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Publicado em: 7 de setembro de 2023
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Tema de muitos poemas e músicas, o coração tem todo esse destaque por estar ligado ao romance, mas também, por ser um dos órgãos mais importantes do corpo. Afinal, ele é responsável por bombear o sangue, fazendo com que tecidos e células recebam o oxigênio e os nutrientes que precisam para funcionar.1
É por isso que, quando há problemas no coração, as consequências podem ser devastadoras para nossa vida e bem-estar. Um bom lugar para obter informações sobre o número de casos e óbitos é o portal Cardiômetro, desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, com atualizações em tempo real.2
Que tal, então, conhecermos os principais tipos de doenças cardíacas e, assim, aprendermos a identificar e prevenir esse tipo de situação? Vamos lá!
As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo. Isso, por si só, é um bom motivo para que as pessoas fiquem atentas a essas questões e, sempre que possível, foquem na prevenção ao longo de suas vidas.3
No entanto, é importante mencionar a implicação das doenças do coração em nosso dia a dia. Pessoas que lidam com esse problema, por exemplo, podem desenvolver condições graves e ficar incapacitadas de trabalhar e de fazer várias outras atividades.4
Deu para notar que, se você deseja ter uma vida plena e saudável, deve se preocupar com o bem-estar desse órgão vital. Por isso, vale saber mais sobre os problemas do coração e entender como tratar dele com a atenção devida! Confira!
Na doença coronária, acontece a formação de uma “placa” de gordura nas artérias, o que acaba limitando o fluxo de sangue para o coração. Com isso, a oxigenação do tecido cardíaco fica comprometida, podendo causar risco de infarto do miocárdio (ataque cardíaco) e de óbito.5
O principal sintoma é a dor. Localizada no peito, ela pode irradiar para o maxilar, o braço esquerdo ou as costas. Além disso, outros sinais clássicos são a falta de ar, a dificuldade de se exercitar, as palpitações e, até mesmo, desmaios.5
Também conhecida como falência cardíaca progressiva, essa doença é tão perigosa quanto o nome dela indica. Causada por diversos fatores, especialmente, pela doença coronária, a pressão alta, o diabetes e o colesterol elevado, ela é uma das grandes causas de morte no mundo.6
Os sintomas mais frequentes são o inchaço dos membros (mais comum nos pés e pernas), a falta de ar e o cansaço. Além disso, é normal que os pacientes com essa condição tenham anemia por carência de ferro e problemas renais.6
De modo geral, a definição das arritmias é bem simples: elas são caracterizadas por mudanças na frequência, no ritmo ou na intensidade dos batimentos cardíacos.7 Os sintomas variam de acordo com o que acontece a partir dessas alterações. O coração pode bater mais rápido ou mais devagar, por exemplo.8
As pessoas com arritmia têm a sensação de palpitação no peito, seguida ou não de falta de ar, tontura e, até mesmo, desmaios. Mais uma vez, a falta de oxigenação faz com que o paciente possa se sentir mal rapidamente.8
Entre os problemas no coração, não podemos deixar de falar sobre as doenças que afetam as suas válvulas. Essas são estruturas cardíacas que têm a função de direcionar o sangue em sua passagem pelo órgão, fazendo com que ele não “retorne” para o espaço anterior.9
Um dos maiores perigos das condições que afetam as válvulas é a ocorrência de complicações causadas por conta de pressão e de sobrecarga de volume no coração. Quando isso ocorre, gera uma reação em cadeia nociva para o sistema cardiovascular.9
Identificar-se com algumas das situações dos grupos listados não significa que você, necessariamente, vai desenvolver problemas cardíacos. No entanto, aumentam as chances de que isso aconteça. Confira quais são!
É importante entender que o estresse e a ansiedade podem aumentar o risco de nosso coração sofrer com algum tipo de problema. A razão para isso está na inflamação causada por substâncias liberadas durante os episódios estressantes.10
Sozinho, o estresse pode não causar tanto estrago. O problema está na ativação de outros processos, incluindo a elevação da pressão arterial e, até mesmo, do colesterol e dos níveis de açúcar no sangue. Juntos, eles podem ser devastadores para o coração.10
Herdamos muitas características de nossos pais e de outros familiares. A cor dos olhos, a textura dos cabelos, a altura, o perfil corporal e até aspectos da personalidade. No entanto, a genética também traz condições que podem afetar nossa qualidade de vida.11
Um bom exemplo é a predisposição a doenças. Então, se você tem parentes próximos que tenham problemas cardíacos, é importante ficar de olho, pois isso se encaixa nos fatores de risco.11
Outro fator genético que pode ter relação com o surgimento da doença cardíaca é a etnia do indivíduo. As razões para isso ainda não estão totalmente determinadas, mas o fato é que a genética de certos grupos raciais pode fazer com que eles sejam mais suscetíveis a desenvolver problemas cardíacos.12,13
Alguns exemplos de grupos que sofrem mais com os problemas do coração são os hispânicos12 e os afroamericanos.12 Indivíduos que têm origem indiana também estão mais propensos.14
Todos os dias, somos apanhados por diversas campanhas publicitárias e notícias que falam sobre o quão importante é a prática regular de atividade física. Há muito mais motivos para se mexer do que a elevação do bem-estar e da autoestima.
O sedentarismo é um dos principais vilões da saúde cardíaca. Unido a uma alimentação pouco saudável, ele pode fazer com que as pessoas desenvolvam sobrepeso e obesidade, que são conhecidos por aumentarem os riscos de problemas do coração.15
De acordo com dados oficiais, as mortes por doenças cardiovasculares associadas ao hábito de fumar giram em torno de uma a cada quatro ocorrências. Isso nos mostra o papel do cigarro em todo esse contexto, atuando como um importante fator de risco para o desenvolvimento de problemas cardíacos.16
A relação entre o fumo e os problemas do coração é profunda. Fumar aumenta as chances de desenvolver aterosclerose, aneurisma da aorta e, até mesmo, outras condições, como o derrame cerebral. 16
Por fim, há pesquisas que correlacionam a presença de hipertensão gestacional (pressão alta durante a gravidez) com o aumento do risco futuro de desenvolver doença coronária.17
Sendo assim, o recomendado é que as gestantes se cuidem sobre esse aspecto, praticando atividade física e mantendo uma rotina saudável.18
Felizmente, há meios de prevenir boa parte dessas condições. Há dois tipos de prevenção: a primária e a secundária. A primeira tem o objetivo de impedir que um problema aconteça pela primeira vez, enquanto a segunda está associada à prevenção de recidivas após a ocorrência, por exemplo, de uma infarto do coração.19
O cigarro pode prejudicar fortemente a saúde cardíaca. Isso acontece por diversos fatores, mas a verdade é que ele influencia na formação e na instabilização de placa nas artérias do coração e dificulta o fluxo sanguíneo para o órgão.16
Sendo assim, parar de fumar é sempre a melhor ideia. Além disso, o cigarro pode colaborar para o surgimento de outros problemas de saúde, como é o caso de câncer, doenças pulmonares, diabetes, alterações imunológicas e até, em alguns momentos, de condições que afetam os olhos.16
Já percebemos que deixar de fazer exercícios é um passo para que as pessoas tenham mais chances de desenvolver problemas no coração. Ao mesmo tempo, mexer mais o corpo é uma ótima maneira de prevenir esse tipo de ocorrência.20
Os exercícios conhecidos como aeróbicos são bem associados à prevenção e, até mesmo, ao tratamento de doenças cardiovasculares. Por exemplo, há relação entre a longevidade das pessoas e o hábito de praticar corrida. Antes de iniciar atividades que vão além da caminhada em rtimo confortável, deve-se consultar um médico para saber se não existem restrições de saúde para a prática de atividade física mais intensiva.20
Outra vantagem da prática de exercício físico regularmente é a redução do peso corporal, especialmente, dos níveis de gordura. Essa, por sua vez, é uma das grandes vilãs da saúde cardiovascular.21
Um dos destaques se dá para a gordura visceral. Afinal, a distribuição da adiposidade influencia as chances de desenvolver problemas cardíacos.21
Por via das dúvidas, o melhor é sempre cuidar do seu peso e deixá-lo em níveis considerados saudáveis para sua altura, idade e estilo de vida. Converse com o seu médico para descobrir qual é essa taxa.20,21
A diminuição dos níveis de colesterol é comprovadamente eficaz para reduzir as chances de alguém desenvolver doenças do coração. No entanto, há pesquisas que mostram que ainda é preciso fazer mais..11
De acordo com os pesquisadores, mesmo com o uso de medicação, ainda existem condições que podem fazer com que o risco de problemas cardíacos continue alto. Siga sempre as orientações de seu médico e utilize a medicação recomendada por ele regularmente, sem interrupções.11
Já que o assunto é a prática de atividade física e a manutenção de um peso saudável, nada melhor do que falarmos, também, sobre a alimentação. É primordial que possamos cuidar do que comemos — o coração agradece!19
Nesse caso, você deve incluir alimentos naturais em suas refeições. Uma dieta rica em legumes, verduras e frutas vai proteger o órgão e reduzir a gordura visceral. Gorduras mais saudáveis, como o óleo de oliva e proteínas mais magras também são boas opções.19
Por fim, outra maneira de prevenir doenças cardíacas é por meio do sono. Muitos negligenciam a hora de dormir, tendo noites caóticas, com pouca duração e um descanso nada reparador.19
Além do sono, propriamente dito, dormir mal aumenta o risco de problemas no coração por conta do seu papel na alteração dos padrões alimentares, no risco de inflamação e no aumento da chance de desenvolver obesidade.19
O cardiologista será o seu melhor amigo em todo o processo de diagnóstico e tratamento dos problemas cardíacos. Esse profissional poderá, por exemplo, solicitar exames cardíacos adequados para descobrir qual é a sua condição e fazer o acompanhamento apropriado.
Além disso, fará toda a diferença na implementação de um bom tratamento. Afinal, ele é especialista no assunto e está sempre de olho nas informações científicas que envolvem a saúde do coração e nos avanços da Medicina.
O cardiologista também pode ajudar as pessoas que pertencem aos grupos de risco para desenvolver problemas no coração, orientando-as a ter um estilo de vida mais saudável e medicando, quando necessário.
Como podemos ver, os problemas do coração são frequentemente observados na sociedade. Infelizmente, eles podem fazer com que as pessoas tenham uma grande queda na saúde e na qualidade de vida ou até mesmo que venham a óbito. Agora, você já sabe mais sobre o assunto e pode se cuidar bem melhor!
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Referências:
1. Wittenberg, B. A., & Wittenberg, J. B. (1989). Transport of oxygen in muscle. Annual Review of Physiology, 51(1), 857-878.
2. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Cardiômetro. Acessado em 10 de agosto de 2023. Disponível em: <http://www.cardiometro.com.br/anteriores.asp>.
3. Doenças cardiovasculares: principal causa de morte no mundo pode ser prevenida. Acessado em 10 de agosto de 2023. Disponível em: <https://www.gov.br/pt-br/noticias/saude-e-vigilancia-sanitaria/2022/09/doencas-cardiovasculares-principal-causa-de-morte-no-mundo-pode-ser-prevenida>.
4. British Heart Foundation. Work and a heart condition. Acessado em 10 de agosto de 2023. Disponível em: <https://www.bhf.org.uk/informationsupport/support/practical-support/work-and-a-heart-condition>.
5. Shahjehan RD, Bhutta BS. Coronary Artery Disease. 2023 Feb 9. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2023 Jan–. PMID: 33231974.
6. Schwinger RHG. Pathophysiology of heart failure. Cardiovasc Diagn Ther. 2021 Feb;11(1):263-276. doi: 10.21037/cdt-20-302. PMID: 33708498; PMCID: PMC7944197.
7. Antzelevitch C, Burashnikov A. Overview of Basic Mechanisms of Cardiac Arrhythmia. Card Electrophysiol Clin. 2011 Mar 1;3(1):23-45. doi: 10.1016/j.ccep.2010.10.012. PMID: 21892379; PMCID: PMC3164530.
8. National Health Service (NHS). Arrhythmia. Acessado em 10 de agosto de 2023. Disponível em: <https://www.nhs.uk/conditions/arrhythmia/>.
9. Aluru JS, Barsouk A, Saginala K, Rawla P, Barsouk A. Valvular Heart Disease Epidemiology. Med Sci (Basel). 2022 Jun 15;10(2):32. doi: 10.3390/medsci10020032. PMID: 35736352; PMCID: PMC9228968.
10. Johns Hopkins Medicine. Risk Factors for Heart Disease: Don’t Underestimate Stress. Acessado em 10 de agosto de 2023. Disponível em: <https://www.hopkinsmedicine.org/health/wellness-and-prevention/risk-factors-for-heart-disease-dont-underestimate-stress>.
11. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Heart disease risk factors. Acessado em 10 de agosto de 2023. Disponível em: <https://www.cdc.gov/heartdisease/risk_factors.htm>.
12. National Heart, Lung, and Blood Institute (NHLBI). Hispanic Community Health Study/Study of Latinos (HCHS/SOL). Acessado em 10 de agosto de 2023. Disponível em: <https://www.nhlbi.nih.gov/science/hispanic-community-health-studystudy-latinos-hchssol>.
13. National Heart, Lung, and Blood Institute (NHLBI). Jackson Heart Study (JHS). Acessado em 10 de agosto de 2023. Disponível em: < https://www.nhlbi.nih.gov/science/jackson-heart-study-jhs>.
14. National Heart, Lung, and Blood Institute (NHLBI). Coronary Heart Disease Research. Acessado em 10 de agosto de 2023. Disponível em: < https://www.nhlbi.nih.gov/research/coronary-heart-disease>.
15. Carlucchi, E. M. D. S., Gouvêa, J. A. G., Oliveira, A. P. D., Silva, J. D. D., Cassiano, A. C. M., & Bennemann, R. M. (2013). Obesidade e sedentarismo: fatores de risco para doença cardiovascular. Comun. ciênc. saúde, 375-384.
16. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Smoking & Tobacco Use. Acessado em 10 de agosto de 2023. Disponível em: <https://www.cdc.gov/tobacco/basic_information/health_effects/index.htm >.
17. Haas, D. M., Ehrenthal, D. B., Koch, M. A., Catov, J. M., Barnes, S. E., Facco, F., … & National Heart, Lung, and Blood Institute nuMoM2b Heart Health Study Network. (2016). Pregnancy as a window to future cardiovascular health: design and implementation of the nuMoM2b Heart Health Study. American journal of epidemiology, 183(6), 519-530.
18. National Health Service (NHS). High blood pressure (hypertension) and pregnancy. Acessado em 10 de agosto de 2023. Disponível em: < https://www.nhs.uk/pregnancy/related-conditions/complications/high-blood-pressure/>.
19. Harvard School of Public Health. Preventing Heart Disease. Acessado em 10 de agosto de 2023. Disponível em: <https://www.hsph.harvard.edu/nutritionsource/disease-prevention/cardiovascular-disease/preventing-cvd/>.
20. Nystoriak MA, Bhatnagar A. Cardiovascular Effects and Benefits of Exercise. Front Cardiovasc Med. 2018 Sep 28;5:135. doi: 10.3389/fcvm.2018.00135. PMID: 30324108; PMCID: PMC6172294.
21. Powell-Wiley TM, Poirier P, Burke LE, Després JP, Gordon-Larsen P, Lavie CJ, Lear SA, Ndumele CE, Neeland IJ, Sanders P, St-Onge MP; American Heart Association Council on Lifestyle and Cardiometabolic Health; Council on Cardiovascular and Stroke Nursing; Council on Clinical Cardiology; Council on Epidemiology and Prevention; and Stroke Council. Obesity and Cardiovascular Disease: A Scientific Statement From the American Heart Association. Circulation. 2021 May 25;143(21):e984-e1010. doi: 10.1161/CIR.0000000000000973. Epub 2021 Apr 22.
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