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Publicado em: 4 de dezembro de 2024
Diversos estudos científicos mostram que transtornos do humor, ansiedade patológica, estresse pós-traumático e estresse crônico podem causar efeitos além do esperado, sobretudo no coração. Alterações na saúde mental são fatores de risco para doenças cardiovasculares de forma tanto direta quanto indireta.1
Neste conteúdo, mostramos a conexão entre doenças cardiovasculares e saúde mental. Além disso, trazemos dicas práticas para ajudar você a evitar essas complicações. Continue a leitura e coloque sua saúde em primeiro lugar!
Além de afetarem o comportamento, o humor e a capacidade de se relacionar com outras pessoas, os transtornos mentais podem contribuir para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.1
O contrário também é verdadeiro! Depressão, ansiedade patológica e até mesmo estresse pós-traumático podem surgir após eventos cardíacos, como infarto e derrame. Isso pode ocorrer por vários fatores, como medo da morte ou problemas financeiros decorrentes do evento.1
Como se dá essa interação, afinal? Os cientistas descobriram que essa relação de causa e efeito pode ocorrer por mecanismos diretos ou indiretos. A forma direta está relacionada a vias biológicas, enquanto a indireta está associada a comportamentos de risco que afetam a saúde.1
É preciso frisar que ter doenças mentais não significa apenas estar triste. Elas causam mudanças bioquímicas que nos predispõem a problemas de saúde, incluindo doenças cardiovasculares.2,3
Biologicamente, transtornos mentais crônicos podem provocar:1
Também há estudos que associam medicações usadas para tratar doenças mentais, como antipsicóticos, a um maior risco de infarto agudo do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais.1
Pessoas que sofrem de transtornos mentais costumam apresentar comportamentos de risco à saúde, como:1
Existem algumas condições relacionadas a problemas no coração que nem sempre são levadas em conta.3-5 Confira, a seguir, as principais.
A depressão é tão prevalente em pessoas com doenças cardiovasculares que a Associação Americana do Coração recomenda que ela seja reconhecida como um fator de risco, assim como diabetes, hipertensão, tabagismo e hiperlipidemia (altos níveis de gordura no sangue).3
Segundo a associação médica, a depressão pode acelerar ou agravar as doenças cardiovasculares por elevar:3
Não podemos esquecer que a depressão pode levar o indivíduo a adotar hábitos de vida não saudáveis. Alguns exemplos são fumar, não praticar nenhuma atividade física e comer alimentos ricos em calorias, sal e gordura saturada.3
Além desses efeitos, a depressão está associada ao aumento dos níveis do hormônio do estresse, o cortisol.3 Falaremos mais sobre ele adiante.
A ansiedade e o estresse também podem impactar negativamente o coração. Quando a pessoa está ansiosa e apresenta emoções negativas, como raiva, medo e angústia, o corpo libera adrenalina, aumentando a frequência cardíaca e a elevação da pressão arterial sistêmica.3
Todos esses efeitos parecem progressivos, de modo que quanto maior o número de episódios, maior o risco cardiovascular.3
Em pequenas doses, o estresse pode ser benéfico, sendo conhecido como estresse positivo. Ele é essencial para o desenvolvimento humano, ajudando o indivíduo a enfrentar desafios e a crescer.4
Diante de uma situação estressante, o corpo sofre algumas mudanças, como aumento da frequência cardíaca ou da pressão arterial sistêmica. Os responsáveis por essas alterações são algumas substâncias produzidas pelo sistema nervoso autônomo e por hormônios que são liberados em resposta a diferentes estímulos.4
Essas alterações são normais. Porém, o estresse pode se tornar tóxico quando é intenso e prolongado e nos tornamos incapazes de lidar com os fatores estressores. Isso ocorre porque o estresse crônico prejudica nossa capacidade de manter estáveis aspectos vitais para nossa saúde.4
Nesse desequilíbrio, surge um fator de risco: o aumento de doenças cardiovasculares. Estresse crônico e fatores ambientais podem contribuir para o surgimento de doenças cardiovasculares e metabólicas. Em outras palavras, é como se o corpo sofresse um desgaste contínuo devido ao estresse prolongado.4
Os principais hormônios envolvidos com o estresse são: adrenalina, noradrenalina e o cortisol.4
E o estresse crônico é o principal fator de risco para o desenvolvimento de ansiedade e depressão, que é um fator de risco para doenças cardiovasculares.4
Dormir bem não é luxo! Além de ser muito importante para a saúde mental, contribui para a saúde cardiovascular. Quando o sono é interrompido frequentemente pela apneia obstrutiva do sono (AOS), há sérias repercussões para a saúde cardiovascular.5
Além de prejudicar a qualidade do sono, essa condição causa alterações no sistema circulatório, aumentando o risco de hipertensão e arritmias, como a fibrilação atrial (FA), caracterizada por batimentos cardíacos irregulares e rápidos. Estima-se que até 60% dos pacientes com AOS apresentem irregularidades no ritmo cardíaco durante a noite.5
Além disso, a AOS contribui para disfunções estruturais no coração, aumentando significativamente a mortalidade em pessoas com arritmias cardíacas prévias.5
Evidências sugerem que a AOS está associada ao desenvolvimento de aterosclerose, o que pode resultar em doença arterial coronariana e triplicar o risco de AVC.5
Essas condições geram um aumento substancial na mortalidade, independentemente da presença de outros fatores de risco. Dessa maneira, o tratamento da AOS, além de melhorar a qualidade de vida, reduz os impactos negativos e graves na saúde cardiovascular.5
Adotar hábitos de vida saudáveis é, sem dúvida, a primeira escolha! Não fume, siga uma alimentação balanceada e pratique exercícios físicos regularmente. Um exercício aeróbico de intensidade moderada por pelo menos 30 minutos por cinco ou mais dias na semana é uma opção!3
Você também pode:3
Considere ainda atividades como meditação ou yoga. Alguns aplicativos de celular são bastante úteis para ajudar você a meditar e controlar seus hábitos diários ou praticar esses exercícios.3
Além disso, a terapia cognitivo-comportamental é muito eficaz nos casos de depressão, ansiedade patológica e depressão leve. Já em alguns casos, é preciso aliar o tratamento a medicamentos, os quais devem ser prescritos por um psiquiatra.3
Também vale considerar que pacientes com depressão costumam evitar atividades, então é crucial que essas ocupações tragam muito prazer e satisfação pessoal ou das quais eles tenham certo domínio para não se frustrarem. Um exemplo interessante é participar de uma causa social de forma voluntária.3
No caso de pacientes já com cardiopatias, a abordagem deve conter múltiplas intervenções. Além da reabilitação cardíaca, é altamente recomendado incluir exercícios regulares e mudanças na dieta.6
A terapia cognitivo-comportamental pode ser efetiva e estar aliada a tratamentos farmacológicos seguros a esses indivíduos. Evitar ambientes tóxicos é igualmente importante na melhora da saúde mental.6
A relação entre doenças cardiovasculares e saúde mental é clara, mas complexa. No entanto, algumas medidas simples, como adotar hábitos de vida saudáveis, praticar atividades que trazem prazer e buscar apoio psicológico são essenciais para controlar o estresse, a ansiedade e a depressão.3
Por outro lado, para avaliar e tratar questões específicas relacionadas à saúde mental e cardiovascular, é fundamental consultar médicos especialistas. Cada paciente é único, e somente um profissional consegue fornecer um plano de tratamento adequado, seguro e personalizado.6
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Referências:
1. Centers for disease control and prevention (CDC). About Heart Disease and Mental Health [internet]. 2024 [acesso em Jul 2024]. Disponível em: https://www.cdc.gov/heart-disease/about/about-heart-disease-and-mental-health.html.
2. American Heart Association. Mental Health and Heart Health [internet]. 2023 [acesso em Jul 2024]. Disponível em: https://www.heart.org/en/healthy-living/healthy-lifestyle/mental-health-and-wellbeing/mental-health-and-heart-health.
3. Chaddha A, Robinson EA, Kline-Rogers E et al. Mental Health and Cardiovascular Disease. The American Journal of Medicine. 2016;129(11):1145-1148.
4. Ortiz R, Kluwe B, Lazarus S, Teruel MN, Joseph JJ. Cortisol and cardiometabolic disease: a target for advancing health equity. Trends Endocrinol Metab. 2022;33(11):786-797.
5. Drager LF, Lorenzi-Filho G, Cintra FD, Pedrosa RP, Bittencourt LRA, Poyares D et al. 1º Posicionamento Brasileiro sobre o Impacto dos Distúrbios de Sono nas Doenças Cardiovasculares da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arq Bras Cardiol. 2018;111(2):290–340.
6. Borkowski P, Borkowska N. Understanding Mental Health Challenges in Cardiovascular Care. Cureus. 2024;16(2):e54402.
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