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Publicado em: 18 de janeiro de 2024
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Prisão de ventre. Que situação chata, não é mesmo? Extremamente desconfortável, esse sintoma é responsável por trazer grandes prejuízos à qualidade de vida das pessoas afetadas, causando desconforto e impactando até mesmo o humor no dia a dia. 1,2
Há várias causas possíveis para a constipação, e falaremos mais sobre isso a seguir. No entanto, é importante saber que um dos tratamentos possíveis para esse problema é o uso de um bom laxante osmótico.3
Mas, afinal, o que é isso? Quais são as suas funcionalidades? Os laxantes osmóticos são mais seguros? Tenha a resposta para essas e outras perguntas no texto abaixo. Boa leitura!
Antes de falarmos sobre os laxantes do tipo osmótico, é importante entendermos o que é a constipação e quais são as suas principais causas.
Constipação é definida como uma alteração do funcionamento intestinal caracterizada pela diminuição da frequência das evacuações, associadas a dificuldade de eliminação das fezes, que se apresentam ressecadas e pequenas.4
Ainda que seja mais comum na forma crônica, também pode se apresentar na forma aguda — quando é possível ocasionar o fechamento do intestino, fazendo-se necessária, em alguns casos, até mesmo intervenção cirúrgica.4
Confira, agora, alguns dos principais desencadeadores ou agravantes da prisão de ventre.
A prevalência da constipação é muito mais frequente entre as pessoas idosas, mas indivíduos de todas as idades podem ser afetados pela complicação.4
Entre as causas mais comuns do problema, podemos citar a diminuição da ingestão de fibras na alimentação. Além disso, a baixa hidratação (consumo insuficiente de água e outros líquidos no dia a dia) também é preocupante nessa condição.4
Alguns remédios também podem contribuir para o desenvolvimento da constipação, como é o caso de alguns fármacos das seguintes classes: antipiréticos, antidepressivos, opioides, antiepilépticos e suplementos contendo ferro e cálcio.4
O estresse também pode ser visto como uma possível causa para a constipação. Alguns dos ambientes que podem estar associados a isso são o escolar, o familiar e a ocorrência de eventos traumáticos em algum momento da vida. 4
Causas como predisposição genética, problemas de absorção de água e questões anatômicas também são possíveis.4
Conheça alguns dos principais sintomas da constipação: 6
Devemos ressaltar, ainda, que a constipação pode gerar sintomas que não parecem ter relação com a questão gastrointestinal, como o caso de dores de cabeça, entre outros.7
Confira as possibilidades de tratamento para esse problema.
Uma das primeiras abordagens envolve mudar o estilo de vida do paciente. Para isso, eles são orientados a ter um horário certo para ir ao banheiro, além de mudar questões associadas à alimentação e a uma boa hidratação e exercícios físicos. Em alguns casos, apoio psicológico também pode ser indicado.8
Os enemas são a introdução de um líquido dentro do interstino, de modo que o reto se distenda e, ocasionalmente, irrite a mucosa intestinal. Assim, o reflexo da evacuação é estimulado. Enemas são relativamente seguros, mas podem ter efeitos colaterais. Os supositórios, por sua vez, atuam por osmose ou pela estimulação das células nervosas da área em que são colocados.8
A implementação de laxantes no tratamento é o passo seguinte, caso as alterações na rotina não mostrem efeitos consideráveis.8 Há várias classes de laxativos, incluindo: 8
Outras consequências desse problema incluem as fissuras anais, a incontinência fecal e a ocorrência de prolapsos, quando órgãos “saem” do lugar onde deveriam estar.9
Osmose é uma palavra que vem do grego “empurrar”. Ela representa o movimento do líquido através de uma membrana semipermeável, como é o caso das células, inclusive as do nosso intestino.10
Em outras palavras, podemos dizer que a água tende a se deslocar de uma área de alta concentração para uma área de baixa concentração. No intestino, a parede, que contém as células intestinais, é hipotônica, e o seu interior, que contém as fezes, é hipertônico. Desse modo, o laxante osmótico atrai a água para dentro do intestino, hidratanto e amolecendo as fezes, facilitando a evaculação.
Além disso, eles contribuem para o aumento dos movimentos peristálticos (do intestino), aumento do volume das fezes e redução do tempo em que elas ficam paradas no intestino.11
É importante lembrar que eles são medicamentos e, como em todo caso, embora raros, podem causar efeitos adversos em algumas pessoas.12 Nos laxantes osmóticos, os mais comumente relatados são:9
No entanto, de modo geral, os laxantes osmóticos são muito bem aceitos.
Os laxantes osmóticos ajudam a aumentar o número de idas ao banheiro, além de facilitar a eliminação das fezes ao deixá-las mais macias, lubrificadas e volumosas.11 Em estudos, eles foram considerados superiores aos testes com “placebo”, ou seja, substências que não têm eficácia. Isso mostra que são realmente eficientes.13
Para conferir outros conteúdos a respeito dos benefícios do laxante osmótico, acesse
Isso dependerá dos critérios definidos pelo seu médico em sua consulta. Não se automedique, ok? Verifique com o profissional quais são as indicações adequadas para tratar o seu problema.
Aproveite para levar essa dica para todos os momentos da sua vida! Se você tiver sintomas que persistam mais do que alguns dias, é importante checá-los com um profissional.
A automedicação pode gerar consequências complexas, prejudicando o diagnóstico, mascarando doenças e evitando que você tenha o tratamento adequado para o seu problema.14
Porque eles não provocam irritação na mucosa intestinal, além de não ocasionar desequilíbrio eletrolítico por conta de diarreias intensas.8 No entanto, novamente: isso dependerá da dose certa para o seu caso. Assim, não deixe de consultar um profissional da saúde para avaliar as melhores estratégias para o seu bem-estar.
Como foi possível perceber neste conteúdo, o laxante osmótico é uma boa solução para ajudar nos sintomas de constipação, promovendo um alívio considerável. Por isso, é a opção ideal para o tratamento da prisão de ventre, quando indicado pelo seu médico.
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Referências
1. Vedovato K, Trevizan AR, Zucoloto CN, Bernardi MDL, Zanoni JN, Martins, JVCP. O eixo intestino-cérebro e o papel da serotonina. Arq. Ciênc. Saúde Unipar. 2015;18(1):33-42.
2. Belsey J, Greenfield S, Candy D, et al. Systematic review: impact of constipation on quality of life in adults and children. Aliment Pharmacol Ther. 2010;31(9):938-49.
3. Gordon M, MacDonald JK, Parker CE, Akobeng AK, Thomas AG. Osmotic and stimulant laxatives for the management of childhood constipation. Cochrane Database Syst Rev. 2016 Aug 17;2016(8):CD009118.
4. Forootan M, Bagheri N, Darvishi M. Chronic constipation: A review of literature. Medicine (Baltimore). 2018 May;97(20):e10631.
5. Gozali FS, Febiana B, Putra IGNS, Karyana IPG, Hegar B. Relationship between psychological stress with functional constipation in children: a systematic review. Pan Afr Med J. 2023 Sep 7;46:8.
6. Galvão-Alves J. Constipação intestinal. J. Bras. Med. 2013 Mar-Abr;101(02): 31-37.
7. Ozan ZT, Tanik N, Inan LE. A constipação está associada à cefaleia tipo tensão nas mulheres. Arq. Neuro-Psiquiatr. 2019 Mar;77(3):161-165.
8. Portalatin M, Winstead N. Medical management of constipation. Clin Colon Rectal Surg. 2012 Mar;25(1):12-9.
9. Leung L, Riutta T, Kotecha J, Rosser W. Chronic constipation: an evidence-based review. J Am Board Fam Med. 2011 Jul-Aug;24(4):436-51.
10. Lopez MJ, Hall CA. Physiology, Osmosis. 2023 Mar 13. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2023 Jan–.
11. Balekuduru A, Sahu MK. Habit forming properties of laxatives for chronic constipation: A review. F1000Research. 2023 Nov;11:803.
12. Gomes P, Melo MCB, Duarte MA, Torres MRF, Xavier AT. Polietilenoglicol na constipação intestinal crônica funcional em crianças. Rev Paul Pediatr. 2011;29(2):245-50.
13. Ford AC, Suares NC. Effect of laxatives and pharmacological therapies in chronic idiopathic constipation: systematic review and meta-analysis. Gut. 2011 Feb;60(2):209-18.
14. Motola G, Mazzeo F, Rinaldi B, Capuano A, Rossi S, Russo F, Vitelli MR, Rossi F, Filippelli A. Self-prescribed laxative use: a drug-utilization review. Adv Ther. 2002 Sep-Oct;19(5):203-8.
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