irregularidades que podem passar despercebidas em outros exames ou durante a consulta médica.1
Quando são encaminhadas para a realização do Holter, algumas pessoas costumam ter dúvidas sobre o exame, em especial se pode atrapalhar as atividades diárias ou causar algum desconforto.1 Para esclarecer esse e outros pontos, preparamos um conteúdo com as principais informações sobre o assunto. Acompanhe a leitura!
O exame de Holter pode ser descrito como o monitoramento do ritmo do coração realizado por meio do monitor Holter, um dispositivo portátil, do tamanho de uma câmera pequena, que grava a atividade do coração por 24 horas ou mais, dependendo do tipo de procedimento prescrito.1
O equipamento é alimentado por uma bateria e fica preso a uma alça que você pode usar no ombro, pescoço ou cintura.1 O aparelho tem fios com pequenos discos (eletrodos) que se fixam na pele, permitindo registrar o eletrocardiograma (ECG) de maneira contínua enquanto o paciente faz atividades cotidianas, como trabalhar, andar, se exercitar.1
Podemos dizer que esse exame é um daqueles avanços incríveis da medicina que transformaram a forma como cuidamos do coração.2 Tudo começou em 1957, quando o Dr. Norman J. Holter e sua equipe criaram o monitor para acompanhar o ritmo cardíaco das pessoas fora do hospital, enquanto elas seguiam sua rotina.2
O dispositivo foi projetado para registrar os sinais cardíacos continuamente, mesmo quando o indivíduo monitorado está em movimento.2 Desde 1961, o aparelho evoluiu bastante, dando espaço a versões mais modernas, mas sempre mantendo seu papel como um grande aliado na detecção de doenças do coração.2
Para fazer o monitoramento com Holter, é necessário seguir uma série de etapas. Antes de qualquer coisa, deve-se preparar o corpo para colocar os eletrodos, processo crucial para o sucesso do exame.3
A pele precisa estar limpa e seca para garantir que os eletrodos fiquem bem fixados e a gravação seja precisa.3 Eles são aplicados em pontos específicos do peito, pressionados nas bordas adesivas.3
O gravador usa no mínimo três canais para registrar a atividade elétrica e, durante o exame, o paciente também pode registrar acontecimentos importantes, como quando sentir algum sintoma, sinalizando a hora que ocorreu em um diário que faz parte do procedimento.3
O objetivo dessa avaliação é gravar, no mínimo, 18 horas de dados, abrangendo, tanto o período de vigília quanto o sono.3 Graças ao uso de tecnologia digital e um sistema de gravação de alta qualidade.3
Para quem é indicada a realização desse exame?
O eletrocardiograma regular é fundamental para observar o funcionamento do coração em um momento específico, mas problemas cardíacos, como ritmos irregulares, podem aparecer e desaparecer.1
Para entender melhor como o coração está funcionando ao longo do tempo, especialmente se você tem batimentos rápidos, lentos ou irregulares (arritmias), o médico pode indicar o uso de um monitor Holter.1
A adoção desse dispositivo permite ao profissional checar diversos aspectos importantes.1 Ele ajuda a avaliar se os medicamentos que você está tomando estão surtindo os efeitos desejados, identificar a causa de sintomas como tontura, sensação de desmaio ou aquele descompasso do coração, bem como verificar se o órgão está recebendo oxigênio suficiente.1
Dessa forma, o teste costuma ser indicado para pessoas que necessitam investigar arritmias.3 Ele também pode ser útil para detectar outras alterações cardíacas.3
Além disso, auxilia na compreensão de como o sistema nervoso afeta o ritmo cardíaco e o risco de morte súbita em pacientes que apresentam doenças do coração.3 Por meio do Holter, também é possível monitorar o funcionamento de marca-passo ou outros dispositivos implantáveis.2
Apesar de ser uma opção valiosa para monitorar a função cardíaca, o Holter não é indicado em todas as situações.2 Por exemplo, se você precisa de um diagnóstico para tratar um caso de angina (dor no peito), um teste de esforço seria mais adequado.2
Já em casos de síncope acompanhada de fatores de alto risco, a internação imediata é essencial.2 Outro ponto relevante é que o exame de Holter pode não ser recomendado para quem já teve causas claras identificadas de sintomas como palpitações ou desmaios.2
É comum que surjam dúvidas sobre como fazer o exame de Holter e o impacto que ele pode ter na sua saúde ou dia a dia. Vale ressaltar que o uso do monitor não oferece nenhum tipo de risco, nem causa dor ou desconforto maior.1
Como os eletrodos são fixados com um material adesivo, pode ocorrer uma leve irritação na pele.1 Se você tiver alergia a algum tipo de fita ou adesivo, é aconselhável avisar o técnico responsável pelo procedimento antes de iniciá-lo.1 Assim, ele conseguirá tomar as precauções necessárias para assegurar o seu conforto durante o exame.1
Veja, a seguir, o que esperar do monitoramento.
Colocação do monitor
Um técnico devidamente qualificado coloca o monitor Holter no paciente e ensina como registrar eventuais sintomas enquanto o utiliza.1
Primeiro, os eletrodos são fixados no peito. No caso dos homens, caso tenha pelos nessa região, pode ser necessário depilá-los para que os sensores fiquem bem presos.1
Após esta etapa, o paciente recebe auxílio para posicionar o dispositivo, que ficará em um bolso ou uma bolsa, pendurado no ombro ou pescoço, ou preso à cintura.1
Cuidados com o aparelho
Uma vez que você está com o monitor, pode continuar realizando suas atividades normalmente, com algumas exceções, como tomar banho ou nadar, já que o aparelho não pode ser molhado.1
Além disso, é importante não fazer radiografias e evitar contato com áreas de alta voltagem, detectores de metais e grandes ímãs.1
Registro das atividades e sintomas
O técnico também ensina a manter um diário das atividades e sintomas ao longo do exame.1 Se houver manifestações como dor no peito, falta de ar, batimentos cardíacos irregulares ou tontura, é preciso anotar o horário em que elas começaram e o que você estava fazendo no exato momento.1
O registro dessas informações é essencial para compará-las com as alterações no eletrocardiograma gravadas pelo aparelho.1
Depois de completar o período de monitoramento, o dispositivo é devolvido ao técnico.1 É esse profissional que processa todos os dados registrados e prepara um relatório completo para o médico, incluindo as anotações feitas no diário durante o exame.1
As informações coletadas podem ser usadas para entender como o sistema nervoso controla o coração, analisando variações no ritmo dos batimentos cardíacos.4
Pode ser feita, também, a análise de “alterações inesperadas da frequência cardíaca”, que evidenciam mudanças no ritmo após batimentos irregulares.4 Quando esse equilíbrio está fora do normal, pode haver um risco maior de problemas graves, como parada cardíaca súbita.4
Além disso, os resultados do exame de Holter podem identificar outros sinais de alerta, como alterações na duração de alguns batimentos ou mudanças no padrão de repolarização do coração, que é quando ele “recarrega” a atividade elétrica entre os batimentos.4 Esses detalhes podem indicar risco de arritmias perigosas, que necessitam de tratamento adequado com urgência.4
A leitura do teste deve ser feita apenas por profissionais capacitados, com conhecimentos sobre problemas no coração e formação específica para ler dados de eletrocardiograma.3
A análise e interpretação final das informações é realizada somente pelo médico, que deve ser especializado em arritmias cardíacas ou em eletrofisiologia.3
Cada vez mais importante na medicina, o exame de Holter é um grande aliado para detectar condições cardíacas que não são visíveis em avaliações convencionais.2 Entre os seus principais benefícios está a capacidade de identificar fibrilação atrial oculta, uma arritmia que pode ser a causa de um derrame cerebral (AVC).2
Com o monitoramento cardíaco, os médicos podem identificar essa condição silenciosa e iniciar o tratamento apropriado, como a anticoagulação, que previne AVC e protege o paciente no longo prazo.2
Pacientes com disfunção cardíaca, como anomalias no ventrículo esquerdo ou bloqueios cardíacos transitórios, também se beneficiam do uso desse aparelho.2 Isso porque o monitor Holter auxilia no diagnóstico de doenças associadas ao ritmo dos batimentos do coração e na avaliação de potenciais complicações.2
O avanço do tratamento farmacológico e o desenvolvimento de intervenções eficazes para condições cardiovasculares contribuem para o aumento do número de pessoas que convivem com essas condições, elevando a expectativa de vida.2
Nesse contexto, o monitor Holter é um instrumento indispensável para a coleta de informações que possibilitam o acompanhamento da saúde do coração e a prescrição de um tratamento alinhado às reais necessidades de cada paciente.2
Quer levar uma vida mais saudável? Leia mais posts do portal A Vida Plena e confira as melhores dicas para cuidar do seu corpo e mente!
Artigo elaborado em: 25 dez. 2024.
Referências
1. American Heart Association. Holter Monitor. [Internet]. 2023. Disponível em: https://www.heart.org/en/health-topics/heart-attack/diagnosing-a-heart-attack/holter-monitor. Acesso em: 25 dez. 2024.
2. Mubarik A, Iqbal AM. Holter Monitor. [Updated 2022 Jul 25]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2025 Jan-. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK538203/
3. Lorga Filho A, Cintra FD, Lorga A, Grupi CJ, Pinho C, Moreira DAR, et al. Recomendações da sociedade brasileira de arritmias cardíacas para serviços de holter. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. 2013;101(2):101-105.
4. 4. Galli A, Ambrosini F, Lombardi F. Holter Monitoring and Loop Recorders: From Research to Clinical Practice. Arrhythm Electrophysiol Rev. 2016 Aug;5(2):136-43.
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