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Inovação: o que esperar da vacina contra câncer de pele?

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Você sabia que há uma vacina contra o câncer de pele sendo testada?1-3 É isso mesmo! Por isso, estamos frente a uma grande notícia, que deve ser comemorada. Mas, afinal, como esse tipo de tratamento funciona?

A ideia dessa postagem é trazer informações sobre o imunizante. Então, continue a leitura para saber como ele funciona! Vamos lá? Boa leitura! 

O que é o câncer de pele?

Câncer de pele é uma doença maligna, ou seja, que pode prejudicar o organismo e se espalhar para outros órgãos e tecidos. Ele pode ser dividido em dois tipos principais: não-melanoma, o mais comum, e melanoma. Este, por sua vez, é o mais agressivo.4,5

Continue para conhecer os fatores de risco para desenvolvimento do câncer de pele!

Exposição ao sol

A radiação UV foi documentada pela primeira vez como indutora de câncer de pele em 1945. Em 2002, ela foi oficialmente incluída na lista de fatores carcinogênicos pelo National Institute of Environmental Health Sciences.4,6 Existem três mecanismos principais pelos quais os raios UV induzem o câncer de pele:4,6

  • dano direto ao DNA, causando mutações genéticas;
  • produção de espécies reativas de oxigênio, que danificam o DNA celular e outras estruturas moleculares;
  • supressão localizada da imunidade antitumoral, comprometendo as defesas naturais do corpo contra o câncer.4,6

Além disso, pessoas com exposição solar e queimaduras na infância têm um risco aumentado de câncer de pele.4

Tipos de pele 

A etnia do paciente é um fator significativo na determinação da suscetibilidade ao câncer de pele. Indivíduos com características como cabelo claro, olhos claros, presença de sardas, cabelo ruivo e pele muito clara que sempre queima e nunca bronzeia têm um risco elevado de desenvolver a doença.4

Região que a pessoa mora

Regiões próximas ao Equador, que recebem maior incidência de raios UVB e UVA, apresentam as taxas mais altas de câncer de pele.4 A Austrália e a Nova Zelândia, por exemplo, tem a maior taxa de câncer de pele do mundo devido à alta exposição solar e à prevalência com pele e olhos claros em sua população.7

O Brasil, com 92% do território entre a linha do Equador e o trópico de Capricórnio, também é uma área de alto risco. Isso é ainda mais evidente quando consideramos as muitas praias do país e as atividades feitas ao ar livre pela população, como agricultura e pesca.4

Alterações imunológicas

Embora pouco se saiba sobre as alterações imunológicas envolvidas, pacientes transplantados ou que tiveram algum tipo de câncer na infância apresentam uma incidência aumentada de câncer. A ideia é que uma alteração na imunidade celular do hospedeiro seja o fator predominante no crescimento desses tumores.4,6

O que é a vacina contra o câncer de pele?

A vacina que está sendo desenvolvida faz parte do grupo de imunizantes de DNA. Elas são feitas de estruturas que contém instruções (genes) para criar partes específicas de vírus, bactérias ou células cancerígenas.3

Quando a vacina é aplicada, esse DNA entra nas células do corpo. As células usam essas instruções para produzir proteínas que imitam partes do patógeno (ou seja, o problema que está sendo combatido).3

A partir disso, o sistema imunológico reconhece essas proteínas como estranhas e começa a atacá-las, criando uma memória para proteger o corpo em futuros encontros reais com o patógeno.3 Elas têm se mostrado muito promissoras! 

Como se prevenir contra o câncer de pele?

Inovação: o que esperar da vacina contra câncer de pele?

Enquanto a vacina não chega, é importante que você se mantenha protegido! E então? Como evitar o desenvolvimento do câncer de pele?

A dica pode até parecer simples, mas ela é extremamente eficaz: use protetor solar. Essa é a melhor maneira de manter sua pele segura e protegida contra os raios ultravioleta do sol, que acabam causando o câncer e vários outros tipos de problema.5

O fator de proteção solar (FPS), descrito na embalagem dos protetores, indica a eficácia do produto em proteger contra o eritema solar (vermelhidão após a exposição solar). Por exemplo, um protetor com FPS 15 aumenta em 15 vezes a resistência da pele à irradiação solar.5

Além disso, a fotoproteção eficaz para prevenir o câncer de pele deve incluir práticas comportamentais, especialmente durante o dia. Confira algumas delas:5

  • uso de camisas de manga longa, calças compridas e chapéus de abas largas;
  • uso de óculos de sol;
  • uso de sombrinhas ou guarda-sóis.4

Uma última dica: evite a exposição direta ao sol em momentos nos quais a incidência de raios UV está mais intensa. Esse período é das 10h às 16h.5

Gostou de conhecer a vacina contra o câncer de pele? Essa é uma grande novidade, que tem o potencial de salvar muitas vidas e diminuir o número de pessoas que convivem com esse problema tão sério. Agora, espalhe a novidade entre as pessoas que você conhece!

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Conteúdo elaborado em 17 de julho de 2024.

Referências:

1. A Clinical Study of V940 Plus Pembrolizumab in People With High-Risk Melanoma (V940-001) [Internet]. Clinicaltrials.gov. Disponível em: https://clinicaltrials.gov/study/NCT05933577. Acesso em: 22 ago. 2024.

2. Weber JS, Luke JJ, Carlino MS, Khattak MA, Meehan RS, Brown M, Zhang J, Krepler C, Duic JP, Long GV. “INTerpath-001: Pembrolizumab with V940 (mRNA-4157) versus pembrolizumab with placebo for adjuvant treatment of high-risk stage II-IV melanoma.” Journal of Clinical Oncology. 2024, 42(16 suppl) TPS9616-TPS9616.

3. Rezaei T, Davoudian E, Khalili S, Amini M, Hejazi M, de la Guardia M, Mokhtarzadeh A. Strategies in DNA vaccine for melanoma cancer. Pigment Cell Melanoma Res. 2021 Sep;34(5):869-891. doi: 10.1111/pcmr.12933. Epub 2020 Oct 22. PMID: 33089665.

4. Zink B. Câncer de pele: a importância do seu diagnóstico, tratamento e prevenção. Rev Hosp Univ Pedro Ernesto. 2014;13(Suppl. 1):76-83.

5. Costa CS. Epidemiologia do câncer de pele no Brasil e evidências sobre sua prevenção. Diagn Tratamento. 2012; 17(4): 206-8.

6. Nouri K. Skin Cancer. 1a ed. Mc Gralw Hill (Australia); 2007.

7. Johns M, O’Bryen J, Banney L, Neale R. Skin cancer prevention in Australia. Aust J Gen Pract. 2024 Aug;53(8):524-528. doi: 10.31128/AJGP-11-23-7010. PMID: 39099113.